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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Drive



Drive é um filho bastardo de David Lynch. Dá pra sentir muito a presença dele, mesmo que ele não tenha relação direta nenhuma com o filme que é dirigido por Nicolas Winding Refn que pra mim até então é o famoso who the hell. Nunca havia sequer ouvido falar dele, mas o filme fez um certo sucesso em Cannes onde ganhou o prêmio de melhor diretor e ainda foi indicado a Palm D´Or.

A história é baseada no personagem de Ryan Gosling um exímio motorista que faz bicos como mecânico de carros, dublê em filmes de ação e as vezes mete um pé na ilegalidade dirigindo para ladrões na fuga dos roubos. A índole do motorista é complexa e isso é o grande trunfo do filme. Não dá pra saber ao certo quais são as intenções dele, nem o porque das atitudes que ele toma. De certa forma o motorista é tão desimportante na vida de um modo geral que o personagem não tem nem nome! Ao mesmo tempo a direção faz um trabalho impecável, levando a adiante uma história tensa com poucos diálogos, sem dar muita importância em explicar passo-a-passo, como a maioria dos filmes hollywoodianos, o processo que leva de A a B. Quando digo que o filme é um filho bastardo de Lynch é justamente por se preocupar menos em contar a história e mais em fazer o espectador sentir (medo, tensão, dúvida). E ainda tem uma trilha sonora curiosa bem calcada nos anos 80 e com poucas notas que aumentam a tensão da história. Quem assina o som é o Angelo Badalamenti que não por coincidência é o compositor favorito dos filmes do Lynch. 



Ficha Técnica:
Título Original: Drive
Título no Brasil: ???
Direção: Nicolas Winding Refn
Roteiro: Hossein Amini
Gênero: Ação, Drama, crime
Origem: EUA
Duração: 100min


Elenco:
Ryan Gosling ... Driver
Carey Mulligan ... Irene
Bryan Cranston ... Shannon
Albert Brooks ... Bernie Rose

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Lock, Stock and Two Smoking Barrels (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes)

Em um passado que está ficando cada vez mais longe, lembro de comprar um exemplar de revista SET que falava sobre o lançamento de Jogos, Trapaças...aqui no Brasil. Isso foi em 98 ou 99, por aí. Guy Richtie, o diretor era um ilustre desconhecido, mas isso estava para mudar justamente por este filme que o jogou no mapa. Na sequência ele dirigia Sherlock Holmes, Snatch - Porcos e Diamantes e casaria (e divorciaria) a Madonna, não necessariamente nesta ordem.

Já devo ter visto Jogos, Trapaças... pelo menos umas cinco vezes. Acho divertidíssimo a trama cheia de vigaristas querendo dar trambique para cima de outros vigaristas. Tem umas cenas ótimas e os diálogos bem afiados. Tudo que se espera de um bom enredo de trapaceiros. Mas confesso vendo desta última vez, senti que o filme deu uma leve envelhecida. Talvez pela familiaridade com a história, achei um pouco esquemático demais. Embora seja legal perceber que não há fio solto, todos os personagens - e são vários -, vem e voltam e tem alguma relação com que vem a seguir. Ainda vou ver e rever  mais algumas vezes. Pra quem não viu ainda, corra.

Ficha Técnica:
Título Original: Lock, Stock and Two Smoking Barrels
Título no Brasil: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Guy Ritchie
Gênero: ação, crime
Origem: UK
Duração: 107min


Elenco:
Jason Flemyng ... Tom
Dexter Fletcher ... Soap
Nick Moran ... Eddy
Jason Statham ... Bacon
Steven Mackintosh ... Winston
Nicholas Rowe ... J
Nick Marcq ... Charles
Charles Forbes ... Willie (as Charlie Forbes)
Vinnie Jones ... Big Chris

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sisters (Irmãs Diabólicas)

Não é nenhuma novidade dizer que o DePalma é o diretor mais hitchcockiano depois de Hitchcock. O mestre do suspense é a inspiração mais visível nos filmes de DePalma, e este Irmãs Diabólicas não é exceção a regra. Para não restar nenhuma dúvida, o filme já abre com uma música bem tensa que é assinada, por ninguém menos que Bernard Herrmann, o compositor das trilhas sonoras de clássicos hitchcockianos como Psicose, Vertigo e Intriga Internacional.

Danielle é uma modelo e aspirante a atriz que vive em Nova York cujo passado sombrio esconde a relação com sua irmã gêmea siamesa, Dominique, de quem foi separada por uma operação bem-sucedida. Melhor dizendo, bem-sucedida em termos porque a operação deixou sérios traumas psicológicas nas gêmeas. Seu ex-marido, Emil, continua rondando a cerca tentando recuperar seu casamento com Danielle, que deixa a fila andar e sai com Philip. Só que ao deixar de tomar seu remédio, seu desequilíbrio emocional se acentua e ela assassina Philip, numa cena bem toscas para os padrões de hoje (o sangue é vermelho-tinta-de-bombeiro), mas que provavelmente deve ter assustado muita gente quando foi feita. A construção da trama é muito boa, e o DePalma é mestre em seduzir o espectador nas suas tramas. Ele sabe fazer isso com maestria., mesmo quando seus filmes não funcionam, sempre há cenas geniais no que refere a criação de clímax.

Margot Kidder interpreta Danielle no filme e mais tarde encarnaria o papel de Lois Lane na primeira série de filmes do Superman (aqueles com o Christopher Reeves). E acho que depois disso ela sumiu do mapa, ou pelo menos nunca mais vi um filme com ela. Bom, ao que consta na década de 70, ela dividia uma casa com Jennifer Salt, que no filme interpreta uma jornalista bem curiosa que vai investigar a fundo o assassinato de Philip. As duas eram bem amigas de DePalma, e daquela nova gangue de cineastas que estavam surgindo naquele período como Scorsese, Spielberg e George Lucas. As moças eram bem sintonizadas com o trinômio sexo, drogas e rock´n´roll. Bom este últlimo não sei ao certo, mas os dois primeiros com certezas. E passaram o rodo em boa parte dessa galera que frequentava as festas que elas davam na sua casa perto da praia. Ao menos antes do ostracismo essa "amizade" rendeu um bom filme para elas.


Ficha Técnica:
Título Original: Sisters
Título no Brasil: Irmãs Diabólicas
Direção: Brian DePalma
Roteiro: Brian DePalma
Gênero: thriller, suspense, crime
Origem: EUA
Duração: 93min

Elenco:
Margot Kidder ... Danielle Breton / Dominique Blanchion
Jennifer Salt ... Grace Collier
Charles Durning ... Joseph Larch
William Finley ... Emil Breton (as Bill Finley)


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mean Streets (Caminhos Perigosos)


Sempre tive um pouco de birra com o oba-oba em cima do Scorsese. Nunca entendi por exemplo o frisson com Taxi Driver, que pretendo rever em breve. Não que ele não seja um bom cineasta. Ele é, mas tenho um pouco de impressão que ele é superdimensionado, às vezes. Veja bem, às vezes. Recentemente, pelo menos ele tem feito filmes muito melhores do que fazia. Por exemplo, Gangues de Nova York dá um banho em filmes como Depois de Horas ou O Rei da Comédia. Ainda motivado pela livro do Biskind, resolvi assistir a um de seus primeiros filmes, Caminhos Perigosos.

É um passeio pela Little Italy nos anos 70, um ambiente dominado pelo mafiosos e escroques locais, com seus redutos boêmios (bares e peep-shows), seu preconceito latente contra os de fora do bairro, os gays e os negros. E uma forte influência do catolicismo. O filme é bem pessoal e diz muito sobre o universo do próprio Scorsese que foi criado neste bairro. Não que ele tenha se envolvido com esses tipos barra pesada, pelo menos não antes de hollywood hehehe, mas com certeza são elementos que dizem muito do ambiente onde ele foi criado. Os tais caminhos perigosos são traçados por Charlie (Harvey Keitel) um boa-praça com boas habilidades na mediação de conflitos que é sobrinho do manda-chuva local, embora não se aproveite do fato para conseguir se dar bem. Ele vislumbra a possibilidade de gerenciar um restaurante local, que o seu tio vem lhe prometendo há tempos. E tudo correria bem, se não fosse sua insistência em apadrinhar e proteger Johnny Boy (Robert De Niro, no papel que lhe valeu o ingresso no elenco de O Poderoso Chefão II) o primo problemático de sua namorada. Óbvio que isso não vai terminar bem.

Mais do que a trama em si, Caminhos Perigosos vale pela direção do Scoresese. Aqui ele realmente abriu caminho para si, mostrando um novo modo de como os filmes podem ser dirigidos em Hollywood. O (bom) uso da trilha sonora, daquelas bem pop anos 60, em meio ao caos dos personagens e aquele ambiente de promiscuidade causa um estranhamento de início mas fica ótimo para as cenas. E é aí que você vê como isso foi transformador não só quando foi lançado, mas também como influenciou uma série de cineastas e filmes nas décadas seguintes. Tem uma cena do Keitel quando ele entra no bar e a música sobe, que com certeza foi homenageada depois pelo seu amigo De Palma em O Pagamento Final,   que é incrível pois consegue jogar o espectador diretamente no ambiente onde o personagem está de forma brilhante. Outra marco do filme foi o uso fantástico da snorricam na cena onde o Keitel fica bêbado. São cenas que ficam na mente e que ainda tiveram impacto suficiente para influeciar algumas dezenas de filme depois. Isso não é pouco, não. Gostei bastante. Aliás bem mais do que de Taxi Driver...


Ficha Técnica:
Título Original: Mean Streets
Título no Brasil: Caminhos Perigosos
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Martin Scorsese, Mardik Martin
Gênero: drama, crime
Origem: EUA
Duração: 112min

Elenco:
Robert De Niro ... Johnny Boy
Harvey Keitel ... Charlie
David Proval ... Tony
Amy Robinson ... Teresa
Richard Romanus ... Michael

sábado, 11 de dezembro de 2010

Faster Pussycat! Kill! Kill!


Vendo este filme foi impossível não lembrar de uma música do Seu Jorge chamada “Mania de Peitão”, não acho que ela tenha nenhuma relação com o filme ou seu diretor, mas o fato é o Russ Meyer, que assina a obra, é um tarado por peitão. Aliás seus filmes ficaram famosos em parte por isso. Ele tinha essa mania de escalar atrizes com farta comissão de frente nos seus filmes. A carreira dele ficou famosa também por fazer fotos para Playboy na década de 50/60.

Faster Pussycat! Kill! Kill! é considerado seu maior filme. E depois de assistir posso afirmar sem medo, não quero passar nem perto do seu pior filme. A história é um fiapo: três strippers/bandidas encontram um casal no meio do deserto e depois de assassinar o homem, sequestram a namorada que ficou viva. No meio do caminho ouvem uma história sobre um velho fazendeiro que guarda uma boa grana na sua casa e decidem ir até lá para assaltá-lo. É um filme B com diálogos e atuações superinverossímeis, mas que por algum motivo virou cult. Vai entender...


Ficha Técnica:
Título Original: Faster Pussycat! Kill! Kill!
Título no Brasil:
Direção: Russ Meyer
Roteiro: Jack Moran, Russ Meyer
Gênero: Cult, Trash, comédia, crime
Origem: EUA
Duração: 83min


Elenco:
Tura Satana ... Varla
Haji ... Rosie
Lori Williams ... Billie
Ray Barlow ... Tommy

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

400contra1 - uma história do crime organizado

Em alguma edição da Bienal do Livro que já não me recordo mais, comprei alguns livros sobre a violência urbana do Rio, entre eles um chamado 400contra1 – uma história do crime organizado, que contava a história do nascimento do Comando Vermelho, de acordo com o testemunho de um de seus fundadores, o “Professor” William da Silva Lima. O livro, escrito em linguagem bem simples e coloquial, conta como se deu a interação entre os presos comuns e os presos políticos no presídio de Ilha Grande durante as décadas de 70/80. Deste convívio, ideais socialistas e luta armada passaram a integrar o pensamento dos presos comuns que tiveram um entendimento um pouco diferente do meio acadêmico, absorvendo esta nova cultura da forma que lhes foi possível. E assim foram criadas as bases do Paz, Justiça e liberdade que norteiam ou norteavam o CV. 

O filme parte de uma história real e muito impactante, mas o resultado é tão ruim que não vale a pena perder seu tempo assistindo. O livro é anos luz mais interessante e de leitura tão fácil que é melhor gastar seu tempo lendo-o que vendo o filme, você gasta o mesmo tempo. Mas falando do filme, o roteiro/edição não se define em que tempo quer focar e fica um pingue-pongue entre os anos que é difícil entender a evolução e os objetivos dos personagens. As atuações não convencem muito e a escalação do Daniel Oliveira pro papel do professor é muito equivocada...Se o assunto interessa, leia o livro é a melhor opção.



Ficha Técnica:
Título Original: 400contra1 Uma história do crime organizado
Direção: Caco Souza
Roteiro: Julio Ludemir
Gênero: crime, drama
Origem: Brasil
Duração: 112min

Elenco:
Jonathan Azevedo ... Baiano
Jefferson Brasil ... Biro
Rodrigo Brassoloto ... Neco
Daniel de Oliveira ... William da Silva Lima
Daniela Escobar ... Teresa
Felipe Kannenberg ... Custódio
Negra Lee ... Geni

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Primal Fear (As Duas Faces de um Crime)

Odeio estas traduções toscas que neguinho põe nos filmes aqui no Brasil. Não tem nada a ver o título original com a tradução que ganhou por aqui, que aliás "entrega" parte do sentido do filme, sem a menor necessidade claro. Enfim, desabafos a parte, este filme vale pela atuação sensacional do Edward Norton que tem uma estrela forte: ele foi indicado ao Oscar como melhor ator coadjuvante por este papel, sendo que era simplesmente seu debut no meio cinematográfico. A atuação dele carrega mais o filme do que o carismático Richard Gere, que interpreta o seu advogado na estória.

Não vou ficar entregando a trama para quem não viu ainda, mas dá pra adiantar que é um filme de tribunal sobre um crime violento. O principal suspeito é o coroinha interpretado por Norton. E mais não conto. E pra quem é fã do Lost, é uma oportunidade para ver o Locke antes da fama do seriado no papel de um policial durão.



Ficha Técnica:
Título Original: Primal Fear
Título no Brasil: As Duas Faces de um Crime
Direção: Gregory Hoblit
Roteiro: Steve Shagan
Gênero: Crime, Drama
Origem: EUA
Duração: 129 min


Elenco:
Richard Gere ... Martin Vail
 Laura Linney ... Janet Venable
 John Mahoney ... Shaughnessy
 Alfre Woodard ... Shoat
 Frances McDormand ... Molly
 Edward Norton ... Aaron

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Carancho

Desde que comecei a acompanhar o Festival do Rio, há dez anos, desenvolvi a doença o hábito de pegar a programação do festival e ler todas as sinopses dos filmes que serão exibidos. Normalmente são cerca de 350/ano, vou lendo com a caneta em punho para já ir separando os que me despertam interesse. Este ano separei vinte e seis, só não sei se vou conseguir ver todos...Enfim este Carancho é dirigido pelo argentino Pablo Trapero, que é figurinha fácil no festival. E pra completar ainda tem como protagonista o fantástico Ricardo Darín. Pesquisando aqui na internet já li que foi o filme escolhido pela Argentina para participar das indicações a filme estrangeiro no Oscar do ano que vem. Não sei se leva, mas o filme é bem interessante. Conta a história de Sosa (Darín) um "carancho de mierda" como alguém o descreve logo no início da película. Em português, carancho significa carcará, uma ave aparentada do urubu que também vive de comer carniças, assim como Sosa que ganha a vida representando legalmente famílias envolvidas em acidentes de trânsito. O único porém é que nestas transações os benefícios financeiros acabam sendo maiores para os "advogados" do que para a família. Sosa orbita este submundo de Buenos Aires e começa a ter esperança em sair dele após conhecer Lujan, uma médica socorrista que passa as madrugadas em ambulâncias resgatando acidentados de trânsito. Lujan aos poucos vai entendendo melhor como funciona o trabalho de Sosa. É muito bem dirigido e fotografado, e com boas atuações Carancho. Vale a curiosidade.


Ficha Técnica:
Título Original: Carancho
Título no Brasil: ???
Direção: Pablo Trapero
Roteiro: Alejandro Fadel; Martín Mauregui
Gênero: Crime, drama
Origem: Argentina
Duração: 107min

Elenco:
 Ricardo Darín ... Sosa
 Martina Gusman ... Luján
 Carlos Weber
 José Luis Arias

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Micmacs à tire-larigot

A única coisa que sabia deste filme é que foi dirigido pelo Jean-Pierre Jeunet, o mesmo de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain e de Delicatessen,que eu não vi, mas todo mundo diz que é ótimo. 

Bom, esta única info já me motivou a assistir Micmacs que, assim como Amelie, trata-se de uma fábula deliciosa de se ver. Bazil, é um garoto que perde o pai após uma este pisar numa mina em alguma daquelas guerras do oriente e que anos mais tarde, já adulto é encontrado, bem no meio da testa, por uma bala perdida  enquanto trabalhava numa videolocadora. 

Incrivelmente, ele não morre. Afinal, lembre-se o filme é uma fábula. Porém os médicos decidem não retirar a bala de sua cabeça com medo das implicações neurológicas que isso poderia acarretar, não que ele tenha ficado isento de sequelas. A partir daí  começa uma saga fantástica de Bazil versus as empresas de armas que fabricaram a mina que matou seu pai e a bala que está alojada na sua testa. É um filmaço muito divertido e com uma linguagem ótima, que já era digna de superelogios desde Amelie Poulain.


Ficha Técnica:
Título Original: Micmacs à tire-larigot
Título no Brasil: ???
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet
Gênero: Comedia, Crime
Origem: França
Duração: 105min

Elenco:
Dany Boon ... Bazil
André Dussollier ... Nicolas Thibault de Fenouillet
Nicolas Marié ... François Marconi
Jean-Pierre Marielle ... Placard
Yolande Moreau ... Tambouille
Julie Ferrier ... La Môme Caoutchouc
Omar Sy ... Remington

quarta-feira, 19 de maio de 2010

The Informant! (O Desinformante)

Taí um filme que meu pai gostaria de ver com certeza. Trata-se da história de Mark Whitacre um gerente de uma multinacional do ramo alimentício que se torna um espião do FBI, mas antes que você pense em se tratar de um filme de espionagem e mistério, espere um pouco e  vai começar a perceber que o tal informante joga mais pro lado do time do pinóquio. 

Com um Matt Damon inspiradíssimo, Soderbergh dirige um filme bem na linha do cômico se não fosse trágico, mas no geral é bem divertido de se ver as tramas cada vez mais complexas em que Whitacre vai criando para si mesmo. Terminei sem saber se a história é totalmente verídica ou se foi inspirada num fato real, mas isso na verdade importa pouco. Vale mesmo é rir da tragicomédia do executivo.


Ficha Técnica:
Título Original: The Informant!
Título no Brasil: O Desinformante
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Scott Z. Burns e Kurt Eichenwald
Gênero: Comédia, Crime, Drama
Origem: Estados Unidos
Duração: 108 min.

Elenco:
Matt Damon ... Mark Whitacre
Lucas McHugh Carroll ... Alexander Whitacre (as Lucas Carroll)
Eddie Jemison ... Kirk Schmidt
Rusty Schwimmer ... Liz Taylor
Craig Ricci Shaynak ... Discouraged Foreman
Tom Papa ... Mick Andreas

terça-feira, 11 de maio de 2010

El Secreto de Sus Ojos (O Segredo dos Seus Olhos)


O vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira deste ano, O Segredo de Seus Olhos é um filmaço. Dirigido pelo Juan José Campanella que repete a dobradinha de sucesso de  O Filho da Noiva, escalando para o papel principal o ótimo ator Ricardo Darín.

O Segredo... explora, magnificamente, a questão de quanto o olhar  de uma pessoa pode ou não revelar a cerca de si mesmo e de seus desejos. O enredo mistura elementos de ficção dentro da ficção para contar uma história de um crime passional que, apesar de ter acontecido há décadas, ainda ecoa na mente do agente federal  aposentado Benjamin Esposito. Para expulsar seus demônios pessoais ele resolve escrever um romance contando um caso policial em que ele trabalhou pesado, mas as infelizmente foi forçado a arquivar sem poder fazer a justiça devida.

A direção do Campanella é incrível e gera um filme cheio de sutilezas, que valoriza os silêncios, as pausas e tudo mais que os olhos dizem sem emitir um som sequer. Além disso, há ainda um macguffin excelente: a máquina de escrever que não digita a letra A, que vai sendo usada de forma brilhante no decorrer do roteiro. É um filmaço mesmo,  recomendo.




Ficha Técnica:
Título Original: El Secreto de Sus Ojos
Título no Brasil: O Segredo dos Seus Olhos
Direção: Juan José Campanella
Roteiro: Juan José Campanella
Gênero: Drama, crime
Origem: Argentina
Duração: 127min


Elenco:
Soledad Villamil ... Irene Menéndez Hastings
Ricardo Darín ... Benjamín Esposito
Carla Quevedo ... Liliana Coloto
Pablo Rago ... Ricardo Morales
Javier Godino ... Isidoro Gómez



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Shutter Island (Ilha do Medo)

Quando um filme chega cheio de predicados, dá até um frio na barriga. Vem aquele pensamento pessimista e do contra na cabeça. E se o filme for uma bomba?

O filme tem um poderoso trio no elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo e Ben Kigsley. O livro que originou o filme foi escrito por Dennis Lehane (de Sobre Meninos e Lobos e Medo da Verdade). E para completar é dirigido pelo Scorsese. Tá, tudo bem que eu não acho ele tão bom diretor quanto dizem por aí, mas não dá pra negar que ele tem algumas obras-primas na sua filmografia.

A história não deixa dúvidas de que algo de estranho acontece na Ilha. O filme desembarca, ou melhor, inicia quando Teddy Daniels (DiCaprio) chega na ilha-presídio para investigar um desaparecimento. E a música já o tom do que aguardaremos durante as próximas horas de projeção: muita tensão.

Gostei bastante do resultado final. É bem dirigido, bem montado, bem escrito, com boas atuações e principalmente o final é ótimo. Dá um alívio constatar que todos os predicados não foram em vão.



Ficha Técnica:
Título Original: Shutter Island
Título no Brasil: A Ilha do Medo
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Laeta Kalogridis
Gênero: Suspense, crime
Origem: EUA
Duração: 138min

Elenco:
Leonardo DiCaprio ... Teddy Daniels
Mark Ruffalo ... Chuck Aule
Ben Kingsley ... Dr. Cawley
Max von Sydow ... Dr. Naehring
Michelle Williams ... Dolores Chanal
Emily Mortimer ... Rachel 1
Patricia Clarkson ... Rachel 2

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pride and Glory (Força Policial)


Você não odeia quando um filme vai bem até os 40min do segundo tempo e então deixa tudo desandar e termina mal? Pois este Pride and Glory é assim.

A gente vai se empolgando com as boas atuações do Colin Farrel, Jon Voight e o excelente Edward Norton, o filme é bem dirigido e mantém o suspense soltando aos poucos as informações sobre o quebra-cabeça do caso policial, mas aí faz uma cagada e termina pessimamente.

Isso só reforça minha tese de que não de deve assistir a um filme por causa do elenco. 


Ficha Técnica:
Título Original: Pride and Glory
Título no Brasil: Força Policial
Direção: Gavin O'Connor
Roteiro: Joe Carnahan & Gavin O'Connor
Gênero: Crime, thriller
Origem: EUA/Alemanha
Duração: 130min

Elenco:
Edward Norton ... Ray Tierney
Colin Farrell ... Jimmy Eagan
Jon Voight ... Francis Tierney, Sr.
Noah Emmerich ... Francis Tierney, Jr.
Jennifer Ehle ... Abby Tierney
John Ortiz ... Sandy
Frank Grillo ... Eddie Carbone
Shea Whigham ... Kenny Dugan

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

London to Brighton (Londres Proibida)


Um filme que não acrescenta muito a sua vida. Uma história que se passa pelo submundo da prostituição londrina. Por meio de flashbacks, ficamos sabendo o que aconteceu com Joanne, menina de 12 anos, Kelly uma prostituta e Dereck, seu cafetão, nas últimas horas.

Sem novidades estilísticas ou uma história muito convincente, não acho que vale a pena perder tempo com este filme. Próximo, por favor.

Ficha Técnica:
Título Original: London to Brighton
Título no Brasil: Londres Proibida
Direção: Paul Andrew Williams
Roteiro: Paul Andrew Williams
Gênero: Crime, thriller
Origem: UK
Duração: 86min

Elenco:
Lorraine Stanley ... Kelly
Georgia Groome ... Joanne
Johnny Harris ... Derek
Nathan Constance ... Chum
Sam Spruell ... Stuart Allen
Alexander Morton ... Duncan Allen

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alpha Dog


Nada demais, nada de novo. Alpha Dog é uma cinebiografia não autorizada do traficante americano Jesse James Hollywood, famoso who-the-hell nas nossas terras tupiniquins. No filme, para evitar problemas legais, foi alterado o nome do bandido para Johnny Truelove.

É uma história sem grandes atrativos sobre um traficante jovem que como todo jovem quer curtir a vida numa boa. Mas traficante que é traficante, tem agir como Zé Pequeno, não dá pra dar mole pra mané não. E aí começa o rolo do filme, forçado a reagir a um ataque na sua casa, o Johnny Truelove brinca de sequestrar o irmão do invasor de residência. Só que como nunca fez isso antes, não sabe exatamente como agir. Nem ele, nem seu bando de seguidores, um séquito de jovens maconheiros que só querem curtir a fase sexo, drogas e rock'n'roll da vida. Seus asseclas acabam até fazendo amizade com o refém.

O final é previsível e o resultado é um filme esquecível, apesar do bom elenco que reúne. Aliás, o Justin Timberlake bem que podia apostar um pouco mais na carreira de ator, porque se sai bem no papel que lhe cabe na trama. Muito natural e a vontade. Outro ótimo ator que tem emplacado vários filmaços é o protagonista do filme, Emile Hirsch que nem era tão conhecido na época deste filme.


Ficha Técnica
Título no Brasil: Alpha Dog
Título original: Alpha Dog
Direção: Nick Cassavetes
Roteiro: Nick Cassavetes
Gênero: Drama
Origem: EUA
Duração: 117min


Elenco
Bruce Willis ... Sonny Truelove
Matthew Barry ... Interviewer (as Matt Barry)
Emile Hirsch ... Johnny Truelove
Fernando Vargas ... Tiko 'TKO' Martinez
Vincent Kartheiser ... Pick Giaimo
Justin Timberlake ... Frankie Ballenbacher
Shawn Hatosy ... Elvis Schmidt
Harry Dean Stanton ... Cosmo Gadabeeti




terça-feira, 20 de outubro de 2009

Inimigos Públicos (Public Enemies)


Normalmente, a maior parte de  minha da motivação de assistir um filme vem do meu interesse em relaçao a quem está por trás das câmeras. Acompanho o trabalho de vários diretores e fico curioso a cada lançamento. Claro que as vezes vejo filmes em função de um ator/atriz, por conta da história interessante ou indicações de amigos, mas o que realmente me motiva a buscar e assistir filmes é a direção.

Michael Mann é um deste diretores que costumo acompanhar de perto a sua filmografia. Desde que assisti a O Informante fiquei interessado em seus filmes, muito embora já tivesse visto e gostado muito de O último dos moicanos sem saber que era dele na época. Ele tem um estilo peculiar de dirigir com câmeras na mão e com muitos close-ups que seguem de perto toda a ação do filme. Tem uma mão segura para manter e elevar o suspense e ação de seus filmes.

Inimigos Públicos além de ter a assinatura do Mann, conta ainda com a presença inconfundível do Johnny Depp, que por si só muitas vezes já vale o "ingresso". Logo não tive dúvidas em apertar o play e começar o filme.

A história narrada é do assaltante de bancos John Dillinger, figura famosa e folclória nos EUA. Era uma espécie de Robin Hood moderno, ou quase, afinal ele assassinou diversas pessoas, ao menos durante o filme. E filme aonde o protagonista é bandido normalmente tem um final previsivel - cadeia ou morte. E Inimigos Públicos não é diferente nisso, mesmo porque é baseado numa história real e um rápido google vai lhe mostrar o fim de Dillinger.

Agora apesar de todos estes predicados e indicações, não gostei do filme. O Dillinger de Depp é um personagem carismático, muito inclusive por conta da atuação dele, mas a história as vezes é comprimida/suprimida e então fica difícil perceber a real motivação do ladrão. Porque ele gosta tanto de aparecer na midia? Ele realmente se importa com seus amigos do bando? O romance de Depp com a personagem de Marion Cottillard também é apresentado de forma apressada, fica difícil crer que os dois cairam de amores assim tão facilmente. E por fim, a longa duração do filme, outra marca do Michael Mann, perde um pouco o sentido num filme que tem pouco a dizer.


Ficha Técnica
Título no Brasil: Inimigos Públicos
Título Original: Public Enemies
Direção: Michael Mann
Roteiro: Ronan Bennett e Michael Mann
Gênero: Thriller / Ação / Biografia
Origem: EUA
Duração: 143min

Elenco:
Johnny Depp ... John Dillinger
Christian Bale ... Melvin Purvis
Marion Cotillard ... Billie Frechette
Billy Crudup ... J. Edgar Hoover
Stephen Dorff ... Homer Van Meter
Jason Clarke ... John 'Red' Hamilton
David Wenham ... Harry 'Pete' Pierpont
Stephen Graham ... Baby Face Nelson
Leelee Sobieski ... Polly Hamilton
Channing Tatum ... Pretty Boy Floyd