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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sisters (Irmãs Diabólicas)

Não é nenhuma novidade dizer que o DePalma é o diretor mais hitchcockiano depois de Hitchcock. O mestre do suspense é a inspiração mais visível nos filmes de DePalma, e este Irmãs Diabólicas não é exceção a regra. Para não restar nenhuma dúvida, o filme já abre com uma música bem tensa que é assinada, por ninguém menos que Bernard Herrmann, o compositor das trilhas sonoras de clássicos hitchcockianos como Psicose, Vertigo e Intriga Internacional.

Danielle é uma modelo e aspirante a atriz que vive em Nova York cujo passado sombrio esconde a relação com sua irmã gêmea siamesa, Dominique, de quem foi separada por uma operação bem-sucedida. Melhor dizendo, bem-sucedida em termos porque a operação deixou sérios traumas psicológicas nas gêmeas. Seu ex-marido, Emil, continua rondando a cerca tentando recuperar seu casamento com Danielle, que deixa a fila andar e sai com Philip. Só que ao deixar de tomar seu remédio, seu desequilíbrio emocional se acentua e ela assassina Philip, numa cena bem toscas para os padrões de hoje (o sangue é vermelho-tinta-de-bombeiro), mas que provavelmente deve ter assustado muita gente quando foi feita. A construção da trama é muito boa, e o DePalma é mestre em seduzir o espectador nas suas tramas. Ele sabe fazer isso com maestria., mesmo quando seus filmes não funcionam, sempre há cenas geniais no que refere a criação de clímax.

Margot Kidder interpreta Danielle no filme e mais tarde encarnaria o papel de Lois Lane na primeira série de filmes do Superman (aqueles com o Christopher Reeves). E acho que depois disso ela sumiu do mapa, ou pelo menos nunca mais vi um filme com ela. Bom, ao que consta na década de 70, ela dividia uma casa com Jennifer Salt, que no filme interpreta uma jornalista bem curiosa que vai investigar a fundo o assassinato de Philip. As duas eram bem amigas de DePalma, e daquela nova gangue de cineastas que estavam surgindo naquele período como Scorsese, Spielberg e George Lucas. As moças eram bem sintonizadas com o trinômio sexo, drogas e rock´n´roll. Bom este últlimo não sei ao certo, mas os dois primeiros com certezas. E passaram o rodo em boa parte dessa galera que frequentava as festas que elas davam na sua casa perto da praia. Ao menos antes do ostracismo essa "amizade" rendeu um bom filme para elas.


Ficha Técnica:
Título Original: Sisters
Título no Brasil: Irmãs Diabólicas
Direção: Brian DePalma
Roteiro: Brian DePalma
Gênero: thriller, suspense, crime
Origem: EUA
Duração: 93min

Elenco:
Margot Kidder ... Danielle Breton / Dominique Blanchion
Jennifer Salt ... Grace Collier
Charles Durning ... Joseph Larch
William Finley ... Emil Breton (as Bill Finley)


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Donnie Darko


Minha tia me deu uma camisa-spoiler que conta o final de vários filmes. No meio dessa mixórdia estava escrito o destino de Donnie Darko. Não vou revelar aqui para não perder a graça, embora mesmo sabendo como ia terminar, gostei bastante. 

Donnie é um adolescente problemático que faz terapia e toma remédios para tentar manter sua sanidade num nível social controlada. O problema começa a surgir quando seu amigo imaginário Frank entra em sua vida e começa a lhe dizer o que fazer e a especular sobre o futuro da vida de Donnie. Frank é um homem numa fantasia de coelho com uma máscara bem assustadora - olha só o poster aqui ao lado. E aí já dá pra perceber que a situação na vida de Donnie vai piorar. 

Donnie é estrelado por Jake Gylenhall ainda novinho e conta ainda com algumas participações especiais de Drew Barrymore e Patrick Swayze. É um filme que tem pé na obra do David Lynch no sentido de ser um filme que constrói um clima, as vezes dando até mais importância a este clima do que a história em si. E faz isso de uma forma muito positiva ao meu ver. Juro que consegui até sentir um certo medo vendo este filme, e não lembro da última vez que isso aconteceu. O final, que eu já sabia por conta da camisa, não atrapalhou em nada a ambientação do mistério da relação entre Donnie e Frank que é muito bem criada.

No IMDB, este filme está com uma nota geral de 8,3 ficando em 125°no ranking do site. Não é algo exatamente fácil de conseguir. Se quiser assistir um bom filme de medo/suspense, Donnie Darko vale a pena.



Ficha Técnica:
Título Original: Donnie Darko
Título no Brasil: Donnie Darko
Direção: Richard Kelly
Roteiro: Richard Kelly
Gênero: thriller
Origem: EUA
Duração: 113min


Elenco:
Jake Gyllenhaal ... Donnie Darko
Holmes Osborne ... Eddie Darko
Maggie Gyllenhaal ... Elizabeth Darko
Daveigh Chase ... Samantha Darko
Mary McDonnell ... Rose Darko
James Duval ... Frank
Arthur Taxier ... Dr. Fisher
Patrick Swayze ... Jim Cunningham

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Shutter Island (Ilha do Medo)

Quando um filme chega cheio de predicados, dá até um frio na barriga. Vem aquele pensamento pessimista e do contra na cabeça. E se o filme for uma bomba?

O filme tem um poderoso trio no elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo e Ben Kigsley. O livro que originou o filme foi escrito por Dennis Lehane (de Sobre Meninos e Lobos e Medo da Verdade). E para completar é dirigido pelo Scorsese. Tá, tudo bem que eu não acho ele tão bom diretor quanto dizem por aí, mas não dá pra negar que ele tem algumas obras-primas na sua filmografia.

A história não deixa dúvidas de que algo de estranho acontece na Ilha. O filme desembarca, ou melhor, inicia quando Teddy Daniels (DiCaprio) chega na ilha-presídio para investigar um desaparecimento. E a música já o tom do que aguardaremos durante as próximas horas de projeção: muita tensão.

Gostei bastante do resultado final. É bem dirigido, bem montado, bem escrito, com boas atuações e principalmente o final é ótimo. Dá um alívio constatar que todos os predicados não foram em vão.



Ficha Técnica:
Título Original: Shutter Island
Título no Brasil: A Ilha do Medo
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Laeta Kalogridis
Gênero: Suspense, crime
Origem: EUA
Duração: 138min

Elenco:
Leonardo DiCaprio ... Teddy Daniels
Mark Ruffalo ... Chuck Aule
Ben Kingsley ... Dr. Cawley
Max von Sydow ... Dr. Naehring
Michelle Williams ... Dolores Chanal
Emily Mortimer ... Rachel 1
Patricia Clarkson ... Rachel 2

domingo, 24 de janeiro de 2010

The Strangers (Os Estranhos)



O filme de estréia do Bryan Bertino, um famoso who-the-hell, conta a história de um casal que retorna de um casamento até uma casinha de interior, quase um sítio. Lá eles começam a ser perturbados por três mascarados. É um fime de terror e com um suspense muito bem construído, só que tem um final tão bunda e tão gratuito que faz você pensar: porque mesmo resolveram filmar esta coisa?

Deve ter sido algo baratinho que os estúdios resolveram apostar, pois o filme conta com basicamente 2 locações e 8 atores. E ninguém é um superastro. Enfim, não perca tempo...


Ficha Técnica:
Título Original: The Strangers
Título no Brasil: Os Estranhos
Direção: Bryan Bertino
Roteiro: Bryan Bertino
Gênero: Suspense / Terror
Origem: EUA
Duração: 88min


Elenco:
Liv Tyler ... Kristen McKay
Scott Speedman ... James Hoyt
Glenn Howerton ... Mike
Gemma Ward ... Dollface
Kip Weeks ... Man in the Mask
Laura Margolis ... Pin-Up Girl
Alex Fisher ... Mormon Boy #1
Peter Clayton-Luce ... Mormon Boy #2

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Atividade Paranormal (Paranormal Activity)


Gosto muito de filmes que fujam do padrão estético do cinema convencional. As vezes, só o fato de ter um visual diferente já basta pra chamar atenção para si, afinal quem disse que há uma cartilha de como deve ser um filme? Ou de que elementos devem estar presentes? Cinema é plural e não deve depender de nenhum tipo de suporte/câmera/mídia específica para ser (ou não) considerado como tal.

Claro que numa época tão marketeada quanto a nossa, ser esteticamente diferente pode ser apenas um meio de pré-pensado para atingir um nicho de mercado específico, no caso em quesão uma massa adolescente que curte tomar uns sustos no escurinho da sala de cinema. Até aí nenhum problema. Bruxa de Blair soube fazer isso muito bem e teve uma arrecadação mundial de USD 250milhões. Nada mal para um filme que custou cerca de USD100mil. Sim, é possível fazer filmes interessantes com orçamentos baixos. Basta ter uma boa idéia e saber contar direito a história.

Deixando a película supertrabalhada de lado, Atividade Paranormal aposta no uso de camera de vídeos (como em Cloverfield e o recente Distrito 9) para fazer a platéia se assustar com a estória do casal de recém-casados que se veem dividindo o mesmo teto com uma entidade maligna. O marido resolve filmar tudo para tentar entender como acontecem e o porque das tais atividades paranormais. Claro que isto é apenas o arremedo de roteiro para justificar o uso de câmera de vídeo o tempo todo. Ficamos apenas vendo o que foi registrado pelo casal, toda interação do filme é mediada pelo casal que grava todos os momentos da vida - um pouco surreal de acreditar, mas enfim tá no script. Os diálogos nem sempre convencem, e a atuação não é muito crível, mas o filme tem um ou dois momentos interessantes. Agora "ser o filme mais aterrorizante do ano" é um pouco demais.

Para mim o mais interessante deste filme é que com apenas USD11mil  os criadores conseguiram fazer um filme que está liderando as bilheterias nos EUA. É um empurrãozinho ao estilo faça-você-mesmo. Afinal o filme tem apenas uma locação, quatro atores e uma edição sonora para fazer criar o suspense. Ou seja nada que um cineasta amador não pudesse fazer. Atividade Paranormal é mais interessante pelas condições do que  pelo filme em si, mas atenção eu disse interessante. Não é um filmaço inesquecível nem nada, e duvido que tenha o mesmo impacto que Bruxa de Blair teve, mas mesmo assim é bom ver inovações a mesmice do terror produzido em hollywood.


Ficha Técnica
Título no Brasil: Atividade Paranormal
Título original: Paranormal Activity
Direção: Oren Peli
Roteiro: Oren Peli
Gênero: Terror
Origem: EUA
Duração: 01h 26min


Elenco
Katie Featherson ... Katie
Micah Sloat ... Micah
Mark Frederichs .... The Psychic