sexta-feira, 4 de junho de 2010

Kick Ass

No universo das HQ, a maioria dos super-heróis começam a atuar por conta de alguma experiência que lhes dá super poder e decidem usar isso a favor do bem. Pois é, mas imagine se uma pessoa normal, ou melhor um nerd adolescente, fracote porém bem-intencionado resolve usar um uniforme e sair para as ruas, sem qualquer tipo de treinamento em artes marciais ou qualquer tipo de superpoder, para combater o crime? Aí você tem Kick-Ass :)

É uma premissa muito boa para uma HQ e porque não para um filme? Pois bem, pelo pouco que li parece que as duas coisas foram desenvolvidas em paralelo. E o lado que acho mais bacana é que KickAss tem uma queda para o politicamente incorreto e uma certa despreocupação em relação a quantidade de violência utilizada na história. Concordo com uma crítica que li que o comparava ao Kill Bill do Tarantino, porém a  noiva neste caso é uma garotinha de 11 anos!

Outro fator positivo para o filme é que ele é super atual na contextualização do personagem. Kick Ass só fica famoso por causa de um vídeo jogado no Youtube. E cria um página de Myspace para poder interagir com seus fãs. É divertido em várias partes principalmente nas cenas de luta, que por mais que você torça pelo herói, sabe que ele tem grandes chances de não se sair bem dela. Assista sem medo e prepare-se para a diversão.

Ficha Técnica:
Título Original: Kick Ass
Título No Brasil: ??
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Matthew Vaughn & Jane Goldman
Origem: Eua
Gênero: Ação/aventura
Duração: 117min

Elenco:
Aaron Johnson ... Dave Lizewski / Kick-Ass
Garrett M. Brown ... Mr. Lizewski
Clark Duke ... Marty
Evan Peters ... Todd
Deborah Twiss ... Mrs. Zane
Lyndsy Fonseca ... Katie Deauxma

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Donnie Darko


Minha tia me deu uma camisa-spoiler que conta o final de vários filmes. No meio dessa mixórdia estava escrito o destino de Donnie Darko. Não vou revelar aqui para não perder a graça, embora mesmo sabendo como ia terminar, gostei bastante. 

Donnie é um adolescente problemático que faz terapia e toma remédios para tentar manter sua sanidade num nível social controlada. O problema começa a surgir quando seu amigo imaginário Frank entra em sua vida e começa a lhe dizer o que fazer e a especular sobre o futuro da vida de Donnie. Frank é um homem numa fantasia de coelho com uma máscara bem assustadora - olha só o poster aqui ao lado. E aí já dá pra perceber que a situação na vida de Donnie vai piorar. 

Donnie é estrelado por Jake Gylenhall ainda novinho e conta ainda com algumas participações especiais de Drew Barrymore e Patrick Swayze. É um filme que tem pé na obra do David Lynch no sentido de ser um filme que constrói um clima, as vezes dando até mais importância a este clima do que a história em si. E faz isso de uma forma muito positiva ao meu ver. Juro que consegui até sentir um certo medo vendo este filme, e não lembro da última vez que isso aconteceu. O final, que eu já sabia por conta da camisa, não atrapalhou em nada a ambientação do mistério da relação entre Donnie e Frank que é muito bem criada.

No IMDB, este filme está com uma nota geral de 8,3 ficando em 125°no ranking do site. Não é algo exatamente fácil de conseguir. Se quiser assistir um bom filme de medo/suspense, Donnie Darko vale a pena.



Ficha Técnica:
Título Original: Donnie Darko
Título no Brasil: Donnie Darko
Direção: Richard Kelly
Roteiro: Richard Kelly
Gênero: thriller
Origem: EUA
Duração: 113min


Elenco:
Jake Gyllenhaal ... Donnie Darko
Holmes Osborne ... Eddie Darko
Maggie Gyllenhaal ... Elizabeth Darko
Daveigh Chase ... Samantha Darko
Mary McDonnell ... Rose Darko
James Duval ... Frank
Arthur Taxier ... Dr. Fisher
Patrick Swayze ... Jim Cunningham

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Youth In Revolt

As vezes resolvo ver um filme só por causa do ator. E foi assim que resolvi ver o Youth in Revolt. Adoro aquela cara de eterno loser do Michael Cera. Tudo bem que em breve ele deve considerar mudar um pouco seus personagens até mesmo para evoluir como ator, mas por enquanto deixa como tá que está ótimo. 

Este filme é uma comédia bem acima da média da inteligência de Hollywood. E conta a história de Nick, um loser virgem de 16 anos, que não tem muito jeito com garotas e pra completar vem de uma família bem desajustada. Por obra do acaso (e do script, obvio) ele vai conhecer a bela Sheeni, que apesar de ter um namorado, vai se envolver com ele. Contando desta forma parece uma história bobinha, mas o roteiro é bem esperto e os casal de personagens protagonistas são muito bem traçados. O garoto, que é quem narra a história atráves de vários offs, decide se tornar malvado para conquistar sua amada e começa a fazer merda atrás de merda, de uma maneira tão ingênua que é cômico.  E a garota por sua vez tem um discurso altamente verbalizado e demonstra uma maturidade incomum para a sua idade. Teria tudo para ser uma manipuladora do primeiro escalão, e as vezes parece até que o filme deixa isso meio subentendido, mas no fim das contas mesmo ela quer ser amada como todo adolescente.

O roteiro do filme é bem legal, e como a direção não deixa a peteca cair, então o resultado final é bem legal. Gostei bastante. Fica a dica.

Ficha Técnica:
Título Original: Youth In Revolt
Título no Brasil: ???
Direção:  Miguel Arteta
Roteiro: Gustin Nash
Gênero: Comedia
Origem: EUA
Duração: 90min


Elenco:

Michael Cera ... Nick Twisp and Francois Dillinger
Portia Doubleday ... Sheeni Saunders
Jean Smart ... Estelle Twisp
Zach Galifianakis ... Jerry
Erik Knudsen ... Lefty
Adhir Kalyan ... Vijay Joshi
Steve Buscemi ... George Twisp



Chaplin

Deve ser realmente muito difícil contar a história de um ícone do cinema mundial como Chaplin. Ele dirigiu e atuou em mais de 70 filmes incluindo aí grandes clássicos da sétima arte como Tempos Modernos, Luzes da Ribalta e O Grande Ditador. Foi casado diversas vezes e acabou perseguido e exilado dos EUA. Com essas linhas já dá pra perceber: senta que lá vem história.

Nesse sentido, o filme é bem legal ao contar a história deste cineasta fantástico. Eu, pelo menos, sabia muito pouco da sua trajetória de vida. Já havia lido algumas coisas sobre o casamento/namoro com garotas mais jovens e sobre a perseguição comunista, mas nada em profundidade. E no filme isso pelo menos é bem contextualizado. Ainda assim, talvez até por se tratar de uma pessoa com uma trajetória tão relevante no cinema, fiquei com uma impressão de que faltou história a ser contada sobre Chaplin e que algumas passagens foram contadas muito rapidamente. Realmente, para encurtar a vida de Chaplin em 143min, muita escolha teve que ser feita e com isso fica uma sensação de que poderia ser melhor.

Nesse sentidp o Clint foi muito mais esperto ao perceber que não poderia retratar a vida do Mandela em 120min e preferiu focar num determinado momento da vida do biografado justamente para não prejudicar o filme como um todo. Se o Attenborough tivesse ido pela mesma linha, acredito que o resultado seria bem melhor. 



Ficha Técnica:
Título Original: Chaplin
Título no Brasil: Chaplin
Direção: Richard Attenborough
Roteiro: William Boyd, Brian Forbes e William Goldman
Gênero: Drama, biografia
Origem: UK/EUA/França/Itália
Duração: 143min

Elenco:
Robert Downey Jr. ... Charles Spencer Chaplin
Geraldine Chaplin ... Hannah Chaplin
Paul Rhys ... Sydney Chaplin
John Thaw ... Fred Karno
Moira Kelly ... Hetty Kelly / Oona O'Neill Chaplin
Anthony Hopkins ... George Hayden
Dan Aykroyd ... Mack Sennett
Marisa Tomei ... Mabel Normand

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Leave of Grass

O Edward Norton é um grande ator e já deu várias demonstrações disso, como em As Duas faces de um crime, A Outra História Americana e A Última Hora, mas sempre ele acerta né?

Talvez na mão de um diretor mais habilidoso este drama seria mais carregado de suspense e ficaria um pouco mais interessante, porém não foi o que aconteceu. É um drama sobre o reencontro de irmãos gêmeos quando um deles é "enganado" pelo outro para retornar a sua cidade de origem. O roteiro tem umas reviravoltas transformando o que parecia ser uma história sobre reencontro familiar num história meio divida entre crimes e vinganças. Lembra um pouco Adaptação infelizmente sem o mesmo brilho. E aí o final vira um troço meio esquisito, parece que você foi enganado na escolha do filme, o que não é exatamente um elogio ao filme. 

Na dúvida não hesite, e escolha outro filme.


Ficha Técnica:
Título Original: Leave of Grass
Título no Brasil: ???
Direção: Tim Blake Nelson
Roteiro: Tim Blake Nelson
Gênero: Drama
Origem: EUA
Duração: 105min

Elenco:
Edward Norton ... Bill Kincaid / Brady Kincaid
Lucy DeVito ... Miss Greenstein
Kent Jude Bernard ... Philosophy Student
Amelia Campbell ... Maggie Harmon
Tim Blake Nelson ... Bolger
Randal Reeder ... Shaver
Leo Fabian ... Wadell

sábado, 29 de maio de 2010

Prozac Nation (Geração Prozac)

Lembro vagamente de ter ouvido falar sobre este filme na minha época de faculdade, mas não sei se ele chegou aos cinemas aqui ou se foi direto pro vídeo. Alias vídeo ainda era uma realidade, o DVD ainda começava a se firmar no mercado. Tinha um título interessante e Cristina Ricci parecia que iria despontar como uma próxima estrela, o que acabou não acontecendo.

Esta semana reecontrei este filme e resolvi dar uma conferida. Foi até engraçado ver atores como Jonathan Rhys-Meyers (que despontaria quase uma década depois no filme do Woody Allen), Jason Biggs e Michelle Willians, ainda em começo de carreira pós-DawsonsCreek e pré-Heath Ledger, todos ainda novinhos quase adolescentes. A história de Geração Prozac revela o que está por baixo daquela camada superficial de colegial norte-americanos mostrando como existem várias bombas emocionais e psicológicas prontas para explodir naquele país. Como diversas pessoas estão propensas a depressão e ao uso de medicamentos antidepressivos para conseguir suportar o peso de viver naquela sociedade. Tem ainda boas atuações, principalmente da Jessica Lange no papel de mãe desequilibrada da protagonista. Interessante de se ver.


Ficha Técnica:
Título Original: Prozac Nation
Título no Brasil: Geração Prozac
Direção: Erik Skjoldbjærg
Roteiro: Galt Niederhoffer
Gênero: Drama
Origem: EUA/Alemanha
Duração: 95min


Elenco:
Christina Ricci ... Elizabeth
Jason Biggs ... Rafe
Anne Heche ... Dr. Sterling
Michelle Williams ... Ruby
Jonathan Rhys Meyers ... Noah (as Jonathan Rhys-Meyers)
Jessica Lange ... Mrs. Wurtzel

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mister Lonely

Vou te falar que já vi muito filme na vida. Bons e ruins. Aliás já vi muito filme ruim. Na época de faculdade então quando fui apresentado a alguns movimentos cinematográficos e a um pouco de história de cinema acabei vendo muita porcaria, daquelas que sempre tem um mané para defender uma tese a favor da película-bomba em questão. Pois bem, só queria frisar que já vi muito filme ruim antes de começar a escrever sobre este Mister Lonely.

Este filme passou no FestRio há uns anos atrás e achei a sinopse um tão diferente que fiquei curioso. Era algo como: pessoa que é sósia do Michael Jackson que ganha a vida em Paris imitando o cantor encontra uma sósia da Marylin Monroe e desenvolvem uma amizade. Vai falar que não é no mínimo curioso? Bom bicho curioso que sou, foi ver qual é.

E aí que você lembra daquele famoso ditado: a curiosidade matou o gato. O cachorro. O papagaio. O Michael Jackson e a Marylin também. Gente, socorro! Este periga ser o pior filme que já vi em toda a minha vida. E olha que estou incluindo aí as obras do Arthur Omar e "Limite" do Mário Peixoto. Por favor, se alguém encontrar o diretor dessa bomba, avisa que ele não leva jeito pra isso pelamordedeus! E aproveite também pra impedir qualquer amigo de cair na tentação de querer ver isso. É pior que tortura.

Ficha Técnica:

Título Original: Mister Lonely 
Título no Brasil: ???
Direção: Harmony Korine
Roteiro: Harmony Korine & Avi Korine
Gênero: Drama
Origem: UK/França/Irlanda/EUA
Duração: (intermináveis) 112min

Elenco:
Diego Luna ... Michael Jackson
Samantha Morton ... Marilyn Monroe
Denis Lavant ... Charlie Chaplin
James Fox ... The Pope
Werner Herzog ... Father Umbrillo

Micmacs à tire-larigot

A única coisa que sabia deste filme é que foi dirigido pelo Jean-Pierre Jeunet, o mesmo de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain e de Delicatessen,que eu não vi, mas todo mundo diz que é ótimo. 

Bom, esta única info já me motivou a assistir Micmacs que, assim como Amelie, trata-se de uma fábula deliciosa de se ver. Bazil, é um garoto que perde o pai após uma este pisar numa mina em alguma daquelas guerras do oriente e que anos mais tarde, já adulto é encontrado, bem no meio da testa, por uma bala perdida  enquanto trabalhava numa videolocadora. 

Incrivelmente, ele não morre. Afinal, lembre-se o filme é uma fábula. Porém os médicos decidem não retirar a bala de sua cabeça com medo das implicações neurológicas que isso poderia acarretar, não que ele tenha ficado isento de sequelas. A partir daí  começa uma saga fantástica de Bazil versus as empresas de armas que fabricaram a mina que matou seu pai e a bala que está alojada na sua testa. É um filmaço muito divertido e com uma linguagem ótima, que já era digna de superelogios desde Amelie Poulain.


Ficha Técnica:
Título Original: Micmacs à tire-larigot
Título no Brasil: ???
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet
Gênero: Comedia, Crime
Origem: França
Duração: 105min

Elenco:
Dany Boon ... Bazil
André Dussollier ... Nicolas Thibault de Fenouillet
Nicolas Marié ... François Marconi
Jean-Pierre Marielle ... Placard
Yolande Moreau ... Tambouille
Julie Ferrier ... La Môme Caoutchouc
Omar Sy ... Remington

domingo, 23 de maio de 2010

Say Anything (Digam o que quiserem)

Se não me engano este foi o filme de estréia do Cameron Crowe e desde então já dá para ver a predileção dele por histórias cujos protagonistas tenham que passar por um tipo de superação pessoal para alcançar a felicidade.

Este filme conta com um John Cusack ainda novo no papel pós-adolescente-jovem-adulto Lloyd que resolve, a despeito da opinião de seus amigos, convidar a garota mais perfeita do colégio para sair. E aí tanto ele, quanto ela irão perceber que a aparência pouco importa na vida adulta que se descortina a frente deles. É um filme ingênuo, no bom sentido, sobre a descoberta do amor e da aceitação própria e do outro. Não vai mudar a vida de ninguém, mas é agradável de assistir e de sonhar com o jovem casal que ainda tem muita vida pela frente para aproveitar.



Ficha Técnica:
Título Original: Say Anything
Título no Brasil: Digam o que quiserem
Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Cameron Crowe
Gênero: Comedia, Drama, Romance
Origem: EUA
Duração: 100min

Elenco:
John Cusack ... Lloyd Dobler
Ione Skye ... Diane Court
John Mahoney ... James Court
Lili Taylor ... Corey Flood
Amy Brooks ... D.C.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Valentine's Day (Idas e Vindas do Amor)

O Dia dos namorados, assim como o Natal e a Ação de Graças, são sempre datas que movimentam os cinemas em Hollywood, e portanto nada mais natural que eles aproveitarem as ocasiões para lançar filmes temáticos nestas datas. Este Idas e Vindas do Amor não é diferente. Fala sobre diversas forma e relacionamentos amorosos e foi lançado justamente para pegar o público no dia dos namorados lá dos ianques (14 de fevereiro). 

A fórmula deste filme lembra bastante um outro lançado em 2003 chamado Simplesmente Amor, trazendo um elenco extenso de famosos com pequenas a curtas histórias cujos personagens se cruzam ocasionalmente. A diferença é que este Idas e Vindas não tem o mesmo charme, apesar de contar com um elenco ótimo, mas enfim é um filminho bobo que entretem.


Ficha Técnica:
Título Original: Valentine's Day
Título no Brasil: Idas e Vindas do Amor
Direção: Gary Marshall
Roteiro: Katherine Fugate
Gênero: Comédia / Romance
Origem: Eua
Duração: 125min



Elenco:
Jessica Alba ... Morley Clarkson
Kathy Bates ... Susan
Jessica Biel ... Kara Monahan
Bradley Cooper ... Holden
Eric Dane ... Sean Jackson
Patrick Dempsey ... Dr. Harrison Copeland
Hector Elizondo ... Edgar
Jamie Foxx ... Kelvin Moore
Jennifer Garner ... Julia Fitzpatrick
Topher Grace ... Jason
Anne Hathaway ... Liz
Carter Jenkins ... Alex
Ashton Kutcher ... Reed Bennett
Queen Latifah ... Paula Thomas

quarta-feira, 19 de maio de 2010

The Informant! (O Desinformante)

Taí um filme que meu pai gostaria de ver com certeza. Trata-se da história de Mark Whitacre um gerente de uma multinacional do ramo alimentício que se torna um espião do FBI, mas antes que você pense em se tratar de um filme de espionagem e mistério, espere um pouco e  vai começar a perceber que o tal informante joga mais pro lado do time do pinóquio. 

Com um Matt Damon inspiradíssimo, Soderbergh dirige um filme bem na linha do cômico se não fosse trágico, mas no geral é bem divertido de se ver as tramas cada vez mais complexas em que Whitacre vai criando para si mesmo. Terminei sem saber se a história é totalmente verídica ou se foi inspirada num fato real, mas isso na verdade importa pouco. Vale mesmo é rir da tragicomédia do executivo.


Ficha Técnica:
Título Original: The Informant!
Título no Brasil: O Desinformante
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Scott Z. Burns e Kurt Eichenwald
Gênero: Comédia, Crime, Drama
Origem: Estados Unidos
Duração: 108 min.

Elenco:
Matt Damon ... Mark Whitacre
Lucas McHugh Carroll ... Alexander Whitacre (as Lucas Carroll)
Eddie Jemison ... Kirk Schmidt
Rusty Schwimmer ... Liz Taylor
Craig Ricci Shaynak ... Discouraged Foreman
Tom Papa ... Mick Andreas

sábado, 15 de maio de 2010

Mammoth (Corações em Conflito)

Eu tenho um hábito um tanto quanto bissexto de pegar aquele suplemento que sai no jornal a cada edição do Festival do Rio e ler todas as sinopses, ou melhor, passar o olho em todas as sinopses e vou separando os filmes que interessam por alguma razão que seja. Na minha lista de 2009 eu havia separado este Mammoth. Já nem lembro porque...talvez em função dos protagonistas...sei lá.

Enfim, o FestRio veio e foi. E meses depois me deparo com Mammoth e resolvo conferir. Nunca havia ouvido falar do diretor deste filme, o sueco Lukas Moodysson, que também escreveu a história que é basicamente sobre a solidão humana. Não há um personagem no filme que não seja solitário. O casal Vidales apesar de não ter nenhum conflito interno aparente experimenta a solidão constantemente. A mãe é cirurgiã de um hospital e mal tem tempo para estar com sua filha e seu marido, nos poucos momentos em que está em casa seus horários não se acertam com os demais familiares. O marido é levado pelas obrigações de sua empresa a viajar constantemente, não consegue nem ao menos controlar sua agenda de forma ficar um pouco mais com a filha e a esposa. A babá que veio para os EUA na tentativa de melhorar a vida da familia e de seus filhos que ainda moram nas Filipinas, sofre com a distância de casa e persevera acreditando num futuro melhor. 

Embora não seja de todo pessimista (o final inclusive é positivo), o filme é bem melancólico mas ainda assim traz um alerta para que não nos deixemos o cotidiano nos abater e nem deixemos de dedicar tempo as coisas que realmente importam. Um filme interessante, bem dirigido e com personagens bem construídos. Lembrou um pouco o Babel do Inarritu

Ficha Técnica:
Título Original: Mammoth
Título no Brasil: Corações em Conflito
Direção: Lukas Moodysson
Roteiro: Lukas Moodysson
Gênero: Drama
Origem: Suécia/Dinamarca/Alemanha
Duração: 120min

Elenco:
Gael García Bernal ... Leo Vidales
Michelle Williams ... Ellen Vidales
Marife Necesito ... Gloria
Sophie Nyweide ... Jackie Vidales

terça-feira, 11 de maio de 2010

El Secreto de Sus Ojos (O Segredo dos Seus Olhos)


O vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira deste ano, O Segredo de Seus Olhos é um filmaço. Dirigido pelo Juan José Campanella que repete a dobradinha de sucesso de  O Filho da Noiva, escalando para o papel principal o ótimo ator Ricardo Darín.

O Segredo... explora, magnificamente, a questão de quanto o olhar  de uma pessoa pode ou não revelar a cerca de si mesmo e de seus desejos. O enredo mistura elementos de ficção dentro da ficção para contar uma história de um crime passional que, apesar de ter acontecido há décadas, ainda ecoa na mente do agente federal  aposentado Benjamin Esposito. Para expulsar seus demônios pessoais ele resolve escrever um romance contando um caso policial em que ele trabalhou pesado, mas as infelizmente foi forçado a arquivar sem poder fazer a justiça devida.

A direção do Campanella é incrível e gera um filme cheio de sutilezas, que valoriza os silêncios, as pausas e tudo mais que os olhos dizem sem emitir um som sequer. Além disso, há ainda um macguffin excelente: a máquina de escrever que não digita a letra A, que vai sendo usada de forma brilhante no decorrer do roteiro. É um filmaço mesmo,  recomendo.




Ficha Técnica:
Título Original: El Secreto de Sus Ojos
Título no Brasil: O Segredo dos Seus Olhos
Direção: Juan José Campanella
Roteiro: Juan José Campanella
Gênero: Drama, crime
Origem: Argentina
Duração: 127min


Elenco:
Soledad Villamil ... Irene Menéndez Hastings
Ricardo Darín ... Benjamín Esposito
Carla Quevedo ... Liliana Coloto
Pablo Rago ... Ricardo Morales
Javier Godino ... Isidoro Gómez



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Reign Over Me (Reine sobre mim)


Este filme passou despercebido por aqui e só o encontrei por acaso. Na verdade o que me chamou atenção foi a dupla de protagonistas Adam Sandler e Don Cheadle, até porque o diretor Mike Binder eu nunca havia ouvido falar. Quer dizer, já até tinha visto um filme mas nem sabia que era dele e era um filme com o Ben Affleck, e isto normalmente faz o nariz ficar torcido por natureza né?

O imdb apontava uma nota 7.8 pra este Reign Over Me e fiquei curioso. A história tem como pano de fundo o pós 11/setembro. O personagem de Sandler perdeu a família inteira no atentado e mesmo vários anos depois não se recuperou. Don Cheadle reencontra Sandler e tenta reatar a amizade dos anos de faculdade. É um drama sobre reecontros, superação e aceitação da morte. A fotografia azulada vem acentuar o caráter de luto do filme. No geral é interessante, porém podia ser um pouco mais curto. Tá mais prá 6.5 que 7.8, mas é ok mesmo assim.


Ficha Técnica:
Título Original: Reign Over Me
Título no Brasil: Reine Sobre Mim
Direção: Mike Binder
Roteiro: Mike Binder
Gênero: Drama
Origem: Eua
Duração: 124min


Elenco:
Adam Sandler ... Charlie Fineman
Don Cheadle ... Alan Johnson
Jada Pinkett Smith ... Janeane Johnson
Liv Tyler ... Angela Oakhurst
Saffron Burrows ... Donna Remar
Donald Sutherland ... Judge Raines

domingo, 25 de abril de 2010

The Invention of Lying

 Como seria a vida se todos sempre falassem a verdade, doa a quem doer? A partir deste argumento é que se desenvolve a história deste The Invention of Lying. No filme, as pessoas todas estão numa sociedade onde a mentira simplesmente não existe. Ninguém sabe mentir. Ou pelo menos ninguém sabia mentir, pois a desenrolar dessa aventura justamente quando uma pessoa se descobre capaz de dizer algo que não é verdade. Porém num mundo aonde só se fala  a verdade, mentir pode trazer consequências muito sérias.

O filme foi escrito e dirigido pelo Rick Gervais, que é um dos criadores do seriado The Office (a versão inglesa) e que honestamente era um famoso who-the-hell pra mim até este filme, mas ele tem uma credibilidade por ter criado a série que fez/faz muito sucesso lá fora e inclusive ganhou uma versão americana estrelada pelo Steve Carell. Sua estréia na direção de um longa é meia-boca, mas o roteiro também não ajuda muito. Apesar de ser um ótimo argumento pra montar uma história, as situações e os diálogos poderiam ser melhor explorados. Muita coisa boa do filme acaba passando despercebida porque fica como pano de fundo e a péssima atuação da Jennifer Garner não colabora pro andamento do conflito principal do filme. No fim das contas as melhores partes do filme são fruto dos personagens secundários em participações especialíssimas de Edward Norton, Tina Fey, Philip Seymour Hoffman, Jonan Hill e Rob Lowe que tá num ótimo papel coadjuvante.




Ficha Técnica:
Título Original: The Invention of Lying
Título no Brasil: ???
Direção: Rick Gervais
Roteiro: Rick Gervais & Matthew Robbinson
Gênero: Comédia 
Duração: 99min

Elenco:
Ricky Gervais ... Mark Bellison
Jennifer Garner ... Anna McDoogles
Jonah Hill ... Frank
Louis C.K. ... Greg
Jeffrey Tambor ... Anthony
Fionnula Flanagan ... Martha Bellison
Rob Lowe ... Brad Kessler
Tina Fey ... Shelley

sábado, 24 de abril de 2010

Slacker Uprising

Não é nenhuma novidade dizer que o Michael Moore é contrário ao governo Bush. Agora não fazia idéia de campanha que ele empreendeu para impedir a reeleição de Bush em 2004. Durante os dois meses que antecederam a eleição, Moore percorreu 20 estados norte-americanos fazendo comícios e palestras no intuito principalmente de ganhar o eleitorado slacker, que seriam os "fracos", num sentido amplo da palavra. Desde os "fracos" pobres que passam dificuldades econômicas, sem apoio médico, com dívidas no banco, quanto os "fracos" do ponto de vista social como são os jovens que se sentem sem representação e desmotivados a se engajar na política. Utilizando este gancho poderoso, Moore tenta alertar a população presente nos seus comícios sobre a importância do voto e da necessidade de impedir a reeleição de Bush.

Foram comícios para 2mil, 4mil e até 10mil pessoas. É  impressionante a força de mobilização que ele conseguiu. Até me pergunto se ele mesmo não deveria se lançar a presidência, afinal mesmo discordando um pouco da sua postura dá para ver que ele é um cidadão que não fica acomodado com a situação política de seu país.

Como documentário, este filme dele é basicamente um registro desta maratona palanqueira. Não há muita diferença entre o comício de Talahasse e o de Seattle, a edição preguiçosa também não ajuda muito e como de antemão já sabemos o resultado, que Bush se reelegeria, fica a pergunta, qual o ponto de fazer este filme?

Ficha Técnica:
Título Original: Slacker Uprising
Título no Brasil: ???
Direção: Michael Moore
Roteiro: Michael Moore
Gênero: Documentário
Origem: EUA
Duração: 102min


Elenco:
Michael Moore ... Himself
Eddie Vedder ... Himself
Robert Ellis Orrall ... Himself
Steve Earle ... Himself
Celeste Zappala ... Herself

terça-feira, 20 de abril de 2010

Lula, o filho do Brasil

Uma pena que este filme do Lula tenha sido ignorado nos cinemas e atacado como uma peça publicidade político-partidária. Se ao menos tivessem se dado ao trabalho de assistir, comprovariam que não é nada disso. É sim uma cinebiografia com uma história muito forte e muito boa. E o melhor consegue fazer isso sem transformar o filme numa apologia ao Lula (a figura do presidente) ou ao PT.

Claro que ao se produzir um filme sobre uma pessoa tão em voga como o (atual) presidente do Brasil é mexer no imaginário coletivo. Os favoráreis a figura e ao partido, de antemão, já tenderão a se solidarizar e gostar do filme, bem como quem é contra o Lula e o PT já faz nariz torcido antes mesmo de saber do que se trata. Natural, a política tem este efeito nas pessoas. Porém, se você conseguir ultrapassar esta primeira barreira vai encontrar uma história triste, forte  e muito particular deste brasileiro que como tantos outros é oriundo de uma família nordestina pobre e numerosa que se muda para São Paulo durante a década de 50 para tentar uma vida mais digna. 

A trajetória de vida do Lula é muito sensacional. Não há como negar. Trabalhando desde criança, com um pai alcoólatra que não queria lhe dar educação, o menino pobre vai estudar escondido com ao apoio da mãe e depois de perseverar muito consegue um título de torneiro mecânico e um emprego. A vida começa a dar sinais de melhoria, quando um acidente lhe tira um dedo. Não muito a frente, ele perde a esposa numa complicação da gravidez que gera um filho natimorto. A mãe lhe diz "teima, meu filho, teima" não deixe sua vida acabar, persevere. E assim ele o faz. Aos poucos começa a se envolver com o sindicato dos metalúrgicos do ABC e daí evolui para a carreira política e a projeção nacional que tem hoje. 

O filme em si não é incrivel, mas a história é tão maior que a obra que não dá deixar de ver. E o melhor disso tudo é que não cai naquela baboseira partidária. É uma cinebiografia de um brasileiro que tem uma trajetória ímpar na história deste país.



Ficha Técnica:
Título Original: Lula, o filho do Brasil
Direção: Fábio Barreto
Roteiro: Fernando Bonassi e Denise Paraná
Gênero: Drama
Origem: Brasil
Duração: 130min


Elenco:
Rui Ricardo Dias ... Luis Inacio Lula da Silva
Glória Pires ... Dona Lindu
Juliana Baroni ... Marisa Leticia
Cléo Pires ... Lurdes
Lucélia Santos ... Professora

domingo, 18 de abril de 2010

Planes, Trains and automobiles (Antes Só que Mal Acompanhado)


Eu cresci assistindo aos filmes do John Hughes na sessão da tarde. Era uma programação que se repetia a cada férias de meio e fim de ano. Gatinhas e Gatões, Clube dos Cinco, Curtindo a Vida Adoidado, Mulher Nota Mil, A Garota Rosa Shocking e vários outros. Por isso resolvi rever este Antes Só que Mal Acompanhado, muito mais por relembrar este momento de infância do que qualquer outra coisa. Lembro que apenas de saber que o John Candy estava no filme já me dava vontade de assistir pois sabia que iria rir a beça (um parêntesis - momento fui pego pelo tempo: o John Candy morreu em 1994! Cacete...eu jurava que tinha sido esta década. Meu deus, passa muito rápido. Ok voltando a programação normal, fecha parêntesis). E este filme além de John Candy, tem ainda o Steve Martin, o que também era uma certeza de riso num filme quando eu era criança.

Engraçado que agora revendo Antes Só... já não achei o filme tão legal assim quanto eu me lembrava. Achei a direção fraca, a história não foi tão bem desenvolvida e os diálogos são muito longos, os personagens superficiais, a edição também é bem óbvia, mas é claro também que mudei eu com o passar dos anos, o cinema de hollywood também mudou e com isso seus gostos vão se transformando. Ainda assim foi interessante rever um clássico da infância e lembrar quantas vezes já vi este filme antes, literalmente, no sofá da sala, após a aula e comendo um fandangos ou um monstrinho creck.

Ficha Técnica:
Título Original: Planes, Trains and Automobiles
Título no Brasil: Antes Só que Mal Acompanhado
Direção: John Hughes
Roteiro: John Hughes
Gênero: Comédia
Origem: EUA
Duração: 93min

Elenco:
Steve Martin ... Neal Page
John Candy ... Del Griffith
Laila Robins ... Susan Page
Michael McKean ... State Trooper
Kevin Bacon ... Taxi Racer
Dylan Baker ... Owen

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Crazy Heart (Coração Louco)

Justiça seja feita, o Jeff Bridges está sensacional no papel de Bad Blake, um cantor de country pra lá de decadente. Merecidamente levou o Oscar, que algum tempo lhe era negado.

Agora o filme podia ser melhor né? Arrisco até dizer que se não fosse pelo Bridges, seria um daqueles filmes que a gente nem percebe que existe. A história é boa, mas o roteiro é fraco. Então sobra mesmo a atuação e a boa música que acompanha o astro decadente.

Confesso que esperava bem mais do filme, e infelizmente a expectativa prévia não costuma ser uma boa aliada quando termina a projeção. Mas apesar de mediano, é um filme que não estraga o dia de ninguém.


Ficha Técnica:
Título Original: Crazy Heart
Título no Brasil: Coração Louco
Direção: Scott Cooper
Roteiro: Scott Cooper
Gênero: Drama
Origem: Eua
Duração: 112min


Elenco:
Jeff Bridges ... Bad Blake
James Keane ... Manager
Anna Felix ... Barmaid
Paul Herman ... Jack Greene
Tom Bower ... Bill Wilson
Ryan Bingham ... Tony

The Holiday (O Amor não tira férias)

Você já viu este filme antes, com duplo sentido, por favor. Você já viu este filme: logo no início as protagonistas tem uma desilusão amorosa e juram que nunca mais vão entrar em outro relacionamento. Você já viu este filme: péssimo história, direção idem, mas com um elenco que garante a bilheteria. Resultado bomba certa!

É até difícil salvar alguma coisa neste filme. Tem dancinhas fora de hora que causam vergonha alheia e atuações mais equivocadas que o Eliezer do BBB10. Nem o Jack Black consegue fazer a gente rir no filme...Sério, tem algo de muito errado nisso tudo. Passe longe, por favor!


Ficha Técnica:
Título Original: The Holiday
Título no Brasil: O Amor não tira férias
Direção: Nancy Meyers
Roteiro: Nancy Meyeres
Gênero: Comédia Romântica
Origem: EUA
Duração: 138min

Elenco:
Cameron Diaz ... Amanda
Kate Winslet ... Iris
Jude Law ... Graham
Jack Black ... Miles
Eli Wallach ... Arthur
Edward Burns ... Ethan
Rufus Sewell ... Jasper




sábado, 10 de abril de 2010

Capitalism: A Love Story (Capitalismo: Uma História de Amor)


O Michael Moore teve um início de carreira muito interessante ao dirigir o Roger & Me, sobre os efeitos da fábrica da GM na sua cidade natal Flint em Michigan. Até hoje isto ainda marca suas obras. Anos depois, ele iria dirigir a sua melhor obra até hoje: Tiros em Columbine, que inclusive lhe deu um Oscar de melhor documentário. O problema é que a partir daí o ego dele engordou ainda mais. Pro bem e pro mal.

O lado "bem" é que é positivo, e até benéfico, ter uma figura inconformada com o status quo e com disposição suficiente para fazer barulho acerca disto. O seu recente SOS Saúde era um tapa na cara do sistema de saúde americano que foi desmantelado e hoje deixa milhões de americanos sem opção de tratamento das suas enfermidades. Porém o lado "mal" de Michael Moore é que seus filmes não são nenhum um pouco isentos ou imparciais. Ele tem uma teoria e vai fazer o teatro e a edição que for necessário para comprovar sua tese. E isso é cansativo de ver. 

Este novo filme sobre o sistema capitalista é grande metralhadora principalmente sobre a política financeira americana e sobre a força que Wall Street exerce neste sentido. Nitidamente um filme inspirado pela crise que assolou o mundo em 2008, mas que como em outros filmes do Michael Moore peca pelo excesso de umbiguismo.

Ficha Técnica:
Título Original: Capitalism: A Love Story
Título no Brasil: Capitalismo: Uma História de Amor
Direção: Michael Moore
Roteiro: Michael Moore
Gênero: Documentário
Origem: EUA
Duração: 127min

Elenco:
Thora Birch ... Herself
William Black ... Himself
Jimmy Carter ... Himself (archive footage)
Elijah Cummings ... Himself (as Congressman Elijah Cummings)
Baron Hill ... Himself
Marcy Kaptur ... Herself

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Shutter Island (Ilha do Medo)

Quando um filme chega cheio de predicados, dá até um frio na barriga. Vem aquele pensamento pessimista e do contra na cabeça. E se o filme for uma bomba?

O filme tem um poderoso trio no elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo e Ben Kigsley. O livro que originou o filme foi escrito por Dennis Lehane (de Sobre Meninos e Lobos e Medo da Verdade). E para completar é dirigido pelo Scorsese. Tá, tudo bem que eu não acho ele tão bom diretor quanto dizem por aí, mas não dá pra negar que ele tem algumas obras-primas na sua filmografia.

A história não deixa dúvidas de que algo de estranho acontece na Ilha. O filme desembarca, ou melhor, inicia quando Teddy Daniels (DiCaprio) chega na ilha-presídio para investigar um desaparecimento. E a música já o tom do que aguardaremos durante as próximas horas de projeção: muita tensão.

Gostei bastante do resultado final. É bem dirigido, bem montado, bem escrito, com boas atuações e principalmente o final é ótimo. Dá um alívio constatar que todos os predicados não foram em vão.



Ficha Técnica:
Título Original: Shutter Island
Título no Brasil: A Ilha do Medo
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Laeta Kalogridis
Gênero: Suspense, crime
Origem: EUA
Duração: 138min

Elenco:
Leonardo DiCaprio ... Teddy Daniels
Mark Ruffalo ... Chuck Aule
Ben Kingsley ... Dr. Cawley
Max von Sydow ... Dr. Naehring
Michelle Williams ... Dolores Chanal
Emily Mortimer ... Rachel 1
Patricia Clarkson ... Rachel 2

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Herbert de Perto

Os Paralamas estão em atividade há quase 30 anos e criaram uma dezenas de sucessos que é familiar a virtualmente todos os brasileiros. Nesta década a banda foi marcada por uma tragédia, intensamente coberta pela mídia, que deixou o seu cantor e líder paraplégico.

Esta cinebiografia conta a história de Herbert Vianna e, por tabela, a dos Paralamas. Desde a infância nômade de Herbert, da Paraíba ao Rio de Janeiro, passando por Brasília e até o fatídico acidente com o ultraleve que vitimou a esposa Lucy e o deixou paraplégico.

A edição do filme é muito, mas muito boa. As músicas, os momentos marcantes, os clips toscos da década de 80. Está tudo ali. E há ainda um lado muito bacana que é ver o Herbert de hoje analisando e até sacaneando o Herbert garoto, que ainda usava óculos. Filmaço!




Ficha Técnica:
Título Original: Herbert de Perto
Direção: Roberto Berliner e Pedro Bronz
Gênero: Documentário
Origem: Brasil
Duração: 94min


Elenco:
 João Barone ... Himself
 Lúcia Willadino Braga ... Herself
 Katia Bronstein ... Herself
 Jorge Davidson ... Himself
 José Fortes ... Himself
 Simon Fuller ... Himself
 Charly García ... Himself
 Gilberto Gil ... Himself
 Eduardo Lyra ... Himself
 Paulo Niemeyer ... Himself
 Fito Páez ... Himself
 Bi Ribeiro ... Himself
 Nando Ribeiro ... Himself
 Pedro Ribeiro ... Himself
 Maurício Valladares ... Himself
 Herbert Vianna ... Himself
 Hermano Vianna ... Himself
 Lucy Needham Vianna ... Herself

domingo, 21 de março de 2010

Kung Fu Panda

Não dá para não dar risada com este Kung Fu Panda. A estória começa num sonho delirante de Po, o panda protagonista, aonde ele imagina ser o maior e melhor lutador de kung fu de todo seu reino. Claro que ao acordar e por os pés no chão vemos que Po é um panda gordinho e estabanado que, apesar de adorar kung fu e admirar os cinco fantásticos lutadores do templo aonde vive, não leva jeito para coisa.

Po trabalha no restaurante de macarrão de propriedade do seu pai, uma garça, que não vê a hora de seu filhote assumir toda a responsabilidade pelo negócio. No entanto a vida de Po vai mudar completamente ao ser indicado pelo guru local como a próxima encarnação do Guerreiro do Dragão e defensor do reino do mal que se aproxima na figura do tigre e exímio lutador de kung fu Tai Lung.

O roteiro não é dos mais originais, o lutador fraco que contra todas as adversidades vai superando os obstáculos um por um, inclusive o descrétido dos mestres encarregados de treiná-lo, porém a animação é muito bem feita e divertida. As vozes originais também dão um colorido super especial a obra que não tem contra-indicações.

Ficha Técnica:

Título Original: Kung Fu Panda
Título no Brasil: Kung Fu Panda
Direção: Mark Osborne e John Stevenson
Roteiro: Jonathan Abiel & Glenn Berger
Gênero: Animação, aventura
Origem: EUA
Duração: 92min

Elenco:
Jack Black ... Po (voice)
Dustin Hoffman ... Shifu (voice)
Angelina Jolie ... Tigress (voice)
Ian McShane ... Tai Lung (voice)
Jackie Chan ... Monkey (voice)
Seth Rogen ... Mantis (voice)
Lucy Liu ... Viper (voice)

The Cove

O vencedor do Oscar de melhor documentário de 2010 é um soco na boca do estômago. As imagens da matança dos golfinhos não são nada fáceis de digerir. É muita brutalidade num filme só. E é muito amargo também a história do ex-treinador de golfinhos e hoje ativista Ric O'Barry. Ele era o treinador do Flipper, o golfinho que o mundo aprendeu a amar e que foi responsável pelo surgimento de parques aquáticos com animais marítimos em cativeiro. Ric aprendeu, dez anos depois, que golfinhos em cativeiro entram em depressão e ele mesmo teve a infelicidade de presenciar o suicídio do Flipper original, em seus braços. Ric sofre há anos pela reputação construída acerca dos golfinhos e que ele mesmo ajudou a construir. E tenta há anos alertar ao mundo sobre o massacre que acontece anualmente em Taiji, uma pequena baía japonesa. Lá são assassinados anualmente 23mil golfinhos, cuja carne com níveis alarmantemente altos de mercúrio é vendida a processadores de alimentos locais que a vendem posteriormente como carne de baleia. O absurdo desta frase anterior é dissecado ao longo de uma hora e meia de filme. O ativismo de Ric acabou chamando a atenção do diretor deste doc que montou uma esquadrão classe A para conseguir filmar a matança dos golfinhos que, apesar de feita com a anuência das autoridades locais, era desconhecida de boa parte da população. Desde então eles tentam divulgar estas imagens para o mundo e tentam impedir que isso continue. Filmaço.


Ficha Técnica:
Título Original: The Cove
Título no Brasil: ???
Direção: Louie Psihoyos
Roteiro: Mark Monroe
Gênero: Documentário
Origem: EUA
Duração:  92min


Elenco:
Joe Chisholm ... Himself
Mandy-Rae Cruikshank ... Herself
Charles Hambleton ... Himself
Simon Hutchins ... Himself
Kirk Krack ... Himself
Isabel Lucas ... Herself
Richard O'Barry ... Himself
Hayden Panettiere ... Herself
Roger Payne ... Himself
John Potter ... Himself
Louie Psihoyos ... Himself
Dave Rastovich ... Himself

sábado, 20 de março de 2010

It Might Get Loud

Aumenta que isso aí é rock n' roll!!! O filme mostra o encontro de três gerações de guitarristas e tenta meio que traçar o caminho desde o reconhecimento do guitarrista até o seu apogeu e depois sua transformação em lenda. E os personagens que irão ilustrar esta tese são Jack White, o novo astro, The Edge, no ápice, e a lenda Jimmy Page.

Se você não é fã de guitarra e não faz idéia quem são nenhum dos nomes acima, esqueça pois este filme com certeza não é para você. Mas se por outro lado o assunto interessa, vale a pena gastar uns minutinhos nesse doc para ver os três apresentando diferentes visões de como tocar o mesmo instrumento e como suas influências o levaram a traçar caminhos tão distintos na hora de tocar a guitarra. E dá-lhe música boa no decorrer do filme.




Ficha Técnica:
Título Original: It Might Get Loud
Título no Brasil: ????
Direção: Davis Guggenheim
Gênero: Documentário
Origem: EUA
Duração: 98min

Elenco:
Jimmy Page
Jack White
The Edge

sábado, 13 de março de 2010

Simona, ninguém sabe o duro que dei

Só fui conhecer uma música do Simonal depois de burro velho, como diz minha vó. Já estava quase saindo da faculdade quando ouvi pela primeira vez "Nem vem que não tem", um clássico do Simona. 

Claro que já até conhecia de nome o cantor, mas suas músicas eram totalmente desconhecidas para mim. E depois de assistir este documentário, fico pensando como é possível? O Simona era um showman nato! E fazia um puuuuuta sucesso. Como então, nas décadas seguintes ele desapareceu? Jorge Ben e Roberto Carlos estão aí até hoje. Tim Maia, mesmo já falecido continua fazendo sucesso. E porque coube a ele este ostracismo tão intenso?

O filme tenta jogar uma luz nesta questão. Com um acervo rico de imagens de shows e programas de tv, além de depoimentos de familiares, artistas e pessoas envolvidas no showbiz, somos apresentados a uma história fantástica de como uma das maiores vozes do país foi calada e esquecida. É impossível não se apaixonar pelo vozeirão e pelo swing das músicas do Simonal. E o filme é muito feliz ao relembrar a trajetória dos programas de tv, como o Show em Si...monal e do show do Maracanazinho, entre outros grandes momentos. Inclusive o documentáro é muito esclarecedor ao abordar o episódio do DOPS, que acabou com a vida artística  do Simonal.

Realmente é uma pena este silêncio que foi imposto a uma voz tão ímpar na música brasileira.



Ficha Técnica:

Título Original: Simonal, ninguém sabe o duro que dei
Direção: Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer
Gênero: Documentário
Origem: Brasil
Duração: 86 min







domingo, 7 de março de 2010

It's Complicated (Simplesmente Complicado)


Depois de vinte anos de casada e dez anos de divórcio, Jane Adler (Meryl Streep) começa a ter um caso com seu ex-marido. Esta é a premissa do novo filme da Nancy Meyers (Alguém tem que ceder) que recebeu uma indicação a melhor filme no Globo de Ouro. A partir daí já dá pra imaginar que vai ter muuuita confusão na sessão da tarde, né meu povo?

Porém, por mais que seja divertido e conte ainda com uma excelente dupla, ou melhor, trio de protagonistas (Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin), Simplesmente Complicado é um filme totalmente mulherzinha. Pode fazer a apuração boca-de-urna, duvido que alguma mulher não irá gostar. Peraí, gostar? Duvido que alguma mulher não adore este filme. Porque ele é justamente sobre o universo feminino, questões de relacionamento, construção familiar, o encontro de um novo parceiro, etc e tal.  E não nem é que eu não tenha gostado. O riso vem fácil em vários momentos do filme, a atuação do trio é inquestionável e o filme é bem construído, mas a temática é meio nhé-nhé-nhé...aí não deu uma empolgaçãoooo, saca? Não sei se isso é uma questão de momento de vida - porque há aqueles filmes que dependendo da sua fase você ama ou odeia - ou se realmente é um daqueles filmes que os homens vão ao cinema apenas para ser companheiro, porque se deixasse na mão deles a escolha com certeza seria outra.

E só uma nota de referência, o John Krasinski deveria estrelar mais filmes de comédia. Nas poucas cenas em que aparece, rouba a cena. Ele tem "a" cara bonachona perfeita para isso. Será que ele vai vingar? Tomara.


Ficha Técnica:
Título Original: It's Complicated
Título no Brasil: Simplesmente Complicado
Direção: Nancy Meyer
Roteiro: Nancy Meyer
Gênero: Comédia, Romance
Origem: EUA
Duração: 120min


Elenco:
Meryl Streep ... Jane
Steve Martin ... Adam
Alec Baldwin ... Jake
John Krasinski ... Harley
Lake Bell ... Agness

quinta-feira, 4 de março de 2010

Salve Geral

Inspirado num fato real, Salve Geral relembra o dia em que os presos do Primeiro Comando ordenaram uma revolta generalizada, o tal salve geral, em SP após os principais homem do comando terem sido transferido para penitenciárias de segurança máxima.

Acompanhamos o drama de Lúcia, uma professora de piano, que tem sua vida indo de mal a pior, desde a morte do marido, e para completar seu filho se envolve numa confusão que resulta em morte e é sentenciado a oito anos de prisão. Com este ponto de partida, Salve Geral pinta um amplo quadro do sistema penitenciário, mostrando a corrupção policial, o assistencialismo da bandidagem e o sofrimento das famílias dos presos.

Lógico que nem tudo são flores. Os diálogos/encenações por vezes soam teatrais demais. Os atores que interpretam os bandidos não passam aquela credibilidade que salta da tela em Cidade de Deus, por exemplo. Tentam assustar, mas não é tão crível...E há as situações mal explicadas como o envolvimento de Lúcia com o Professor, o chefe da bandidagem, e o conflito entre a polícia e o sistema penitenciário. Nesse meio todo, quem brilha muito é a Denise Weinberg no personagem da Ruiva, que é responsável pela articulação do Primeiro Comando do lado de fora das celas.

No fim das contas, fica a impressão de que o filme poderia ter sido bem melhor, mas pelo menos não é uma bomba como Carandiru.

Ficha Técnica:
Título no Brasil: Salve Geral
Direção: Sérgio Rezende
Roteiro: Sérgrio Rezende & Patrícia Andrade
Gênero: Drama
Origem: Brasil
Duração: 119min


Elenco:
Andréa Beltrão ... Lúcia
Denise Weinberg ... Ruiva
Lee Thalor ... Rafa
Eucir de Souza ... Chico
Kiko Mascarenhas ... Delegado Raul


Alô, Alô, Terezinha


Quando se é criança, tudo é festa e você precisa ir aonde seus pais estão e assistir o que eles assistem na tv. No meu caso, lembro de muitos finais de semana em que ia para a casa de uma tia-avó juntamente com a minha vó. E lá a programação invariavelmente era preenchida pela dobradinha Cassino do Chacrinha (sábado) e Programa Silvio Santos (domingo).

Ainda não tinha uma percepção muito apurada do que era aquele programa cheio de buzinas, abacaxis, atrações musicais e mulheres rebolando. Eu era apenas uma criança nos idos dos anos 80, mas o programa era o must do sábado a tarde.

Peguei Alô, Alô, Terezinha numa vã tentativa de aprender um pouco mais daquela figura sempre extravagantemente vestida, mas sinceramente não aprendi quase nada sobre o velho guerreiro. O filme é um apanhado de entrevistas com diversos cantores famosos, celebridades, executivos e empregados de canais de tv, das chacretes e de alguns calouros. Porém nada parece unir esta coletânea que fim das contas parece tão somente...uma coletânea de pedaços de entrevista. Ficamos sem saber daonde Chacrinha veio e como conquistou seu espaço, como ele veio a falecer...Claro que um e outro depoimento são muito bons. O Byafra atingido por um para-quedas e o Agnaldo Timóteo metendo o pau no João Gilberto, são cenas incríveis. Mas nada que não pudesse ser visto num rápido videozinho do youtube.

Achei o resultado final muito fraco. O roteiro/edição também não contruibuiram muito pro bom andamento do filme, e aí não tem jeito: fom-foooom. E trás o abacaxi, também.


Ficha Técnica
Título no Brasil: Alô, Alô, Terezinha!
Direção: Nelson Hoineff
Gênero: Documentário
Origem: Brasil
Duração: 95 minutos