terça-feira, 14 de setembro de 2010

The Yes Men Fix the World

Na época do festival do Rio (de que ano mesmo?), vi vários comentários de amigos e da crítica falando bem deste filme sobre os Yes Men. Para você que como eu (como o Damião, como a Andréia, como dona maria e mais um monte de gente que o Serra comeu) nunca havia ouvido falar em Yes Men, vale uma rápida apresentação. Eles são uma dupla de documentaristas que pregam peças no mundo corporativo. Eles invadem congressos, feiras e festas de lançamento de produto num estilo bem CQC e tiram um sarro com os presentes apresentando absurdos como se fosse um fato concreto, como se pode comprovar neste documentário.

O grande barato do documentário dos Yes Men é curtir o bom humor e a incrível caraça de pau que eles tem ao se passar por porta-vozes de empresas dando entrevista ao vivo na BBC ou então por porta-voz até mesmo da Casa Branca. Esqueça aquela arrogância do Michael Moore e venha se divertir com os Yes Men. Até porque as bandeiras que eles levantam são bem mais interessantes.



Ficha Técnica:
Título Original: The Yes Men Fix the World
Título no Brasil: ???
Direção: Andy Bilchbaum e Mike Bonanno
Roteiro: Andy Bilchbaum
Genero: Documentário
Origem: França, Reino Unido, EUA
Duracao: 87min


Elenco:

Reggie Watts ... himself
Mike Bonanno ... himself
Andy Bichlbaum ... himself

domingo, 22 de agosto de 2010

Gwoemul (O Hospedeiro)


Não me lembro de ter visto um filme da Coréia do Sul antes, talvez até tenha acontecido, mas se vi com certeza não foi marcante porque um fato que me chamou atenção deste O Hospedeiro é o fato de vir daquele país, além também de uma rápida apresentação sobre o filme no Telecine Cult com o Janot. Fiquei surpreso do filme estar sendo exibido no canal e nunca ter ouvido sobre ele antes, e da surpresa para curiosidade foi um pulo.

O filme é muito bem feito tecnicamente. Tem boa fotografia, bons efeitos, bons personagens e uma história envolvente. Por conta de um despejo químico ilegal nas margens do Rio Han, um mutação ocorre dando origem a um monstro que passa a viver no rio. Um belo dia o monstrinho sai para se alimentar...da população local. E aí começa um filme que mistura elementos de terror, ação, suspense e comédia. Achei legalzinho de assistir.



Ficha Técnica:
Título Original: Gwoemul
Título no Brasil: O Hospedeiro
Direção: Joon-Ho Bong 
Roteiro: Chul-hyul Baek & Joon-Ho Bong
Gênero: terror, aventura
Origem: Coréia do Sul
Duração: 119min

Elenco:
Kang-ho Song ... Park Gang-Du
Hie-bong Byeon ... Park Hie-bong (as Byun Hee-bong)
Hae-il Park ... Park Nam-il
Doona Bae ... Park Nam-Joo (as Bae Doo-na)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

The Great Buck Howard (A Mente que Mente)


Outro dia liguei a tv e estava progama sobre o Tom Hanks. Contava sua história desde os anos em que estudava teatro em NY, passando pelo início da sua carreira como ator de comédia em filmes como Splash – Uma sereia em minha vida, Um dia a casa cai e Quero ser grande, que o lançou ao estrelato mundial. E seguia inumerando depois os longas de drama que consolidaram sua carreira e já no fim do programa mencionaram um recente filme que ele produziu e interpreta um papel secundário, como pai do protagonista do filme que não por coincidência foi interpretado por seu filho na vida real Colin Hanks. Este filme é O Grande Buck Howard. Aí eu me lembrei que havia anotado este filme na minha lista de filmes-a-ver há um tempo e nem lembrava mais o porque. Então apertei o play e fui conferir.

Não conhecia o diretor deste filme anteriormente, então não tinha grandes referências sobre o que esperar. O tal Buck Howard é uma celebridade esquecida, como existem diversas no mundo, porém ele não se contenta muito com esta condição e percorre o interior dos EUA se apresentando em diversos teatros para públicos saudosistas contudo não muito numerosas. A história começa quando Troy (Colin Hanks) decide largar a faculdade de direito, que foi um plano praticamente imposto por seu pai,  e aspira virar um escritor. No entanto, até que seu sonho de virar escritor se torne realidade e precisa pagar as contas e assim acaba aceitando um emprego como road manager de Buck Howard, sensacionalmente interpretado por John Malkovich.

No decorrer do filme vamos conhecendo mais sobre esta figuraça que é Buck Howard e a dedicação com que Troy emprega ao seu novo trabalho, mesmo sabendo ser algo temporário. E o roteiro é esperto o suficiente para não transformar o Buck Howard num trambiqueiro sem escrúpulos, mas sim uma pessoa que não consegue se desapegar do seu passado glorioso. É leve e bem rapido, cerca de 1h30 então entretem numa boa sem maiores compromissos. 



Ficha Técnica

Título original:The Great Buck Howard
Título no Brasil: A Mente que mente
Direção: Sean McGinly
Roteiro:Sean McGinly
Gênero:Comédia
Duração:01 hs 30 min


Elenco
John Malkovich (Buck Howard)
Colin Hanks (Troy Gable)
Emily Blunt (Valerie Brennan)
Ricky Jay (Gil Bellamy)
Steve Zahn (Kenny)
Tom Hanks (Sr. Gable)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Grown Ups (Gente Grande)

Eu gosto muito do elenco deste filme. Boa parte dos protagonistas já fizeram boas comédias anteriormente, mas não adianta. Sem uma boa direção e uma boa história, não tem filme que dê certo. Este Grown Ups é apenas mais um pra engrossar a estatística, criada por mim mesmo e sem o menor compromisso com o ibope ou gallup.

É um filme dos EUA feito pra quem mora nos EUA. Devidamente planejado para ser lançado no feriado de 4 julho, pois a história inclusive aborda o feriado e outras tradições e costumes bem típicos do país, mas que em nada interessam pra quem não é de lá. É uma comédia sem graça e sem point, sobre cinco amigos que jogaram no mesmo time de basquete da escola e depois de anos se reunem novamente em função do funeral do antigo treinador do time. Após o enterro, eles e as famílias passam um final de semana numa casa de veraneio, simplesmente porque estava no script, porque sinceramente os argumentos do roteiro são muito fraquinhos e não vale muito a pena gastar tempo falando sobre este filme. Próximo, por favor.


Ficha Técnica:
Título Original: Grown Ups
Título no Brasil: Gente Grande
Direção: Dennis Dugan
Roteiro: Adam Sandler e Fred Wolf
Gênero: Comédia
Origem: EUA
Duração: 102 minutos

Elenco
Adam Sandler ... Lenny Feder
Kevin James ... Eric Lamonsoff
Chris Rock ... Kurt McKenzie
David Spade ... Marcus Higgins
Rob Schneider ... Rob Hilliard
Salma Hayek ... Roxanne Chase-Feder
Maria Bello ... Sally Lamonsoff
Maya Rudolph ... Deanne McKenzie
Joyce Van Patten ... Gloria
Ebony Jo-Ann ... Mama Ronzoni
Di Quon ... Rita
Steve Buscemi ... Wiley
Colin Quinn ... Dickie Bailey
Tim Meadows ... Malcolm
Madison Riley ... Jasmine Hilliard

High Anxiety (Alta Ansiedade)

Alta Ansiedade é uma grande sátira-reverência que Mel Brooks faz as obras de Alfred Hitchcock. Inclusive o poster não deixa dúvida do tom da brincadeira ao brincar com a cena clássica de Um Corpo que Cai. Eu gosto do humor do Mel Brooks. É um humor quase ingênuo, uma inusitada mistura de Trapalhões com Woody Allen. 

Neste longa, Mel Brooks interpreta um psiquiatra, tudo a ver com o universo cheio de neuroses de Hitchcock, que sofre de acrofobia. Ele  aceita o cargo de diretor de um manicômio para os muito muito nervosos na Califórnia. Obviamente as pessoas mais loucas da instituição não serão os internos. Com este fiapo de história Brooks aproveita para brincar com diversas cenas clássicas do mestre do suspense. Há a loura fatal, a cena do banheiro de Psicose, o medo de altura de Um Corpo que cai, pássaros (no caso, pombos) perseguidores e outras diversas referencias no roteiro do filme como o encontro na esquina de North by Norwest e, a melhor delas, o uso do Macguffin. Acho que já falei do Macguffin aqui antes, é uma expressão batizada pelo hitchcock. Segundo ele, um macguffin é um artifício do roteiro que chama a atenção dos espectadores e dá uma continuidade no movimento da história. Quem trabalhar com roteiro, provavelmente já está bem familiarizado com este termo. É algo hitchcock utilizava muito bem para construir suas histórias. Em Alta Ansiedade, Brooks chega na recepção do hotel e pede o quarto que está em seu nome. O atendente lhe responde que o quarto 1702 está reservado e Brooks se assusta, diz que pediu expressamente por um andar baixo, afinal ele sofre de acrofobia. Então o atendente lhe diz que um tal Sr. Macguffin havia ligado e mudado esta reserva. Há momentos em que o humor de Brooks é sublime.

Há também um grande alívio em ver que dá para ir além do besteirol escrachado como Todo Mundo em Pânico e cia. E olha que eu gosto de besteirol (tb já assumi isso antes aqui), mas quando é do Mel Brooks é bem melhor.





Ficha Técnica:
Título Original: High Anxiety
Título no Brasil: Alta Ansiedade
Direção: Mel Brooks
Roteiro: Mel Brooks & Ron Clark
Gênero: Comédia
Origem: EUA
Duração: 94 minutos

Elenco:
Mel Brooks ... Richard H. Thorndyke
Madeline Kahn ... Victoria Brisbane
Cloris Leachman ... Nurse Diesel
Harvey Korman ... Dr. Charles Montague

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Greenberg

Assim que li "direção de Noah Baumbach" fiquei curioso. Adoro os filmes anteriores dele: A Lula e a Baleia, Margot e o Casamento, A Vida Marinha de Steve Zissou e O Fantástico Sr Raposo (este dois últimos ele assina "apenas" o roteiro). Ele tem capacidade incrível de criar famílias que embora pareçam normais a primeira vista, são extremamente desajustadas. E normalmente ele escolhe um personagem desta família para fazer sua desconstrução de diversos estratos sociais como relações de trabalho,as relações a dois e as próprias relações familiares.

O bucha da vez é Roger Greenberg, interpretado por Ben Stiller, que dá título ao filme. O irmão de Roger é um bem-sucedido empresário que está indo passar as férias com a família no Vietnã. Durante este período, para não deixar a casa vazia e tomar conta do cachorro, Roger vai ficar hospedado lá aproveitando para se recuperar de uma recente crise de depressão. 

Além da casa e cachorro, Roger também recebe o telefone de Florence que é a babá/assistente pessoal da família que conhece tudo sobre o funcionamento da casa e acaba se interessando pela conturbada figura de Roger.

O que eu acho o grande barato é a forma como o diretor pega um personagem que claramente tem dificuldades no trato social para exemplificar que uma dificuldade que provavelmente todo mundo passa na sua vida. Quem não tem ou teve problemas na família? Ou não soube conduzir uma relação? Ou já não deixou um amigo desapontado? São situações que acontecem a torto e a direito, não é preciso fazer muita força para você se lembrar de um caso parecido. Mas os filmes do Noah ele usa personagens que já são bem complicados por si só e ainda por cima cometem este tipo de cagada que todo mundo já fez um dia na vida. Para mim a grande força dos filmes dele vem dessa leitura. Não é um filmaço imperdível, porém se você, como eu, gosta dos filmes anteriores dele não vai se decepcionar.


Ficha Técnica:
Título Original: Greenberg
Título no Brasil: ???
Direção: Noah Baumbach
Roteiro: Noah Baumbach
Gênero: drama
Origem: EUA
Duração: 107 min.


Elenco:
Ben Stiller ... Roger Greenberg
Greta Gerwig ... Florence Marr
Koby Rouviere ... Greenberg Boy
Sydney Rouviere ... Greenberg Girl
Chris Messina ... Phillip Greenberg
Susan Traylor ... Carol Greenberg
Merritt Wever ... Gina
Zach Chassler ... Marlon

sábado, 17 de julho de 2010

Marathon Man (Maratona da Morte)

John Schlesinger dirigiu um filmaço em 1969 chamado Midnight Cowboy (Perdidos na Noite) que até hoje é tido como um dos grandes clássicos do cinema, com Jon Voight e Dustin Hoffman, ambos em começo de carreira.

Em Marathon Man, John Schlesinger retoma a parceria com Dustin Hoffman, que interpreta o tal maratonista título. Infelizmente este não é um filme tão memorável quanto Midnight Cowboy. O roteiro é confuso e por conta disso a história demora a engrenar. O enredo é sustentado em três partes: o maratonista Dustin Hoffman, o traficante de jóias Roy Scheider e o nazista fugido Dr Szell, num excelente interpretação por Laurence Olivier, que foi indicado ao Oscar pelo papel. Dá medo ver as torturas que ele faz.

O porém é que estas três pontas demoram muito a se juntar, e por um bom tempo a gente fica sem entender como, quando e se é que elas vão se juntar. Não gostei muito não. Seria melhor ter revisto Midnight Cowboy.

Ficha Técnica:
Título Original: Marathon Man
Título no Brasil: Maratona da Morte
Direção: John Schlesinger
Roteiro: William Goldman
Gênero: Thriller
Origem: EUA
Duração: 125min

Elenco:
Dustin Hoffman ... Babe
Laurence Olivier ... Szell
Roy Scheider ... Doc
William Devane ... Janeway
Marthe Keller ... Elsa

The A-Team (Esquadrão Classe A)

"Se você tem um problema. Se ninguém mais puder ajudar. E se você encontrá-los, talvez você possa contratar o Esquadrão Classe A", assim começavam as aventuras deste quarteto que eu acompanhava quando moleque nos fins-de-semana com a vovó lá no Valqueire. A série durou apenas quatro temporadas e não sei o que isso significa exatamente em termos de duração na Globo, que nunca foi muito de manter as séries no ar, mas mesmo assim lembro que adorava ver o seriado. Muito por conta do Mr.T , um figuraça que ficou famoso em Rocky III ao viver o rival de Rocky. No seriado ele interpretava o B.A. (Bad Attittude), ou seja um encrenqueiro nato, que tinha um quê de cômico com seu medo de voar. Acho até que eu tinha brinquedos do Esquadrão Classe A, mas posso estar errado também.

Engraçado que apesar de ter a lembrança de gostar muito do seriado, não lembro de nenhum capítulo, acho que era mais a mágica de ação/aventura + o fator B.A. que me chamava a atenção. E apenas isso bastou para eu ficar esperando ansiosamente o lançamento do filme baseado na série, que por sinal ficou sensa!!! Um dos melhores filmes de ação/aventura que vi nos últimos anos. Tem mentira, tem mulher bonita, tem escapadas inacreditáveis, tem roubos espetaculares, tem muita bomba e explosão, e além de tudo isto tem um bom roteiro, uma boa edição e uma boa direção. Para um gênero que normalmente chove no molhado (Vin Diesel, Jason Statham que o digam), o Esquadrão Classe A é um colírio. O elenco também está muito afinado, com uma boa química entre eles, a comédia surge nos momentos certos e, claro, ele que está de volta, o mítico B.A., desta vez interpretado por um Quinton Jackson, um famoso who-the-hell, mas que encarna belissimamente o personagem antológico de MrT. Vale a pena.



Ficha Técnica:
Título Original: The A-Team
Título no Brasil: Esquadrão Classe A
Direção: Joe Carnahan
Roteiro: Joe Carnahan & Brian Bloom
Gênero: Ação / Aventura
Origem: EUA
Duração: 117min


Elenco:
Liam Neeson ... Col. John 'Hannibal' Smith
Bradley Cooper ... Lt. Templeton 'Faceman' Peck
Jessica Biel ... Charisa Sosa
Quinton 'Rampage' Jackson ... Cpl. Bosco 'B.A.' Baracus
Sharlto Copley ... Murdock
Patrick Wilson ... Lynch

sexta-feira, 16 de julho de 2010

The Sure Thing (Garota Sinal Verde)

As vezes é muito engraçado rever filmes da década de 80. É muita cafonada e muito estereótipo junto. Dá uma graça involuntária de pedaços que nem eram para ser percebidos, mas enfim este Garota Sinal Verde (aliás, parêntesis necessário, este é o tipo de título idiota que só poderia ter sido concebido na década de 80. Sério, quem nomearia um filme desta forma?) tinha dois predicados que chamaram a atenção. O primeiro era o ator principal, ainda em comecinho de carreira com uma cara de adolescente bobão interpretado pelo grande John Cusack. Desde Alta Fidelidade, qualquer filme com John Cusack já tem um apelo para mim. Fico curioso, mesmo que volta e meia ele entre numas roubadas sem tamanho como esse recente 2012. O segundo motivo era o diretor Rob Reiner, que é uma espécie de Jorge Fernando menos espalhafatoso. Um cara que transpira simpatia e já fez alguns filmes bem legais como Conta Comigo (clássico da sessão da tarde), Harry e Sally - Feitos um para o outro (mais um título explicativo desnecessário da década de 80) e Spinal Tap, o melhor mockmentary de todos.

Eu tava na dúvida se já tinha visto este filme quando criança, mas acho que tinha apenas ouvido falar. Não que tenha perdido grandes coisas. A história é bobinha que junta dois universitários que a princípio não se dão muito bem, numa viagem cruzando os EUA em direção a California. Óbvio que eles vão se apaixonar um pelo outro no fim das contas e aprontar muita confusão na sessão da tarde né? Cada um está viajando por um motivo. Ela está indo encontrar o namorado, nerd até o último fio de cabelo, após seis meses sem se verem. Ele recebeu uma ligação de seu melhor amigo dizendo que uma garota está doida por ele e que vai dar "sinal verde" (ênfase no dar) para ele, se ele vier passar o natal na California. Ou seja é um arremedo de roteiro, mas até que diverte. Nada imperdível. E pra quem gosta de Plantão Médico (E.R.) ainda é uma boa chance de ver o doutor Mark Green com cabelo.



Ficha Técnica:
Título Original: The Sure Thing
Título no Brasil: Garota Sinal Verde
Direção: Rob Reiner
Roteiro: Steve Bloom & Jonathan Roberts
Origem: EUA
Duração: 100min


Elenco:
John Cusack ... Walter 'Gib' Gibson
Daphne Zuniga ... Alison Bradbury
Anthony Edwards ... Lance
Boyd Gaines ... Jason
Tim Robbins ... Gary Cooper
Lisa Jane Persky ... Mary Ann Webster

sábado, 10 de julho de 2010

Papillon

A era torrent acabou com o prazer que eu tinha em ficar horas perdido na videolocadora, lendo diversas sinopses, separando pilhas de possíveis filmes para no fim acabar levando uma fita que nem ao menos estava na seleção original. Era um passatempo e tanto, adorava ir para videolocadora e ficar fuçando as estantes. Assim como os bibliofilos amam ficar numa livraria, eu me perdia nas locadoras. 

Uma vez, ainda criança com meus oito ou nove anos, estava na locadora com a minha mãe e me deparei com o vhs de Papillon que tinha uma borboleta na capa. Fiquei curioso com aquilo e minha mãe que já havia assistido ao filme fez algum comentário na linha de que o personagem principal come o pão que o diabo amassou.

Bom, muitos e muitos anos depois, já na era torrent, me deparei de novo com Papillon e resolvi conferir. O filme é baseado no livro, supostamente biográfico de Henri "Papillon" Charriere. Papillon é um criminoso francês condenado a uma sentença numa prisão da Guiana de onde supostamente é impossível fugir. Porém a obstinação de Papillon não conhece limites e ele irá tentar de tudo para obter novamente sua liberdade. Interpretado por Steve McQueen, Papi realmente como o pão que o diabo amassou  como disse minha mãe, nas duas horas e meia de película.

É um filmaço da década de 70, muito bem dirigido pelo Frank J Schaffner que também dirigiu os clássicos Planeta dos Macacos e Patton (que to enrolando há quase um ano para assistir aqui). Vale a pena.


Ficha Técnica:
Título Original: Papillon
Título no Brasil: Papillon
Direção: Frank J Schaffner
Roteiro: Dalton Trumbo & Lorenzo Semple Jr
Gênero: Aventura, Drama,
Origem: EUA / FRANÇA
Duração: 151min

Elenco:
Steve McQueen ... Henri 'Papillon' Charriere
Dustin Hoffman ... Louis Dega
Victor Jory ... Indian Chief
Don Gordon ... Julot
Anthony Zerbe ... Toussaint

Alice Doesn't Live Here Anymore (Alice não mora mais aqui)


O Scorsese é um monstro do cinema, mundialmente aclamado, vencedor de diversos oscars, coisa e tal. O tipo de diretor que pega mal falar mal, mas para ser bem sincero eu acho que sempre rolou uma supervalorização do trabalho dele. E não que é que não seja bom, mas sabe quando a propaganda é maior que o produto. Já vi diversos filmes dele e tem alguns realmente muito bons como Bons Companheiros, Touro Indomável e Gangues de Nova Iorque, mas nunca entendi bem o oba-oba em cima de Taxi Driver, por exemplo.

Alice não mora mais aqui é um filme dele de 1974 que já tinha lido alguma coisa boa sobre, mas nunca tive a oportunidade de assistir até agora. A história de Alice é triste, após perder o marido num acidente, ela se vê sozinha, sem trabalho e sem experiência de trabalho, com quase 40 e com um filho adolescente para criar. No entanto, é uma história bem verossímil de uma mulher batalhando a vida. Apesar de não ser filme imperdível, é um bom filme do Scoresese, bem dirigido e muito bem protagonizado pela Ellen Burstyn que inclusive ganhou o oscar de melhor atriz por este papel.



Ficha técnica:
Título Original: Alice Doesn`t Live Here Anymore
Título no Brasil: Alice não mora mais aqui
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Robert Getchell
Gênero: Drama
Origem: EUA
Duração: 112min

Elenco:
Ellen Burstyn ... Alice Hyatt
Harvey Keitel ... Ben
Lane Bradbury ... Rita
Diane Ladd ... Flo
Vic Tayback ... Mel
Valerie Curtin ... Vera
Kris Kristofferson ... David
Jodie Foster ... Audrey

domingo, 4 de julho de 2010

Spanish Movie


De tempos em tempos, eu me rendo a um besteirol. Muito embora já saiba desde o início que provavelmente o filme não vá render tantas risadas quanto uma boa comédia e que provavelmente não será um bom filme, ainda assim me pego volta e meia assistindo a um besteirol.

Desta vez o mote são os filmes espanhóis de sucesso dos últimos anos e algumas outras história espanholas famosas. Spanish Movie tem um pouco de zoação para Mar Adentro, Labirinto do Fauno, Os Outros (do espanhol Amenábar que inclusive faz uma ponta no filme), Abre Los Ojos e filmes do Almodóvar de um modo em geral.

Como já previa, nada que valha a pena assistir ou que acrescente algo a vida dos espectadores, mas o lado bom é que este tipo de filme costuma ser bem curtinho, normalmente na casa dos 80min.

Ficha Técnica:
Título Original: Spanish Movie
Título No Brasil: ???
Direção: Javier Ruiz Caldera
Roteiro: Paco Cabezas & Eneco Lizarraga
Gênero: Comedia, besteirol
Origem: Espanha
Duração: 80min

Elenco:
Alexandra Jiménez ... Ramira
Sílvia Abril ... Laura
Carlos Areces ... Pedro San Antón / Hombre Bar #5
Laia Alda ... Ofendia / Niño del saco
Óscar Lara ... Simeón (as Oscar Lara)
Eduardo Gómez ... Diego

Maradona By Kusturica

No embalo da Copa de 2010, uma das figuras em maior evidência, apesar de não mais jogar é Maradona, que sem dúvida é uma figuraça dos almaques do futebol de todos os tempos. É polêmico, brigão, afetuoso, fraseiro e muito mais.

Eu havia ouvido falar deste filme na época do lançamento em Cannes, mas ficou meio que adormecido a vontade de ver até chegar a copa e futebol virar o assunto dominante em qualquer lugar que se vá.

O documentário não é tão somente sobre Maradona, mas também sobre a relação entre o diretor do filme Emir Kusturica com futebol e sua intenção de documentar a vida de Maradona. Kusturica era um nome que já tinha ouvido antes, mas desconfio que nunca havia assistido nada dele. E fiquei mais curioso ainda para ver o filme.

Como documentário em si, não é muito revelador. Tem obviamente alguns grandes gols do Maradona que pontuam o filme, mas é nítido que se cria uma distância grande entre o diretor e seu objeto de análise, inclusive isso é verbalmente dito por Kusturica em algum momento do filme. Ainda assim, pra quem gosta de futebol e do Maradona vale uma conferida.


Ficha Técnica:
Título Original: Maradona By Kusturica
Título No Brasil: ??
Direção: Emir Kusturica
Roteiro: Emir Kusturica
Gênero: Documentário
Origem: Espanha/França
Duração: 90min

Elenco:
Manu Chao ...Himself
Lucas Fuica ... Maradonian Church member
Emir Kusturica ... Himself
Diego Armando Maradona ... Himself

domingo, 27 de junho de 2010

The Bonty Hunter (Caçador de Recompensas)

Vi este filme há quase uma semana. Tem vezes que é até bom dar um tempo antes de escrever para ver se a raiva passa, porque vou te contar ô filminho ruim.

É um fiapo de história (ex-marido é contratado para levar sua ex-esposa ao tribunal) alongado por horas. Os atores não contribuem em nada pro andamento da história que supostamente seria uma comédia, mas não faz ninguém rir. Fuja!


Ficha Técnica:
Título Original: The Bonty Hunter
Título no Brasil: Caçador de Recompensas
Direção: Andy Tennant
Roteiro: Sarah Thorp
Gênero: Comédia sem-graça
Origem: EUA
Duração: 110min


Elenco:
Gerard Butler ... Milo Boyd
Jennifer Aniston ... Nicole Hurley
Gio Perez ... Uncle Sam
Joel Garland ... Dwight (as Joel Marsh Garland)
Jason Kolotouros ... Gelman

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas)

Os filmes do Tim Burton sempre tem uma direção de arte fantástica, Edward Mãos de Tesoura, Peixe Grande, Noiva Cadáver e outros estão aí pra quem quiser conferir. O problema é que nem sempre só isso basta e o próprio Tim Burton já deu exemplos disso anteriormente com Planeta dos Macacos e A Fantástica Fábrica de Chocolate.

Em Alice, os cenários fantásticos estavam lá, a parceria poderosa com Johnny Depp também e ainda tinha um marketing intenso promocional, mas ainda assim é um filme mediano e de fácil esquecimento. Tentou-se dar um background para a vida de Alice e de alguma forma justificar sua curiosidade, ímpeto de aventuras e com isso as situações da vida real dela são espelhadas durante sua trajetória em Wonderland. Talvez se eu tivesse lido Alice através do Espelho pudesse entender um pouco melhor esta conexão mas ficou meio solto. E sinceramente o filme deveria ser fechado em si, e não  depender de outra mídia para se completar.

A única coisa que fica na memória por mais um tempo é a direção de arte, mas como falei isso nem sempre é suficiente para fazer um bom filme.


Ficha Técnica:
Título Original: Alice In Wonderland
Título no Brasil: Alice no País das Maravilhas
Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Woolverton
Gênero: Aventura, Fantasia
Origem: EUA
Duração: 108min


Elenco:
Mia Wasikowska ... Alice
Johnny Depp ... Mad Hatter
Helena Bonham Carter ... Red Queen
Anne Hathaway ... White Queen
Crispin Glover ... Stayne
Matt Lucas ... Tweedledee / Tweedledum
Stephen Fry ... Cheshire Cat (voice)
Michael Sheen ... White Rabbit (voice)
Alan Rickman ... Blue Caterpillar (voice)












sexta-feira, 4 de junho de 2010

The Good Girl (Por um sentido na vida)



Outro dia quando vi Youth in Revolt me deparei com o nome de Miguel Arteta na direção e lembrei que por alguma razão havia feito um exercício para uma aula de radiojornalismo baseado num filme dele que estava em cartaz quando eu cursava a faculdade. Mas eu não conseguia lembrar se havia ou não assistido o filme para escrever o trabalho. Como gostei do Youth in Revolt, resolvi matar a curiosidade e assistir este Por um Sentido na Vida.

No fim das contas, acho que já havia visto o filme sim, mas não lembrava de muita coisa, sinal de que não era muito marcante né? Simpatizo muito com os atores deste longa Jennifer Anniston, Jake Gylenhall, John C Reilly e a Zooey Deschanel, mas a atenção deste filme é toda voltada para Justine (Aniston) que passa por um momento de grande vazio em sua vida. Ele trabalha num supermercado sem grandes perspectivas de um futuro promissor. Seu marido é pintor de casas e maconheiro full time, praticamente um grande bebê de quem ela precisa tomar conta. Os colegas de trabalho não são exatamente as melhores companhias. Para completar ela tem desejo de ter um filho, mas a gravidez nunca chega. 

Nesse mundo sem perspectivas, Justine acaba iniciando um caso com um recém contratado caixa do supermercado numa tentativa de sacudir o marasmo da sua vida. Claro que um ato como este acabaria refletindo não só na sua vida mas também teria impacto na vida das pessoas que a circundam. É um drama de certa forma triste sobre a busca de um sentido na vida. Algo que dê um norte do que fazer enquanto o tempo passa. Interessante, mas realmente não é marcante.


Ficha Técnica:
Título Original: The Good Girl
Título No Brasil: Por Um Sentido na Vida
Direção: Miguel Arteta
Roteiro: Mike White
Origem: Eua/Alemanha/Holanda
Gênero: Drama
Duração: 93min
Elenco:
Jennifer Aniston ... Justine Last
Deborah Rush ... Gwen Jackson
Mike White ... Corny
John Carroll Lynch ... Jack Field, Your Store Manager
Jake Gyllenhaal ... Holden Worther
Zooey Deschanel ... Cheryl
John C. Reilly ... Phil Last

Kick Ass

No universo das HQ, a maioria dos super-heróis começam a atuar por conta de alguma experiência que lhes dá super poder e decidem usar isso a favor do bem. Pois é, mas imagine se uma pessoa normal, ou melhor um nerd adolescente, fracote porém bem-intencionado resolve usar um uniforme e sair para as ruas, sem qualquer tipo de treinamento em artes marciais ou qualquer tipo de superpoder, para combater o crime? Aí você tem Kick-Ass :)

É uma premissa muito boa para uma HQ e porque não para um filme? Pois bem, pelo pouco que li parece que as duas coisas foram desenvolvidas em paralelo. E o lado que acho mais bacana é que KickAss tem uma queda para o politicamente incorreto e uma certa despreocupação em relação a quantidade de violência utilizada na história. Concordo com uma crítica que li que o comparava ao Kill Bill do Tarantino, porém a  noiva neste caso é uma garotinha de 11 anos!

Outro fator positivo para o filme é que ele é super atual na contextualização do personagem. Kick Ass só fica famoso por causa de um vídeo jogado no Youtube. E cria um página de Myspace para poder interagir com seus fãs. É divertido em várias partes principalmente nas cenas de luta, que por mais que você torça pelo herói, sabe que ele tem grandes chances de não se sair bem dela. Assista sem medo e prepare-se para a diversão.

Ficha Técnica:
Título Original: Kick Ass
Título No Brasil: ??
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Matthew Vaughn & Jane Goldman
Origem: Eua
Gênero: Ação/aventura
Duração: 117min

Elenco:
Aaron Johnson ... Dave Lizewski / Kick-Ass
Garrett M. Brown ... Mr. Lizewski
Clark Duke ... Marty
Evan Peters ... Todd
Deborah Twiss ... Mrs. Zane
Lyndsy Fonseca ... Katie Deauxma

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Donnie Darko


Minha tia me deu uma camisa-spoiler que conta o final de vários filmes. No meio dessa mixórdia estava escrito o destino de Donnie Darko. Não vou revelar aqui para não perder a graça, embora mesmo sabendo como ia terminar, gostei bastante. 

Donnie é um adolescente problemático que faz terapia e toma remédios para tentar manter sua sanidade num nível social controlada. O problema começa a surgir quando seu amigo imaginário Frank entra em sua vida e começa a lhe dizer o que fazer e a especular sobre o futuro da vida de Donnie. Frank é um homem numa fantasia de coelho com uma máscara bem assustadora - olha só o poster aqui ao lado. E aí já dá pra perceber que a situação na vida de Donnie vai piorar. 

Donnie é estrelado por Jake Gylenhall ainda novinho e conta ainda com algumas participações especiais de Drew Barrymore e Patrick Swayze. É um filme que tem pé na obra do David Lynch no sentido de ser um filme que constrói um clima, as vezes dando até mais importância a este clima do que a história em si. E faz isso de uma forma muito positiva ao meu ver. Juro que consegui até sentir um certo medo vendo este filme, e não lembro da última vez que isso aconteceu. O final, que eu já sabia por conta da camisa, não atrapalhou em nada a ambientação do mistério da relação entre Donnie e Frank que é muito bem criada.

No IMDB, este filme está com uma nota geral de 8,3 ficando em 125°no ranking do site. Não é algo exatamente fácil de conseguir. Se quiser assistir um bom filme de medo/suspense, Donnie Darko vale a pena.



Ficha Técnica:
Título Original: Donnie Darko
Título no Brasil: Donnie Darko
Direção: Richard Kelly
Roteiro: Richard Kelly
Gênero: thriller
Origem: EUA
Duração: 113min


Elenco:
Jake Gyllenhaal ... Donnie Darko
Holmes Osborne ... Eddie Darko
Maggie Gyllenhaal ... Elizabeth Darko
Daveigh Chase ... Samantha Darko
Mary McDonnell ... Rose Darko
James Duval ... Frank
Arthur Taxier ... Dr. Fisher
Patrick Swayze ... Jim Cunningham

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Youth In Revolt

As vezes resolvo ver um filme só por causa do ator. E foi assim que resolvi ver o Youth in Revolt. Adoro aquela cara de eterno loser do Michael Cera. Tudo bem que em breve ele deve considerar mudar um pouco seus personagens até mesmo para evoluir como ator, mas por enquanto deixa como tá que está ótimo. 

Este filme é uma comédia bem acima da média da inteligência de Hollywood. E conta a história de Nick, um loser virgem de 16 anos, que não tem muito jeito com garotas e pra completar vem de uma família bem desajustada. Por obra do acaso (e do script, obvio) ele vai conhecer a bela Sheeni, que apesar de ter um namorado, vai se envolver com ele. Contando desta forma parece uma história bobinha, mas o roteiro é bem esperto e os casal de personagens protagonistas são muito bem traçados. O garoto, que é quem narra a história atráves de vários offs, decide se tornar malvado para conquistar sua amada e começa a fazer merda atrás de merda, de uma maneira tão ingênua que é cômico.  E a garota por sua vez tem um discurso altamente verbalizado e demonstra uma maturidade incomum para a sua idade. Teria tudo para ser uma manipuladora do primeiro escalão, e as vezes parece até que o filme deixa isso meio subentendido, mas no fim das contas mesmo ela quer ser amada como todo adolescente.

O roteiro do filme é bem legal, e como a direção não deixa a peteca cair, então o resultado final é bem legal. Gostei bastante. Fica a dica.

Ficha Técnica:
Título Original: Youth In Revolt
Título no Brasil: ???
Direção:  Miguel Arteta
Roteiro: Gustin Nash
Gênero: Comedia
Origem: EUA
Duração: 90min


Elenco:

Michael Cera ... Nick Twisp and Francois Dillinger
Portia Doubleday ... Sheeni Saunders
Jean Smart ... Estelle Twisp
Zach Galifianakis ... Jerry
Erik Knudsen ... Lefty
Adhir Kalyan ... Vijay Joshi
Steve Buscemi ... George Twisp



Chaplin

Deve ser realmente muito difícil contar a história de um ícone do cinema mundial como Chaplin. Ele dirigiu e atuou em mais de 70 filmes incluindo aí grandes clássicos da sétima arte como Tempos Modernos, Luzes da Ribalta e O Grande Ditador. Foi casado diversas vezes e acabou perseguido e exilado dos EUA. Com essas linhas já dá pra perceber: senta que lá vem história.

Nesse sentido, o filme é bem legal ao contar a história deste cineasta fantástico. Eu, pelo menos, sabia muito pouco da sua trajetória de vida. Já havia lido algumas coisas sobre o casamento/namoro com garotas mais jovens e sobre a perseguição comunista, mas nada em profundidade. E no filme isso pelo menos é bem contextualizado. Ainda assim, talvez até por se tratar de uma pessoa com uma trajetória tão relevante no cinema, fiquei com uma impressão de que faltou história a ser contada sobre Chaplin e que algumas passagens foram contadas muito rapidamente. Realmente, para encurtar a vida de Chaplin em 143min, muita escolha teve que ser feita e com isso fica uma sensação de que poderia ser melhor.

Nesse sentidp o Clint foi muito mais esperto ao perceber que não poderia retratar a vida do Mandela em 120min e preferiu focar num determinado momento da vida do biografado justamente para não prejudicar o filme como um todo. Se o Attenborough tivesse ido pela mesma linha, acredito que o resultado seria bem melhor. 



Ficha Técnica:
Título Original: Chaplin
Título no Brasil: Chaplin
Direção: Richard Attenborough
Roteiro: William Boyd, Brian Forbes e William Goldman
Gênero: Drama, biografia
Origem: UK/EUA/França/Itália
Duração: 143min

Elenco:
Robert Downey Jr. ... Charles Spencer Chaplin
Geraldine Chaplin ... Hannah Chaplin
Paul Rhys ... Sydney Chaplin
John Thaw ... Fred Karno
Moira Kelly ... Hetty Kelly / Oona O'Neill Chaplin
Anthony Hopkins ... George Hayden
Dan Aykroyd ... Mack Sennett
Marisa Tomei ... Mabel Normand

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Leave of Grass

O Edward Norton é um grande ator e já deu várias demonstrações disso, como em As Duas faces de um crime, A Outra História Americana e A Última Hora, mas sempre ele acerta né?

Talvez na mão de um diretor mais habilidoso este drama seria mais carregado de suspense e ficaria um pouco mais interessante, porém não foi o que aconteceu. É um drama sobre o reencontro de irmãos gêmeos quando um deles é "enganado" pelo outro para retornar a sua cidade de origem. O roteiro tem umas reviravoltas transformando o que parecia ser uma história sobre reencontro familiar num história meio divida entre crimes e vinganças. Lembra um pouco Adaptação infelizmente sem o mesmo brilho. E aí o final vira um troço meio esquisito, parece que você foi enganado na escolha do filme, o que não é exatamente um elogio ao filme. 

Na dúvida não hesite, e escolha outro filme.


Ficha Técnica:
Título Original: Leave of Grass
Título no Brasil: ???
Direção: Tim Blake Nelson
Roteiro: Tim Blake Nelson
Gênero: Drama
Origem: EUA
Duração: 105min

Elenco:
Edward Norton ... Bill Kincaid / Brady Kincaid
Lucy DeVito ... Miss Greenstein
Kent Jude Bernard ... Philosophy Student
Amelia Campbell ... Maggie Harmon
Tim Blake Nelson ... Bolger
Randal Reeder ... Shaver
Leo Fabian ... Wadell

sábado, 29 de maio de 2010

Prozac Nation (Geração Prozac)

Lembro vagamente de ter ouvido falar sobre este filme na minha época de faculdade, mas não sei se ele chegou aos cinemas aqui ou se foi direto pro vídeo. Alias vídeo ainda era uma realidade, o DVD ainda começava a se firmar no mercado. Tinha um título interessante e Cristina Ricci parecia que iria despontar como uma próxima estrela, o que acabou não acontecendo.

Esta semana reecontrei este filme e resolvi dar uma conferida. Foi até engraçado ver atores como Jonathan Rhys-Meyers (que despontaria quase uma década depois no filme do Woody Allen), Jason Biggs e Michelle Willians, ainda em começo de carreira pós-DawsonsCreek e pré-Heath Ledger, todos ainda novinhos quase adolescentes. A história de Geração Prozac revela o que está por baixo daquela camada superficial de colegial norte-americanos mostrando como existem várias bombas emocionais e psicológicas prontas para explodir naquele país. Como diversas pessoas estão propensas a depressão e ao uso de medicamentos antidepressivos para conseguir suportar o peso de viver naquela sociedade. Tem ainda boas atuações, principalmente da Jessica Lange no papel de mãe desequilibrada da protagonista. Interessante de se ver.


Ficha Técnica:
Título Original: Prozac Nation
Título no Brasil: Geração Prozac
Direção: Erik Skjoldbjærg
Roteiro: Galt Niederhoffer
Gênero: Drama
Origem: EUA/Alemanha
Duração: 95min


Elenco:
Christina Ricci ... Elizabeth
Jason Biggs ... Rafe
Anne Heche ... Dr. Sterling
Michelle Williams ... Ruby
Jonathan Rhys Meyers ... Noah (as Jonathan Rhys-Meyers)
Jessica Lange ... Mrs. Wurtzel

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mister Lonely

Vou te falar que já vi muito filme na vida. Bons e ruins. Aliás já vi muito filme ruim. Na época de faculdade então quando fui apresentado a alguns movimentos cinematográficos e a um pouco de história de cinema acabei vendo muita porcaria, daquelas que sempre tem um mané para defender uma tese a favor da película-bomba em questão. Pois bem, só queria frisar que já vi muito filme ruim antes de começar a escrever sobre este Mister Lonely.

Este filme passou no FestRio há uns anos atrás e achei a sinopse um tão diferente que fiquei curioso. Era algo como: pessoa que é sósia do Michael Jackson que ganha a vida em Paris imitando o cantor encontra uma sósia da Marylin Monroe e desenvolvem uma amizade. Vai falar que não é no mínimo curioso? Bom bicho curioso que sou, foi ver qual é.

E aí que você lembra daquele famoso ditado: a curiosidade matou o gato. O cachorro. O papagaio. O Michael Jackson e a Marylin também. Gente, socorro! Este periga ser o pior filme que já vi em toda a minha vida. E olha que estou incluindo aí as obras do Arthur Omar e "Limite" do Mário Peixoto. Por favor, se alguém encontrar o diretor dessa bomba, avisa que ele não leva jeito pra isso pelamordedeus! E aproveite também pra impedir qualquer amigo de cair na tentação de querer ver isso. É pior que tortura.

Ficha Técnica:

Título Original: Mister Lonely 
Título no Brasil: ???
Direção: Harmony Korine
Roteiro: Harmony Korine & Avi Korine
Gênero: Drama
Origem: UK/França/Irlanda/EUA
Duração: (intermináveis) 112min

Elenco:
Diego Luna ... Michael Jackson
Samantha Morton ... Marilyn Monroe
Denis Lavant ... Charlie Chaplin
James Fox ... The Pope
Werner Herzog ... Father Umbrillo

Micmacs à tire-larigot

A única coisa que sabia deste filme é que foi dirigido pelo Jean-Pierre Jeunet, o mesmo de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain e de Delicatessen,que eu não vi, mas todo mundo diz que é ótimo. 

Bom, esta única info já me motivou a assistir Micmacs que, assim como Amelie, trata-se de uma fábula deliciosa de se ver. Bazil, é um garoto que perde o pai após uma este pisar numa mina em alguma daquelas guerras do oriente e que anos mais tarde, já adulto é encontrado, bem no meio da testa, por uma bala perdida  enquanto trabalhava numa videolocadora. 

Incrivelmente, ele não morre. Afinal, lembre-se o filme é uma fábula. Porém os médicos decidem não retirar a bala de sua cabeça com medo das implicações neurológicas que isso poderia acarretar, não que ele tenha ficado isento de sequelas. A partir daí  começa uma saga fantástica de Bazil versus as empresas de armas que fabricaram a mina que matou seu pai e a bala que está alojada na sua testa. É um filmaço muito divertido e com uma linguagem ótima, que já era digna de superelogios desde Amelie Poulain.


Ficha Técnica:
Título Original: Micmacs à tire-larigot
Título no Brasil: ???
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet
Gênero: Comedia, Crime
Origem: França
Duração: 105min

Elenco:
Dany Boon ... Bazil
André Dussollier ... Nicolas Thibault de Fenouillet
Nicolas Marié ... François Marconi
Jean-Pierre Marielle ... Placard
Yolande Moreau ... Tambouille
Julie Ferrier ... La Môme Caoutchouc
Omar Sy ... Remington

domingo, 23 de maio de 2010

Say Anything (Digam o que quiserem)

Se não me engano este foi o filme de estréia do Cameron Crowe e desde então já dá para ver a predileção dele por histórias cujos protagonistas tenham que passar por um tipo de superação pessoal para alcançar a felicidade.

Este filme conta com um John Cusack ainda novo no papel pós-adolescente-jovem-adulto Lloyd que resolve, a despeito da opinião de seus amigos, convidar a garota mais perfeita do colégio para sair. E aí tanto ele, quanto ela irão perceber que a aparência pouco importa na vida adulta que se descortina a frente deles. É um filme ingênuo, no bom sentido, sobre a descoberta do amor e da aceitação própria e do outro. Não vai mudar a vida de ninguém, mas é agradável de assistir e de sonhar com o jovem casal que ainda tem muita vida pela frente para aproveitar.



Ficha Técnica:
Título Original: Say Anything
Título no Brasil: Digam o que quiserem
Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Cameron Crowe
Gênero: Comedia, Drama, Romance
Origem: EUA
Duração: 100min

Elenco:
John Cusack ... Lloyd Dobler
Ione Skye ... Diane Court
John Mahoney ... James Court
Lili Taylor ... Corey Flood
Amy Brooks ... D.C.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Valentine's Day (Idas e Vindas do Amor)

O Dia dos namorados, assim como o Natal e a Ação de Graças, são sempre datas que movimentam os cinemas em Hollywood, e portanto nada mais natural que eles aproveitarem as ocasiões para lançar filmes temáticos nestas datas. Este Idas e Vindas do Amor não é diferente. Fala sobre diversas forma e relacionamentos amorosos e foi lançado justamente para pegar o público no dia dos namorados lá dos ianques (14 de fevereiro). 

A fórmula deste filme lembra bastante um outro lançado em 2003 chamado Simplesmente Amor, trazendo um elenco extenso de famosos com pequenas a curtas histórias cujos personagens se cruzam ocasionalmente. A diferença é que este Idas e Vindas não tem o mesmo charme, apesar de contar com um elenco ótimo, mas enfim é um filminho bobo que entretem.


Ficha Técnica:
Título Original: Valentine's Day
Título no Brasil: Idas e Vindas do Amor
Direção: Gary Marshall
Roteiro: Katherine Fugate
Gênero: Comédia / Romance
Origem: Eua
Duração: 125min



Elenco:
Jessica Alba ... Morley Clarkson
Kathy Bates ... Susan
Jessica Biel ... Kara Monahan
Bradley Cooper ... Holden
Eric Dane ... Sean Jackson
Patrick Dempsey ... Dr. Harrison Copeland
Hector Elizondo ... Edgar
Jamie Foxx ... Kelvin Moore
Jennifer Garner ... Julia Fitzpatrick
Topher Grace ... Jason
Anne Hathaway ... Liz
Carter Jenkins ... Alex
Ashton Kutcher ... Reed Bennett
Queen Latifah ... Paula Thomas

quarta-feira, 19 de maio de 2010

The Informant! (O Desinformante)

Taí um filme que meu pai gostaria de ver com certeza. Trata-se da história de Mark Whitacre um gerente de uma multinacional do ramo alimentício que se torna um espião do FBI, mas antes que você pense em se tratar de um filme de espionagem e mistério, espere um pouco e  vai começar a perceber que o tal informante joga mais pro lado do time do pinóquio. 

Com um Matt Damon inspiradíssimo, Soderbergh dirige um filme bem na linha do cômico se não fosse trágico, mas no geral é bem divertido de se ver as tramas cada vez mais complexas em que Whitacre vai criando para si mesmo. Terminei sem saber se a história é totalmente verídica ou se foi inspirada num fato real, mas isso na verdade importa pouco. Vale mesmo é rir da tragicomédia do executivo.


Ficha Técnica:
Título Original: The Informant!
Título no Brasil: O Desinformante
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Scott Z. Burns e Kurt Eichenwald
Gênero: Comédia, Crime, Drama
Origem: Estados Unidos
Duração: 108 min.

Elenco:
Matt Damon ... Mark Whitacre
Lucas McHugh Carroll ... Alexander Whitacre (as Lucas Carroll)
Eddie Jemison ... Kirk Schmidt
Rusty Schwimmer ... Liz Taylor
Craig Ricci Shaynak ... Discouraged Foreman
Tom Papa ... Mick Andreas

sábado, 15 de maio de 2010

Mammoth (Corações em Conflito)

Eu tenho um hábito um tanto quanto bissexto de pegar aquele suplemento que sai no jornal a cada edição do Festival do Rio e ler todas as sinopses, ou melhor, passar o olho em todas as sinopses e vou separando os filmes que interessam por alguma razão que seja. Na minha lista de 2009 eu havia separado este Mammoth. Já nem lembro porque...talvez em função dos protagonistas...sei lá.

Enfim, o FestRio veio e foi. E meses depois me deparo com Mammoth e resolvo conferir. Nunca havia ouvido falar do diretor deste filme, o sueco Lukas Moodysson, que também escreveu a história que é basicamente sobre a solidão humana. Não há um personagem no filme que não seja solitário. O casal Vidales apesar de não ter nenhum conflito interno aparente experimenta a solidão constantemente. A mãe é cirurgiã de um hospital e mal tem tempo para estar com sua filha e seu marido, nos poucos momentos em que está em casa seus horários não se acertam com os demais familiares. O marido é levado pelas obrigações de sua empresa a viajar constantemente, não consegue nem ao menos controlar sua agenda de forma ficar um pouco mais com a filha e a esposa. A babá que veio para os EUA na tentativa de melhorar a vida da familia e de seus filhos que ainda moram nas Filipinas, sofre com a distância de casa e persevera acreditando num futuro melhor. 

Embora não seja de todo pessimista (o final inclusive é positivo), o filme é bem melancólico mas ainda assim traz um alerta para que não nos deixemos o cotidiano nos abater e nem deixemos de dedicar tempo as coisas que realmente importam. Um filme interessante, bem dirigido e com personagens bem construídos. Lembrou um pouco o Babel do Inarritu

Ficha Técnica:
Título Original: Mammoth
Título no Brasil: Corações em Conflito
Direção: Lukas Moodysson
Roteiro: Lukas Moodysson
Gênero: Drama
Origem: Suécia/Dinamarca/Alemanha
Duração: 120min

Elenco:
Gael García Bernal ... Leo Vidales
Michelle Williams ... Ellen Vidales
Marife Necesito ... Gloria
Sophie Nyweide ... Jackie Vidales

terça-feira, 11 de maio de 2010

El Secreto de Sus Ojos (O Segredo dos Seus Olhos)


O vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira deste ano, O Segredo de Seus Olhos é um filmaço. Dirigido pelo Juan José Campanella que repete a dobradinha de sucesso de  O Filho da Noiva, escalando para o papel principal o ótimo ator Ricardo Darín.

O Segredo... explora, magnificamente, a questão de quanto o olhar  de uma pessoa pode ou não revelar a cerca de si mesmo e de seus desejos. O enredo mistura elementos de ficção dentro da ficção para contar uma história de um crime passional que, apesar de ter acontecido há décadas, ainda ecoa na mente do agente federal  aposentado Benjamin Esposito. Para expulsar seus demônios pessoais ele resolve escrever um romance contando um caso policial em que ele trabalhou pesado, mas as infelizmente foi forçado a arquivar sem poder fazer a justiça devida.

A direção do Campanella é incrível e gera um filme cheio de sutilezas, que valoriza os silêncios, as pausas e tudo mais que os olhos dizem sem emitir um som sequer. Além disso, há ainda um macguffin excelente: a máquina de escrever que não digita a letra A, que vai sendo usada de forma brilhante no decorrer do roteiro. É um filmaço mesmo,  recomendo.




Ficha Técnica:
Título Original: El Secreto de Sus Ojos
Título no Brasil: O Segredo dos Seus Olhos
Direção: Juan José Campanella
Roteiro: Juan José Campanella
Gênero: Drama, crime
Origem: Argentina
Duração: 127min


Elenco:
Soledad Villamil ... Irene Menéndez Hastings
Ricardo Darín ... Benjamín Esposito
Carla Quevedo ... Liliana Coloto
Pablo Rago ... Ricardo Morales
Javier Godino ... Isidoro Gómez



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Reign Over Me (Reine sobre mim)


Este filme passou despercebido por aqui e só o encontrei por acaso. Na verdade o que me chamou atenção foi a dupla de protagonistas Adam Sandler e Don Cheadle, até porque o diretor Mike Binder eu nunca havia ouvido falar. Quer dizer, já até tinha visto um filme mas nem sabia que era dele e era um filme com o Ben Affleck, e isto normalmente faz o nariz ficar torcido por natureza né?

O imdb apontava uma nota 7.8 pra este Reign Over Me e fiquei curioso. A história tem como pano de fundo o pós 11/setembro. O personagem de Sandler perdeu a família inteira no atentado e mesmo vários anos depois não se recuperou. Don Cheadle reencontra Sandler e tenta reatar a amizade dos anos de faculdade. É um drama sobre reecontros, superação e aceitação da morte. A fotografia azulada vem acentuar o caráter de luto do filme. No geral é interessante, porém podia ser um pouco mais curto. Tá mais prá 6.5 que 7.8, mas é ok mesmo assim.


Ficha Técnica:
Título Original: Reign Over Me
Título no Brasil: Reine Sobre Mim
Direção: Mike Binder
Roteiro: Mike Binder
Gênero: Drama
Origem: Eua
Duração: 124min


Elenco:
Adam Sandler ... Charlie Fineman
Don Cheadle ... Alan Johnson
Jada Pinkett Smith ... Janeane Johnson
Liv Tyler ... Angela Oakhurst
Saffron Burrows ... Donna Remar
Donald Sutherland ... Judge Raines