domingo, 21 de março de 2010

Kung Fu Panda

Não dá para não dar risada com este Kung Fu Panda. A estória começa num sonho delirante de Po, o panda protagonista, aonde ele imagina ser o maior e melhor lutador de kung fu de todo seu reino. Claro que ao acordar e por os pés no chão vemos que Po é um panda gordinho e estabanado que, apesar de adorar kung fu e admirar os cinco fantásticos lutadores do templo aonde vive, não leva jeito para coisa.

Po trabalha no restaurante de macarrão de propriedade do seu pai, uma garça, que não vê a hora de seu filhote assumir toda a responsabilidade pelo negócio. No entanto a vida de Po vai mudar completamente ao ser indicado pelo guru local como a próxima encarnação do Guerreiro do Dragão e defensor do reino do mal que se aproxima na figura do tigre e exímio lutador de kung fu Tai Lung.

O roteiro não é dos mais originais, o lutador fraco que contra todas as adversidades vai superando os obstáculos um por um, inclusive o descrétido dos mestres encarregados de treiná-lo, porém a animação é muito bem feita e divertida. As vozes originais também dão um colorido super especial a obra que não tem contra-indicações.

Ficha Técnica:

Título Original: Kung Fu Panda
Título no Brasil: Kung Fu Panda
Direção: Mark Osborne e John Stevenson
Roteiro: Jonathan Abiel & Glenn Berger
Gênero: Animação, aventura
Origem: EUA
Duração: 92min

Elenco:
Jack Black ... Po (voice)
Dustin Hoffman ... Shifu (voice)
Angelina Jolie ... Tigress (voice)
Ian McShane ... Tai Lung (voice)
Jackie Chan ... Monkey (voice)
Seth Rogen ... Mantis (voice)
Lucy Liu ... Viper (voice)

The Cove

O vencedor do Oscar de melhor documentário de 2010 é um soco na boca do estômago. As imagens da matança dos golfinhos não são nada fáceis de digerir. É muita brutalidade num filme só. E é muito amargo também a história do ex-treinador de golfinhos e hoje ativista Ric O'Barry. Ele era o treinador do Flipper, o golfinho que o mundo aprendeu a amar e que foi responsável pelo surgimento de parques aquáticos com animais marítimos em cativeiro. Ric aprendeu, dez anos depois, que golfinhos em cativeiro entram em depressão e ele mesmo teve a infelicidade de presenciar o suicídio do Flipper original, em seus braços. Ric sofre há anos pela reputação construída acerca dos golfinhos e que ele mesmo ajudou a construir. E tenta há anos alertar ao mundo sobre o massacre que acontece anualmente em Taiji, uma pequena baía japonesa. Lá são assassinados anualmente 23mil golfinhos, cuja carne com níveis alarmantemente altos de mercúrio é vendida a processadores de alimentos locais que a vendem posteriormente como carne de baleia. O absurdo desta frase anterior é dissecado ao longo de uma hora e meia de filme. O ativismo de Ric acabou chamando a atenção do diretor deste doc que montou uma esquadrão classe A para conseguir filmar a matança dos golfinhos que, apesar de feita com a anuência das autoridades locais, era desconhecida de boa parte da população. Desde então eles tentam divulgar estas imagens para o mundo e tentam impedir que isso continue. Filmaço.


Ficha Técnica:
Título Original: The Cove
Título no Brasil: ???
Direção: Louie Psihoyos
Roteiro: Mark Monroe
Gênero: Documentário
Origem: EUA
Duração:  92min


Elenco:
Joe Chisholm ... Himself
Mandy-Rae Cruikshank ... Herself
Charles Hambleton ... Himself
Simon Hutchins ... Himself
Kirk Krack ... Himself
Isabel Lucas ... Herself
Richard O'Barry ... Himself
Hayden Panettiere ... Herself
Roger Payne ... Himself
John Potter ... Himself
Louie Psihoyos ... Himself
Dave Rastovich ... Himself

sábado, 20 de março de 2010

It Might Get Loud

Aumenta que isso aí é rock n' roll!!! O filme mostra o encontro de três gerações de guitarristas e tenta meio que traçar o caminho desde o reconhecimento do guitarrista até o seu apogeu e depois sua transformação em lenda. E os personagens que irão ilustrar esta tese são Jack White, o novo astro, The Edge, no ápice, e a lenda Jimmy Page.

Se você não é fã de guitarra e não faz idéia quem são nenhum dos nomes acima, esqueça pois este filme com certeza não é para você. Mas se por outro lado o assunto interessa, vale a pena gastar uns minutinhos nesse doc para ver os três apresentando diferentes visões de como tocar o mesmo instrumento e como suas influências o levaram a traçar caminhos tão distintos na hora de tocar a guitarra. E dá-lhe música boa no decorrer do filme.




Ficha Técnica:
Título Original: It Might Get Loud
Título no Brasil: ????
Direção: Davis Guggenheim
Gênero: Documentário
Origem: EUA
Duração: 98min

Elenco:
Jimmy Page
Jack White
The Edge

sábado, 13 de março de 2010

Simona, ninguém sabe o duro que dei

Só fui conhecer uma música do Simonal depois de burro velho, como diz minha vó. Já estava quase saindo da faculdade quando ouvi pela primeira vez "Nem vem que não tem", um clássico do Simona. 

Claro que já até conhecia de nome o cantor, mas suas músicas eram totalmente desconhecidas para mim. E depois de assistir este documentário, fico pensando como é possível? O Simona era um showman nato! E fazia um puuuuuta sucesso. Como então, nas décadas seguintes ele desapareceu? Jorge Ben e Roberto Carlos estão aí até hoje. Tim Maia, mesmo já falecido continua fazendo sucesso. E porque coube a ele este ostracismo tão intenso?

O filme tenta jogar uma luz nesta questão. Com um acervo rico de imagens de shows e programas de tv, além de depoimentos de familiares, artistas e pessoas envolvidas no showbiz, somos apresentados a uma história fantástica de como uma das maiores vozes do país foi calada e esquecida. É impossível não se apaixonar pelo vozeirão e pelo swing das músicas do Simonal. E o filme é muito feliz ao relembrar a trajetória dos programas de tv, como o Show em Si...monal e do show do Maracanazinho, entre outros grandes momentos. Inclusive o documentáro é muito esclarecedor ao abordar o episódio do DOPS, que acabou com a vida artística  do Simonal.

Realmente é uma pena este silêncio que foi imposto a uma voz tão ímpar na música brasileira.



Ficha Técnica:

Título Original: Simonal, ninguém sabe o duro que dei
Direção: Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer
Gênero: Documentário
Origem: Brasil
Duração: 86 min







domingo, 7 de março de 2010

It's Complicated (Simplesmente Complicado)


Depois de vinte anos de casada e dez anos de divórcio, Jane Adler (Meryl Streep) começa a ter um caso com seu ex-marido. Esta é a premissa do novo filme da Nancy Meyers (Alguém tem que ceder) que recebeu uma indicação a melhor filme no Globo de Ouro. A partir daí já dá pra imaginar que vai ter muuuita confusão na sessão da tarde, né meu povo?

Porém, por mais que seja divertido e conte ainda com uma excelente dupla, ou melhor, trio de protagonistas (Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin), Simplesmente Complicado é um filme totalmente mulherzinha. Pode fazer a apuração boca-de-urna, duvido que alguma mulher não irá gostar. Peraí, gostar? Duvido que alguma mulher não adore este filme. Porque ele é justamente sobre o universo feminino, questões de relacionamento, construção familiar, o encontro de um novo parceiro, etc e tal.  E não nem é que eu não tenha gostado. O riso vem fácil em vários momentos do filme, a atuação do trio é inquestionável e o filme é bem construído, mas a temática é meio nhé-nhé-nhé...aí não deu uma empolgaçãoooo, saca? Não sei se isso é uma questão de momento de vida - porque há aqueles filmes que dependendo da sua fase você ama ou odeia - ou se realmente é um daqueles filmes que os homens vão ao cinema apenas para ser companheiro, porque se deixasse na mão deles a escolha com certeza seria outra.

E só uma nota de referência, o John Krasinski deveria estrelar mais filmes de comédia. Nas poucas cenas em que aparece, rouba a cena. Ele tem "a" cara bonachona perfeita para isso. Será que ele vai vingar? Tomara.


Ficha Técnica:
Título Original: It's Complicated
Título no Brasil: Simplesmente Complicado
Direção: Nancy Meyer
Roteiro: Nancy Meyer
Gênero: Comédia, Romance
Origem: EUA
Duração: 120min


Elenco:
Meryl Streep ... Jane
Steve Martin ... Adam
Alec Baldwin ... Jake
John Krasinski ... Harley
Lake Bell ... Agness

quinta-feira, 4 de março de 2010

Salve Geral

Inspirado num fato real, Salve Geral relembra o dia em que os presos do Primeiro Comando ordenaram uma revolta generalizada, o tal salve geral, em SP após os principais homem do comando terem sido transferido para penitenciárias de segurança máxima.

Acompanhamos o drama de Lúcia, uma professora de piano, que tem sua vida indo de mal a pior, desde a morte do marido, e para completar seu filho se envolve numa confusão que resulta em morte e é sentenciado a oito anos de prisão. Com este ponto de partida, Salve Geral pinta um amplo quadro do sistema penitenciário, mostrando a corrupção policial, o assistencialismo da bandidagem e o sofrimento das famílias dos presos.

Lógico que nem tudo são flores. Os diálogos/encenações por vezes soam teatrais demais. Os atores que interpretam os bandidos não passam aquela credibilidade que salta da tela em Cidade de Deus, por exemplo. Tentam assustar, mas não é tão crível...E há as situações mal explicadas como o envolvimento de Lúcia com o Professor, o chefe da bandidagem, e o conflito entre a polícia e o sistema penitenciário. Nesse meio todo, quem brilha muito é a Denise Weinberg no personagem da Ruiva, que é responsável pela articulação do Primeiro Comando do lado de fora das celas.

No fim das contas, fica a impressão de que o filme poderia ter sido bem melhor, mas pelo menos não é uma bomba como Carandiru.

Ficha Técnica:
Título no Brasil: Salve Geral
Direção: Sérgio Rezende
Roteiro: Sérgrio Rezende & Patrícia Andrade
Gênero: Drama
Origem: Brasil
Duração: 119min


Elenco:
Andréa Beltrão ... Lúcia
Denise Weinberg ... Ruiva
Lee Thalor ... Rafa
Eucir de Souza ... Chico
Kiko Mascarenhas ... Delegado Raul


Alô, Alô, Terezinha


Quando se é criança, tudo é festa e você precisa ir aonde seus pais estão e assistir o que eles assistem na tv. No meu caso, lembro de muitos finais de semana em que ia para a casa de uma tia-avó juntamente com a minha vó. E lá a programação invariavelmente era preenchida pela dobradinha Cassino do Chacrinha (sábado) e Programa Silvio Santos (domingo).

Ainda não tinha uma percepção muito apurada do que era aquele programa cheio de buzinas, abacaxis, atrações musicais e mulheres rebolando. Eu era apenas uma criança nos idos dos anos 80, mas o programa era o must do sábado a tarde.

Peguei Alô, Alô, Terezinha numa vã tentativa de aprender um pouco mais daquela figura sempre extravagantemente vestida, mas sinceramente não aprendi quase nada sobre o velho guerreiro. O filme é um apanhado de entrevistas com diversos cantores famosos, celebridades, executivos e empregados de canais de tv, das chacretes e de alguns calouros. Porém nada parece unir esta coletânea que fim das contas parece tão somente...uma coletânea de pedaços de entrevista. Ficamos sem saber daonde Chacrinha veio e como conquistou seu espaço, como ele veio a falecer...Claro que um e outro depoimento são muito bons. O Byafra atingido por um para-quedas e o Agnaldo Timóteo metendo o pau no João Gilberto, são cenas incríveis. Mas nada que não pudesse ser visto num rápido videozinho do youtube.

Achei o resultado final muito fraco. O roteiro/edição também não contruibuiram muito pro bom andamento do filme, e aí não tem jeito: fom-foooom. E trás o abacaxi, também.


Ficha Técnica
Título no Brasil: Alô, Alô, Terezinha!
Direção: Nelson Hoineff
Gênero: Documentário
Origem: Brasil
Duração: 95 minutos

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom (Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera)

Só a locação fantástica do filme já vale uma olhada. A ação inteira ocorre numa pequena casa flutuante, de um comodo só, no meio de um lago dentro de um vale com muito verde ao redor. Um lugar maravilhoso. Na casa moram um monge budista e uma criança que será seu aprendiz. 

Primavera, Verão etc... também poderia ser descrita como a versão adulta do ciclo da vida do Rei Leão, A criança, o personagem principal do filme, é quem conduz a história e vai se transformando com o passar das estações do ano, que ainda mostram elipses temporais. O verão ja mostra o aprendiz como um adolescente que descobre o amor e a luxúria quando uma jovem vem também morar na casa. O outono é derrocada do aprendiz, agora adulto, que havia largado a vida monasterial e é forçado a voltar após cometer um crime. O inverno é a transformação do aprendiz em mestre e culmina com a chegada de uma criança, que na próxima primavera dá inicio de novo ao ciclo da vida.

É um filme incrivelmente poético e bastante contemplativo. Bem dirigido e bastante econômico nas palavras, mas que mesmo assim consegue transmitir muito mais mensagens que a maioria dos enlatados de Hollywood.

Ficha Técnica:
Título Original: Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom
Título no Brasil: Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera
Direção: Ki-duk Kim
Roteiro: Ki-duk Kim
Gênero: Drama
Origem: Koreia do Sul / Alemanha
Duração: 108min

Elenco:
Yeong-su Oh ... Old Monk (as Young-soo Oh)
Ki-duk Kim ... Adult Monk
Young-min Kim ... Young Adult Monk
Jae-kyeong Seo ... Boy Monk
Yeo-jin Ha ... The Girl
Jong-ho Kim ... Child Monk

Fantastic Mr. Fox (Fantástico Sr. Raposo)

O Wes Anderson realmente não me decepciona :) Desde que li vagamente sobre o Sr. Raposo, fiquei curioso para ver o filme que é baseado numa história do Roald Dahl, que escreveu "A Fantástica Fábrica de Chocolate".

O Sr Raposo, como ele mesmo reconhece, é um animal selvagem e por isso não consegue evitar sua natureza de ladão de galinhas. O problema é que ele já estava sossegado há anos, inclusive já havia se tornado um pai de família e prometido a sua esposa que deixaria para trás seu passado como ladrão de galinhas.

Ao redor de sua casa existem três grandes fazendas bem fartas e que serão alvo de um golpe de mestre do Sr Raposo. Claro que nem tudo sai conforme o planejado e o que seria um simples roubo se transforma numa caça as raposas. E tudo isso com um toque bem a la Wes Anderson, ou seja, muito plano aberto, títulos-legendas das cenas, ironia fina e uma família um pouco disfuncional no centro da história. Me diverti a beça nas duas vezes que vi. Confira!


Ficha Técnica:
Título Original: Fantastic Mr. Fox
Título no Brasil: O Fantástico Sr. Raposo
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson & Noah Baumbach
Gênero: Aventura
Origem: EUA
Duração: 85min

Elenco:
George Clooney ... Mr. Fox (voice)
Meryl Streep ... Mrs. Fox (voice)
Jason Schwartzman ... Ash (voice)
Bill Murray ... Badger (voice)
Wallace Wolodarsky ... Kylie (voice) (as Wally Wolodarsky)
Eric Chase Anderson ... Kristofferson Silverfox (voice) (as Eric Anderson)
Michael Gambon ... Franklin Bean (voice)
Willem Dafoe ... Rat (voice)
Owen Wilson ... Coach Skip (voice)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Vals Im Bashir (Valsa com Bashir)

Tava enrolando pra ver esse filme...mas finalmente resolvi tirar a poeira dos bytes e apertei o play. Que filmaço! Já tinha lido maravilhas sobre o filme e lembro que houve um hypezinho na época do lançamento e foi até indicado para melhor filme de lingua estrangeira num Oscar. Infelizmente não ganho, mas poderia porque é incrível.

O filme é uma história real, aliás é um documentário que foi parcialmente gravado e depois transformado em animação a base de flash. Muito bem dirigido e bem montado, trata da história do próprio diretor do filme que um dia conversando com um amigo percebeu que não tinha na sua memória registros do massacre ocorrido no Líbano na época em que servia nas forças militares. E então sai atrás de antigos amigos e conhecidos que serviram no mesmo período que ele e também presenciaram o massacre para poder resgatar parte de sua memória perdida. É um filmaço sobre os conflitos ocorridos no Líbano no começo da década de 80 e a insensatez que é a guerra.


Ficha Técnica:
Título Original: Vals Im Bashir
Título no Brasil:  Valsa com Bashir
Direção: Ari Folman
Roteiro: Ari Folman
Gênero: drama, guerra, animação
Origem: Israel / Alemanha / França / EUA / Finlândia / Suiça / Bélgica / Austrália
Duração: 90min

Elenco:
Ron Ben-Yishai ... Himself (voice)
Ronny Dayag ... Himself (voice)
Ari Folman ... Himself (voice)
Dror Harazi ... Himself (voice)
Yehezkel Lazarov ... Carmi Cna'an (voice)



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

New York, I Love You (Nova York, eu te amo)

Assim como o antecessor, Paris Je t'aime, que deu origem a esta série de filmes-homenagens a cidades, New York I Love You é um apanhado de curtas que compõem um painel da cidade mais icônica do mundo. 

São onze curtas, com um elenco estelar, que de alguma maneira falam sobre uma forma de amor. As histórias são um tanto irregulares, mas as passagens que costuram os curtas, dão um senso de unidade e tem algumas histórias muito boas como a do garoto no baile de formatura e do casal idoso andando pelas ruas do Brooklyn e Coney Island, pra mim o melhor curta do filme.

E já comentei isso antes aqui, depois que você visita New York, os filmes de lá parecem que tem um sabor a mais pois ainda fazem lembrar os momentos deliciosos das férias pelas ruas da cidade, afinal os curtas mostram o Central Park, o Upper East, Chinatown, Brooklyn, os arranha-céus, a 5th Avenue. Engraçado não to lembrando da Times Square no filme, não que faça falta... No fim das contas, não espere muito, e provavelmente vai se divertir muito com o filme.

Ficha Técnica:
Título Original: New York, I Love You
Título no Brasil: Nova York, eu te amo
Direção: vários diretores
Roteiro: vários roteiristas
Gênero: drama, 
Origem: EUA / FRANÇA
Duração: 103min

Elenco:
Bradley Cooper ... Gus (segment "Allen Hughes")
Natalie Portman ... Rifka (segment "Mira Nair")
Shia LaBeouf ... Jacob (segment "Shekhar Kapur")
Christina Ricci ... Camille (segment "Shunji Iwai")
Blake Lively ... Girlfriend (segment "Brett Ratner")
Ethan Hawke ... Writer (segment "Yvan Attal")
Orlando Bloom ... David (segment "Shunji Iwai")
Hayden Christensen ... Ben (segment "Jiang Wen")
Maggie Q ... Call Girl (segment "Yvan Attal")
Anton Yelchin ... Boy in the Park (segment "Brett Ratner")
Justin Bartha ... Sarah's Boyfriend (Transitions)
Rachel Bilson ... Molly (segment "Jiang Wen")
Robin Wright Penn ... Anna (segment "Yvan Attal")
John Hurt ... Waiter (segment "Shekhar Kapur")
James Caan ... Mr. Riccoli (segment "Brett Ratner")
Drea de Matteo ... Lydia (segment "Allen Hughes")
Chris Cooper ... Alex (segment "Yvan Attal")
Andy Garcia ... Garry (segment "Jiang Wen")
Eli Wallach ... Abe (segment "Joshua Marston")
Eva Amurri ... Sarah (Transitions)
Cloris Leachman ... Mitzie (segment "Joshua Marston")
Julie Christie ... Isabelle (segment "Shekhar Kapur")
Olivia Thirlby ... Actress (segment "Brett Ratner")
Jacinda Barrett ... Maggie
Qi Shu ... Chinese herbalist
Burt Young ... Landlord (segment "Fatih Akin")

An Education (Educação)

E finalmente posso ficar tranquilo em relação ao Oscar 2010. Educação era o último indicado a melhor filme que faltava para completar a lista dos dez mais deste ano ao prêmio máximo da Academia.

É um drama sobre a chegada da vida adulta, a perda da virgindade e um relacionamento com um homem mais velho. Os americanos tem uma boa expressão para definir este tipo de drama, é o coming-of-age. Carey Mulligan interpreta Jenny, o alter ego cinematográfico da escritora inglesa Lynn Barber cuja história real original este filme. Ambientado na época de 60, vemos uma Londres ainda bem moralista pré swinging-London. A educação é coisa super sérias, as meninas tem que aprender latim e música clássica, e podem até ir para a Universidade, mas se um bom marido aparecer tudo isto pode ficar em segundo plano, pois aí a mulher tem seu lugar de dona de casa garantido. O painel mostrado no filme é bem rico. Consegue abordar bem toda esta construção de vida social que é moldada ainda na adolescência. O porém neste caso é que Jenny tem um pouco mais de tutano na cabeça e sabe pensar bem melhor que a média das garotas da sua idade. Apesar de isto não livrá-la de escolhas erradas, ainda pode garantir que tudo não termine de forma desastrosa.

Gostei muito da história, porém a direção e/ou roteiro poderiam ter uns momentos de clímax para melhorar a experiência. O filme parece um tanto linear do início ao fim. Não há grandes passagens ou embates, as situações vão se desenrolando e sendo resolvidas sem muito mistério ou problemáticas. É o único senão deste filme. E olha que quem escreveu o roteiro é o excelente, ao menos na literatura, Nick Hornby. 

Ficha Técnica:
Título Original: An Education
Título no Brasil: Educação
Direção: Lone Scherfig
Roteiro: Nick Hornby
Gênero: drama
Origem: UK
Duração: 98min

Elenco:
Carey Mulligan ... Jenny
Olivia Williams ... Miss Stubbs
Alfred Molina ... Jack
Cara Seymour ... Marjorie

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

The Blind Side (Um Sonho Possível)


The Blind Side is not Oscar material, mas ainda assim é uma drama legalzinho. A história real do jogador de futebol Michael Oher, um famoso who-the-hell aqui no Brasil, é bem sofrida e triste, e claro por isso chamou a atenção de hollywood. Mas é um daqueles drama água com açúcar que estamos acostumados a ver de tempos em tempos. Como disse anteriormente, é legalzinho, nada mais.

A Sandra Bullock está bem no papel da mãe de família cristã que se sensibiliza com Big Mike, um aluno da mesma escola de seu filho. E a direção vai caminhando com passos previsíveis até o término quando as fotos da vida real dividem espaço na tela com os créditos finais. Nada que chame muita atenção e provavelmente é um filme que deve cair no esquecimento em breve.

Mas o mais legal é que está quase acabando a minha corrida dos filmes do Oscar de 2010 :)

Ficha Técnica:
Título Original: The Blind Side
Título no Brasil: Um sonho possível
Direção: John Lee Hancock
Roteiro: John Lee Hancock
Gênero: Drama, Biografia
Origem: EUA
Duração: 128min


Elenco:
Sandra Bullock ... Leigh Anne Tuohy
Tim McGraw ... Sean Tuohy
Quinton Aaron ... Michael Oher
Jae Head ... S.J. Tuohy
Lily Collins ... Collins Tuohy

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Taking Woodstock (Aconteceu em Woodstock)

Não sei o quanto deste filme é verdade, mas o resultado é um painel muito interessante e verossímil sobre o maior festival de música da história. Inspirado numa história real, Taking Woodstock tenta recriar um pouco dos dias e de como foi realizado o festival de celebração para 3 dias de música e paz que teve e tem até hoje profundas repercussões sócio-culturais. A direção sensível de Ang Lee contribui ainda mais para que a experiência cinematográfica seja o mais próxima e fiel possível para retratar aqueles dias loucos aonde meio milhão de hippies se dedicaram a ouvir música, usar drogas e curtir a vida.

Os pais de Jake Teichberg vivem pacata cidade de White Lake, próxima de New York. Jake se divide entre tentar uma carreira de artes plásticas na Grande Maçã e ajudar os pais na manutenção do Motel El Monaco em White Lake. Com a corda no pescoço em dívidas, o motel está praticamente com os dias contados, quando Jake descobre que um festival de música na cidade vizinha foi cancelado pela prefeitura e os produtores estão desesperados para arrumar outro local pra realizar o evento. Jake que também é membro da Câmara de Comércio da cidade, consegue uma permissão para trazer o festival para sua cidade na esperança de que seu motel receba uns visitantes a mais e com isso seus pais consigam pagar as dívidas bancárias. Apenas o que Jake não sabia era que Woodstock iria mudar a vida de todos os jovens americanos.

É uma boa versão cinematográfica do que aconteceu ali. Tem um rico painel social bem construído com o espectro da Guerra do Vietnã, o medo/desprezo da sociedade pela filosofia hippie, a liberação sexual, as drogas e, claro, a música. Muito bem realizado e bem dirigido, pelo Ang Lee.




Ficha Técnica:
Título Original: Taking Woodstock
Título no Brasil: Aconteceu em Woodstock
Direção: Ang Lee

Roteiro: James Schamus
Gênero: Comédia, música, drama
Origem: EUA
Duração: 120min



Elenco:
Henry Goodman ... Jake Teichberg
Edward Hibbert ... British Gentleman
Imelda Staunton ... Sonia Teichberg
Demetri Martin ... Elliot Tiber
Emile Hirsch ... Billy
Paul Dano ... VW Guy
Kelli Garner ... VW Girl




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

The Men Who Stare at Goats (Homens que miravam cabras)

Gente, eu achei divertidíssimo esta inverossímil e bizarra história que junta um elenco fantástico. Tem George Clooney, Ewan MacGregor, Jeff Brigdes e Kevin Spacey, como eles foram parar nesse projeto eu não sei, mas ainda bem que eles toparam.

A história estapafúrdia é sobre um grupo de soldados do exército americano que foi treinado para desenvolver superpoderes. Na verdade era uma infantaria destacada ao desenvolvimento de armas psíquicas.  Só que é um tanto duvidoso os métodos e as realizações conseguidas por este grupo. Ewan MacGregor interpreta um jornalista atrás de uma boa história e que com o recente desmoronamento do seu casamento, resolve ir para o Iraque cobrir a guerra. Chegando lá encontra com Clooney que interpreta um soldado deste grupo psíquico e que ele já ouvira seu nome anteriormente em função de uma matéria que havia feito ainda em casa nos EUA. A partir daí o filme mistura um pouco de road-movie e flashbacks, contando a história pelo ponto de vista do soldado enquanto a dupla avança dentro do Iraque numa missão.

Tem momentos muito engraçados, principalmente com o Clooney demostrando suas habilidades psíquicas. Me amarrei. Pena que passou meio despercebido pelos cinemas, aliás nem sei se foi lançado...

Ficha Técnica:
Título Original: The Men Who Stare at Goats
Título no Brasil: Homens que miravam Cabras
Direção: Grant Heslov
Roteiro: Peter Straughan
Gênero: Aventura, Comédia
Origem: EUA / UK
Duração: 94min


Elenco:
George Clooney ... Lyn Cassady
Ewan McGregor ... Bob Wilton
Jeff Bridges ... Bill Django
Kevin Spacey ... Larry Hooper
Stephen Lang ... Brigadier General Dean Hopgood
Robert Patrick ... Todd Nixon

domingo, 7 de fevereiro de 2010

The Hurt Locker (Guerra ao Terror)


The Hurt Locker virou uma coqueluche nesses tempos pré-Oscar. O filme recebeu 9 indicações, incluindo aquelas mais disputadas como filme, direção, fotografia, edição e ator coadjuvante. Toda vez que mencionam o filme fazem questão de dizer que a diretora, a quarta mulher a ser indicada ao Oscar de direção, é ex-mulher do James Cameron, que também concorre ao Oscar de melhor direção, mas não sei porque ninguém nunca havia dito que ela também havia dirigido um antigo clássico do Patrick Swayze, que ajudou a ajudar a carreira do Keanu Reeves, Caçadores de Emoção. Desculpa ae, mas pra mim esse deveria ser o primeiro teaser quando se fala da Bigelow.

O filme trata da guerra do Iraque e do dia-a-dia das forças armadas americanas, focando num trio de soldados que é especializado em desarmar bombas. Muitíssimo bem dirigido, é tensão do início ao fim. Afinal é bomba o tempo todo. Mas por algum motivo não me envolvi tanto assim com filme...Talvez pelo fato de ser uma realidade muito distante ou, mais provável, por ser um filme de guerra que não acrescenta muito ao gênero. Achei a temática muito próxima de um filme que o De Palma fez recentemente chamado Redacted, também sobre o dia-a-dia de soldados no Iraque. Não me comoveu muito...apesar do ser bem dirigido pra cacete. 


Ficha Técnica:
Título Original: The Hurt Locker
Título no Brasil: Guerra ao Terror
Direção: Kathryn Bigelow
Roteiro: Mark Boal
Gênero: Drama, Guerra
Origem: EUA
Duração: 130min

Elenco:
Jeremy Renner ... SFC William James
Anthony Mackie ... Sgt. JT Sanborn
Brian Geraghty ... Spc. Owen Eldridge
Guy Pearce ... SSG Matt Thompson
Ralph Fiennes ... Contractor Team Leader
David Morse ... Colonel Reed
Evangeline Lilly ... Connie James


Adam


Adam é um cara que tem síndrome de Asperger, algo que nunca havia ouvido falar até agora. Esta síndrome, como é explicado no próprio filme, é uma espécie de autismo funcional. O indivíduo tem dificuldades de se relacionar, mas não vive tão fechado no seu mundo como os demais autistas. Claro que posso estar errado em relação aos fatos médicos, porque o conhecimento derivado dos filmes de hollywood nem sempre são fidedignos.

Mas a vida dele vai mudar com a chegada de uma vizinha que passa a se interessar por ele e vamos acompanhar justamente o relacionamento que eles desenvolvem. Este filme passou no Festival do Rio em 2009, e por algum motive me interessei em ver. E é um bom drama, com uma boa história. Não conhecia o diretor/roteirista, que tem uma carreira mais televisiva, mas realizou um interessante filme. Principalmente porque soube terminar bem história, ou seja, sem aquela baboseira melosa que seria de se esperar. O elenco conta com alguns famosos coadjuvantes que por sua vez estão fazendo papéis coadjuvantes.
 


Ficha Técnica:
Título Original: Adam
Título no Brasil: Adam
Direção: Max Mayer
Roteiro: Max Mayer
Gênero: Drama
Origem: EUA
Duração: 99min


Elenco:
Hugh Dancy ... Adam Raki
Rose Byrne ... Beth Buchwald
Peter Gallagher ... Marty Buchwald
Amy Irving ... Rebecca Buchwald

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Serious Man (Um Homem Sério)


Depois do engraçadíssimo Queime Depois de Ler, os irmãos Coen voltam a atacar no cinema, desta vez com um drama (que tem seu toque de comédia a la Coen) sobre a vida do professor Gopnick, o suposto homem sério do título. Ele é um físico que dá aula numa faculdade e aos poucos vai perdendo o rumo de sua vida. Sua mulher resolve pedir o divórcio, seus filhos não lhe dão atenção e ainda roubam seu dinheiro, o irmão vive se metendo em encrenca (com jogos e sexo), a vida profissional não está indo bem e até sua saúde começa a fraquejar. Seguindo a recomendação de todas as pessoas ao seu redor, Gopnick vai procurar três rabinos para se aconselhar.

Com esta intrincada rede social formada ao redor de Gopnick, os irmão Coen aproveitam para destilar sua veia ácida sobre a sociedade americana da década de 60. Entremeado por rituais judaicos a vida de Gopnick, um homem que sempre acreditou ter tudo sob controle e estar indo bem, percebe que nada daquilo é verdade, e começa a ter pesadelos no seu dia-a-dia. Apesar de não ser o melhor lançamento dos Coen, ainda assim é um filme interessante de se assistir.

Ficha Técnica:
Título Original: A Serious Man
Título no Brasil: Um homem sério
Direção: Ethan and Joel Coen
Roteiro: Ethan and Joel Coen
Gênero: Drama, Comédia
Origem: EUA / Reino Unido / França
Duração: 105min

Elenco:
Michael Stuhlbarg ... Larry Gopnik
Richard Kind ... Uncle Arthur
Fred Melamed ... Sy Ableman
Sari Lennick ... Judith Gopnik
Aaron Wolff ... Danny Gopnik
Jessica McManus ... Sarah Gopnik

Precious: Based on the Novel Push by Sapphire


A vida de Precious é tão fudida, que não tem como você não sentir pena da garota. Ela é obesa, tem um filho com down e está grávida. Seus filhos são fruto do incesto paterno e para completar a mãe dela inferniza sua vida dizendo as piores podreiras que se pode imaginar. Precious tem apenas 16 anos e está na escola.

Com esta rápida sinopse já dá para esperar uma estória no mínimo difícil de engolir. E é assim que vamos acompanhando a trajetória de Precious, que ao menos usa a imaginação fértil para criar uns momentos de escapismo da sua vida miséravel. Ela não tem amigos e não tem conforto familiar, mas a vida começa a mudar quando lhe é oferecida uma chance de ir estudar numa escola alternativa. O filme conta ainda com um elenco de cantores famosos como Mariah Carey e Lenny Kravitz em papéis coadjuvantes.

O destaque do filme além da garota que interpreta a Precious do título, vai sem dúvida nenhuma para a Mo'Nique no papel da pior mãe que se tem notícia. Ela está incrível, e já está acumulando prêmios pela interpretação. Dá pra sentir o cheiro de Oscar vindo para ela...A direção do filme é correta e talvez pela história já ser tão barra pesada, o diretor não faça questão de explorar a dramaticidade além dos limites da atuação. Não tem música em background para compor clima, nem closes longos para criar o choro. As vezes até a câmera se distancia um pouco para não causar tanto impacto. A narração de Precious é quem vai nos guiando forte para frente na sua vida. Chega até ser curioso, pois era um filme que facilmente teria um impacto como o do Pianista, de tão sofrida que é a trajetória da personagem, mas não. Precious é mais contido. Ainda assim não consegui resistir ao final e chorei.

Ficha Técnica:
Título Original: Precious: Based on the Novel Push by Sapphire
Título no Brasil: Preciosa
Direção: Jeff Daniels
Roteiro: Geoffrey Fletcher
Gênero: Drama
Origem: EUA
Duração: 110min

Elenco:
Gabourey Sidibe ... Precious
Mo'Nique ... Mary
Paula Patton ... Ms. Rain
Mariah Carey ... Mrs. Weiss
Sherri Shepherd ... Cornrows

domingo, 24 de janeiro de 2010

The Strangers (Os Estranhos)



O filme de estréia do Bryan Bertino, um famoso who-the-hell, conta a história de um casal que retorna de um casamento até uma casinha de interior, quase um sítio. Lá eles começam a ser perturbados por três mascarados. É um fime de terror e com um suspense muito bem construído, só que tem um final tão bunda e tão gratuito que faz você pensar: porque mesmo resolveram filmar esta coisa?

Deve ter sido algo baratinho que os estúdios resolveram apostar, pois o filme conta com basicamente 2 locações e 8 atores. E ninguém é um superastro. Enfim, não perca tempo...


Ficha Técnica:
Título Original: The Strangers
Título no Brasil: Os Estranhos
Direção: Bryan Bertino
Roteiro: Bryan Bertino
Gênero: Suspense / Terror
Origem: EUA
Duração: 88min


Elenco:
Liv Tyler ... Kristen McKay
Scott Speedman ... James Hoyt
Glenn Howerton ... Mike
Gemma Ward ... Dollface
Kip Weeks ... Man in the Mask
Laura Margolis ... Pin-Up Girl
Alex Fisher ... Mormon Boy #1
Peter Clayton-Luce ... Mormon Boy #2

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes



Sou fã do Guy Ritchie desde que foi lançado Jogos, Trapaças e Dois canos fumegantes. O cara é o tipico diretor de um filme só, mas o problema é que esse filme é bom. São todos parecidos em termos de estética, direção, flashbacks moderninhos e enredos estilo cama-de-gato, onde tudo tem relação com tudo. E para completar deste vez ainda caiu dentro de um esquema Hollywood, um orçamento polpudo, dois astros do cinema e um puta personagem que estava sumido das telas do cinema há algum tempo, o maior detetive de todos os tempos: Sherlock Holmes.

Felizmente todos os predicados do parágrafo anterior convergiram para um puta filme de ação/aventura estilo James Bond, sim porque não pense que o Sherlock do Guy Ritchie é aquele detetive super-intelectual, é uma personagem muito intricada, cheio de neuroses, psique controvertida e manipuladora que não sabe muito bem se relacionar com amigos e amantes. Nas mãos competentes do Guy Ritchie o filme é um excelente thriller de aventura para desvendar uma trama que passa pelos bastidores do parlamento inglês da segunda metade do século XIX. Diversão garantida e que provavelmente sera extendida, pois a deixa no fim do filme já encaminha tudo para o surgimento de uma nova franquia.


Ficha Técnica:
Título Original: Sherlock Holmes
Título no Brasil: Sherlock Holmes
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Michael Robert Johnson & Anthony Peckham
Gênero: Aventura
Origem: EUA
Duração: 128min

Elenco:
Robert Downey Jr. ... Sherlock Holmes
Jude Law ... Dr. John Watson
Rachel McAdams ... Irene Adler
Mark Strong ... Lord Blackwood
Eddie Marsan ... Inspector Lestrade
Robert Maillet ... Dredger

Up in the air (Amor sem escalas)


O primeiro trimestre do ano é normalmente uma época frenética de filmes por conta das premiações do Globo de Ouro e do Oscar. Não que eu não tenha pouco filme para ver o resto do ano...os últimos três meses de críticas neste blog não me deixa mentir, mas esta época de premiações é especial. Porque tenho um ímpeto de ver todos os filmes a tempo de poder comparar minha escolha pessoal e fazer minha própria votação a tempo da entrega dos prêmios.

Up in the air é um destes filmes. Indicado ao várias das categorias principais do Globo de Ouro - acabou vencendo a de roteiro - conta a história de um executivo que viaja o país 320 dias/ano. Seu trabalho é ir até as empresas e demitir pessoas. Com o carisma habitual, George Clooney dá vida a este personagem que é um aficcionado por programas de fidelidade. Aliás o filme é um capítulo a parte em termos de product placement. Lembrei bastante do caso Fedex/Náufrago, a propaganda da American Airlines tá presente o tempo inteiro no filme, mas não de forma agressiva.

É um bom filme, divertido e inteligente. A pena foi que assisti depois de ter ouvido muita (boa) recomendação, e infelizmente isso às vezes estraga um pouco a experiência, porque eleva muito a expectativa. O filme poderia ter um final melhor, mas não se engane ele ainda assim é bom. E o Clooney, para variar, está ótimo.



Ficha Técnica:
Título Original: Up in the air
Título no Brasil: Amor sem escalas
Direção: Jason Reitman
Roteiro: Jason Reitman & Sheldon Turner
Gênero: Drama, Comédia, Romance
Origem: EUA
Duração: 109min


Elenco:
George Clooney ... Ryan Bingham
Vera Farmiga ... Alex Goran
Anna Kendrick ... Natalie Keener
Jason Bateman ... Craig Gregory
Amy Morton ... Kara Bingham

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pride and Glory (Força Policial)


Você não odeia quando um filme vai bem até os 40min do segundo tempo e então deixa tudo desandar e termina mal? Pois este Pride and Glory é assim.

A gente vai se empolgando com as boas atuações do Colin Farrel, Jon Voight e o excelente Edward Norton, o filme é bem dirigido e mantém o suspense soltando aos poucos as informações sobre o quebra-cabeça do caso policial, mas aí faz uma cagada e termina pessimamente.

Isso só reforça minha tese de que não de deve assistir a um filme por causa do elenco. 


Ficha Técnica:
Título Original: Pride and Glory
Título no Brasil: Força Policial
Direção: Gavin O'Connor
Roteiro: Joe Carnahan & Gavin O'Connor
Gênero: Crime, thriller
Origem: EUA/Alemanha
Duração: 130min

Elenco:
Edward Norton ... Ray Tierney
Colin Farrell ... Jimmy Eagan
Jon Voight ... Francis Tierney, Sr.
Noah Emmerich ... Francis Tierney, Jr.
Jennifer Ehle ... Abby Tierney
John Ortiz ... Sandy
Frank Grillo ... Eddie Carbone
Shea Whigham ... Kenny Dugan

Brothers (Entre Irmãos)


Uma boa história, com bons atores e bem dirigida tem tudo para ser uma boa escolha, certo? Brothers reune todo este agremiado de bons fatores e é um ótimo drama.

Tudo bem que no começo estranhei um pouco o casal Tobey Maguire e Natalie Portman com uma família com duas filhas pequenas, afinal os dois tem muita cara de criança, mas a atuação deles é boa o suficiente para fazer voce esquecer isso rapidamente.

O filme na verdade é um remake de um filme sueco de 2004 ou 2005, que ganhou alguns premios de crítica pelo mundo, mas fez pouco sucesso comercialmente. Aí Hollywood se interessou e resolveram fazer sua versão sem legendas.

A trama começa com o reencontro de Tommy (Jake Gylenhall) a familia. Saído da prisão ele retorna a casa do irmão Sam (Maguire) que está prestes a embarcar numa missão para o Afeganistão. Só que chegando lá, seu helicóptero cai e ele é dado como morto. Sobra para o irmão assumir as responsabilidades com a cunhada e as duas sobrinhas. Porém seu irmão não morreu com a queda, na verdade ele foi feito refém pelos afegãos e vai retornar a casa mudado devido a experiencia que teve.

Já para sacar que com este pano de fundo dá para surgir muito drama e tem muito espaço para os atores brilharem, aliás o diretor Jim Sheridan é craque em fazer filmes assim, inclusive três destes filmes serviram para que Daniel Day Lewis ganhasse fama mundo afora.



Ficha Técnica:
Título Original: Brothers
Título no Brasil: Entre Irmãos
Direção: Jim Sheridan
Roteiro: David Benioff
Gênero: Drama, guerra
Origem: EUA
Duração: 110min


Elenco:
Jake Gyllenhaal ... Tommy Cahill
Natalie Portman ... Grace Cahill
Tobey Maguire ... Capt. Sam Cahill
Clifton Collins Jr. ... Major Cavazos
Bailee Madison ... Isabelle Cahill
Sam Shepard ... Hank Cahill
Mare Winningham ... Elsie Cahill

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Extract



Em 99, o Mike Judge lançou um filme ótimo chamado Office Space, e bem antes disso ele já era famosito por ter criado uma dupla de adolescentes idiotas viciados em música que fez fama na MTV. Sim, estamos falando de Beavis and Butt-Head. Então, obviamente eu fiquei curioso para ver esta nova produção que ele criou.

Veja bem, os filmes deles não são sensacionais, mas sempre se trata de uma comédia acima da média, que te faz pensar um pouco e tem um humor mais ácido que o normal principalmente quando o assunto são as interações humanas, seja no trabalho ou no relacionamento amoroso. 

A história é centrada no dono de uma fábrica de xarope, que trabalha demais e tem problemas sexuais no casamento. Seu melhor amigo é um barman loser total, que vai lhe complicar a vida após dar conselhos sob o uso de entorpecentes e narcóticos. E a coisa só piora com a chegada de uma picareta que quer dar um golpe do baú.

É entretenimento que agrada, sem ser idiota.

Ficha Técnica:
Título Original: Extract
Título no Brasil: ???
Direção: Mike Judge
Roteiro: Mike Judge
Gênero: Comédia
Origem: EUA
Duração: 92min

Elenco:
Jason Bateman ... Joel
Mila Kunis ... Cindy
Kristen Wiig ... Suzie
Ben Affleck ... Dean
J.K. Simmons ... Brian
Clifton Collins Jr. ... Step
Dustin Milligan ... Brad

domingo, 3 de janeiro de 2010

The Hangover (Se beber, não case)


Este filme já tava rolando há algum tempo, mas confesso que eu implicava com o título. Tudo apontava para um besteirol ruim e fui deixando ele de lado por um tempo, até que li que ele tinha sido indicado ao Globo de Ouro na categoria de melhor filme musical ou comédia e resolvi dar uma chance. Ainda bem.

A história, esta sim com toda cara de besteirol, conta como 4 amigos foram para Vegas comemorar a despedida de solteiro de um deles. Logo em seguida, três deles acordam sem a menor idéia do que aconteceu na noite anterior e para piorar o noivo sumiu. A diferença que faz toda a diferença é que o roteiro é bem estruturado e maneira como eles vão recompondo os passos para descobrir o que houve é hilária. O riso corre solto em várias cenas e o fato do filme não trazer nenhum grande astro da comédia ainda facilita mais o riso, pois não ficamos presos a nenhum personagem.

Diversão garantida.

Ficha Técnica:
Título Original: The Hangover
Título no Brasil: Se beber, não case
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Jon Lucas & Scott Moore
Gênero: Comédia
Origem: EUA
Duração: 100min


Elenco:
Bradley Cooper ... Phil Wenneck
Ed Helms ... Stu Price
Zach Galifianakis ... Alan Garner
Justin Bartha ... Doug Billings
Heather Graham ... Jade
Sasha Barrese ... Tracy Garner
Jeffrey Tambor ... Sid Garner
Ken Jeong ... Mr. Chow

The Nanny Diaries (O diário de uma babá)


Desde que fui a NY passei a reparar melhor todos os filmes que tem locações lá. Dá uma certa alegria reencontrar os passos da minha viagem na tela, fazendo parte das tramas dos filmes americanos. Pode parecer bobo, mas é verdade.

Diário de uma Babá é um filme new yorker até a alma, mas eu não fazia idéia disso antes de assistir. Outra coisa que não fazia idéia e só descobri ao escrever a ficha técnica abaixo após ter visto o filme é que a dupla de diretores deste filme foi a mesma responsável pelo American Splendor, que assisti e adorei em 2003 sobre a vida do quadrinista Harvey Pekar. Mas o que realmente me motivou a assistir o filme foi sua protagonista, minha cantora favorita no momento, a atriz Scarlett Johansson. Até porque se dependesse do título, eu provavelmente nem perderia tempo. Era um daqueles casos em que é mais fácil julgar o livro pela capa.

Recém-formada em admistração, Annie Bradock (Scarlett Johansson) não está certa quanto ao que fazer do futuro. Adora antropologia mas sua mãe puxa muito a barra para ela se dedicar a virar uma business woman. Em meio a estas dúvidas existenciais ela acaba aceitando um trabalho como babá de uma familia rica do Upper East Side e se muda para Manhattan. O filme é um grande passeio sobre o bairro e alguns pontos turísticos de NY, enquanto mostra como a vida na alta sociedade é apenas de aparências. O casal rico mal dá assistência ao filho que tem, que está sempre implorando por atenção dos pais ao passo que fica amigo da babá, a única pessoa no mundo que presta atenção ao que acontece.

Divertido durante boa parte da duração, Diário é um filme sem contra indicações, mas que poderia ser bem  melhor se tivesse um final um pouco melhor desenvolvido.


Ficha Técnica:
Título Original: The Nanny Diaries
Título no Brasil: O Diário da uma Babá
Direção: Shari Springer Berman & Robert Pulcini
Roteiro: Shari Springer Berman & Robert Pulcini
Gênero: Comedia, Romance
Origem: EUA
Duração: 105min

 
Elenco:
Scarlett Johansson ... Annie Braddock
Donna Murphy ... Judy Braddock
John Henry Cox ... Dean
Alicia Keys ... Lynette
Laura Linney ... Mrs. X
Paul Giamatti ... Mr. X
Chris Evans ... Harvard Hottie

Notorious


Notorious é um biopic sobre o rapper americano Notorious B.I.G. que teve uma carreira curta porém meteórica. Uma das figuras centrais do gangsta rap da Costa Leste americana, Notorious veio de uma origem  humilde no Brooklyn e logo cedo se envolveu na criminalidade. Foi preso algumas vezes, mas seu talento para o rap chamou a atenção de Puffy Daddy que lhe tirou das ruas e acabou alçando-o ao estrelato. Mas como todo jovem que faz sucesso, logo surgem as complicações: assédio da imprensa, mulheres & infidelidade, filhos bastardos, e no caso específico deste rapper, o incidente que marcaria sua carreira, o tiroteio no estúdio que feriu Tupac Shakur e deu início a rivalidade, na mídia, entre as Costa Leste e Oeste no  âmbito do rap.

O filme tem um ritmo legal e vai cativando a medida que se segue, apesar de retratarem o rapper de uma maneira muito colorida. Fico realmente pensando se ele era um cara tão legal como o mostrado no filme...De qualquer forma achei interessante o resultado final. E de quebra ainda aprendi uma coisa ou outra sobre o mundo do rap americano. Pra quem acha o assunto de alguma maneira relevante, o filme é uma boa pedida. Se sua praia não é essa, pode ignorar numa boa a pelicula.

Ficha Técnica:
Título Original: Notorious 
Título no Brasil: ???
Direção: George Tillman Jr
Roteiro: Reggie Rock Bythewood and Cheo Hodari Coker
Gênero: Biografia, Drama
Origem: EUA
Duração: 122min

Elenco:
Jamal Woolard ... Christopher 'Biggie' Wallace
Mohamed Dione ... Record Executive at Party
Derek Luke ... Sean 'Puffy' Combs
Dennis L.A. White ... Damion 'D-Roc' Butler
Marc John Jefferies ... Lil Cease

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

London to Brighton (Londres Proibida)


Um filme que não acrescenta muito a sua vida. Uma história que se passa pelo submundo da prostituição londrina. Por meio de flashbacks, ficamos sabendo o que aconteceu com Joanne, menina de 12 anos, Kelly uma prostituta e Dereck, seu cafetão, nas últimas horas.

Sem novidades estilísticas ou uma história muito convincente, não acho que vale a pena perder tempo com este filme. Próximo, por favor.

Ficha Técnica:
Título Original: London to Brighton
Título no Brasil: Londres Proibida
Direção: Paul Andrew Williams
Roteiro: Paul Andrew Williams
Gênero: Crime, thriller
Origem: UK
Duração: 86min

Elenco:
Lorraine Stanley ... Kelly
Georgia Groome ... Joanne
Johnny Harris ... Derek
Nathan Constance ... Chum
Sam Spruell ... Stuart Allen
Alexander Morton ... Duncan Allen

Invictus



O Clint tá virando um selo de qualidade. Tenho gostado de praticamente todos os seus filmes mais recentes. Este conta a história de um período recente da África do Sul quando o Mandela, recém-eleito presidente, decide apoiar enfaticamente o time de rugby do país, composto basicamente por brancos e que até bem pouco tempo antes era um imenso símbolo do apartheid no país.

Se por si só, a história do Mandela já é incrível, nas mãos do Clint só aumenta a nossa admiração por esta figura tão querida aos sul-africanos e os demais habitantes deste planeta que ainda acreditam que existe esperança de uma vida melhor. Aproveitando a questão da Copa do Mundo de Rugby que foi disputada na AS em 1995, Invictus retrata bem a situação do país pós-apartheid que estava muito propensa a se debruçar em uma guerra civil, caso a figura brilhante do Mandela não tivesse feito uma brilhante liderança. 

O filme trata de esperança e é bem otimista. Sobre a possibilidade de fazer um futuro melhor e como o esporte ainda pode ser um ótimo instrumento para canalizar as emoções da massa. Mesmo que ainda hoje as coisas estejam longe de ser uma maravilha na AS, ali foi dado um importante passo para a construção de uma nova nação.



Ficha Técnica:
Título Original: Invictus
Título no Brasil: Invictus
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Anthony Peckham
Gênero: Drama
Origem: EUA
Duração: 124min

Elenco:
Morgan Freeman ... Nelson Mandela
Matt Damon ... Francois Pienaar
Tony Kgoroge ... Jason Tshabalala
Patrick Mofokeng ... Linga Moonsamy
Matt Stern ... Hendrick Booyens
Julian Lewis Jones ... Etienne Feyder