terça-feira, 13 de setembro de 2011

Trust (Confiar)



Normalmente eu procuro os filmes que quero ver, principalmente por conta das fichas técnicas e afins. Porém as vezes eles surgem aleatoriamente como este Trust que veio a reboque de uma tonelada de episódios de seriados diversos. A minha primeira surpresa de Trust foi descobrir que ele é dirigido pelo David Schwimmer (e pra quem não ligou o nome a pessoa ainda baste dizer que ele é o ator que interpretava o dr Ross Geller em Friends). Simpatizo com o cara e inclusive já tinha visto outros dois filmes dirigidos por ele, que não são exatamente inesquecíveis, porém como acabei de comentar, eu simpatizo com a pessoa.

A estória de Trust tem de certa forma a ver com a trajetória pessoal de Schwimmer que há anos participa ativamente de  uma fundação para tratamento e recuperação de vitímas de estupro. No longa a adolescente de 13 anos Annie é aliciada por um homem de quase 40 anos através de chats na internet. A repercussão do fato cai como um bomba na família e seu pai Will (Clive Owen) fica devastado. É um filme bem denso sobre o assunto com boas atuações da trinca principal: pai, mãe e filha. E ao mesmo tempo é assustador porque te coloca numa posição de desamparo porque joga na cara do espectador o quão perto da tragédia nós podemos estar sem ao menos nos darmos conta disso. Parabéns David, bom filme.

Ficha Técnica:
Título Original: Trust
Título no Brasil: Confiar
Direção: David Schwimmer
Roteiro: Andy Bellin
Gênero: drama
Origem: EUA
Duração: 106min



Elenco:
Clive Owen ... Will
Catherine Keener ... Lynn
Liana Liberato ... Annie
Jason Clarke ... Doug Tate
Viola Davis ... Gail Friedman

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

X-Men First Class (X-Men: Primeira Classe)


Comecei a gostar de X-Men naquela transição da infância para a adolescência, quando todo ainda falava xis-men e não tinha problema algum nisso. Pouco tempo depois entrou no ar o desenho animado dos X-men já com a pronúncia correta em inglês, quer dizer correta pra quem cara pálida? Nos intervalos da escola continuava sendo xis-men pra todo mundo que já lia os quadrinhos. Hoje infelizmente os xis-men já viraram équismein em definitivo e também já parei de comprar os quadrinhos deles, embora continue curioso pra ver os filmes quando eles surgem.

Este novo First Class conta o início do surgimento dos X-Men quando o Xavier ainda colegava com o Magneto. Não gostei muito da estória deste novo filme, mas ainda acho divertido ver os mutantes na versão carne-e-osso hollywoodiana. Aliás gostei muito mais do filme por conta dos efeitos especiais e animações dos mutantes do que por qualquer outro fator. Se pra mim que gostava dos quadrinhos e já tinha alguma base a respeito da historiografia dos x-men foi difícil acompanhar o surgimento e evolução dos personagens, imagino pra quem nunca leu os quadrinhos. Deve ser um samba do crioulo doido sem pé nem cabeça que só desce mesmo por conta dos diversos efeitos especiais. O filme é bem confuso no que diz respeito a formação do grupo dos mutantes e da briga entre humanos normais e mutantes, sem falar que jogam isso num meio de guerra-fria. A história não tem muita liga pra se sustentar e quando termina a gente fica meio abandonado no meio daquela confusão. A menos que seja fã dos X-men, melhor buscar outro filme para ver.

Ficha Técnica:
Título Original: X-Men First Class
Título no Brasil: X-Men: Primeira Classe
Direção: Matthew Vaughun
Roteiro: Ashley Miller
Gênero: aventura
Origem: EUA
Duração: 132min


Elenco:
James McAvoy ... Charles Xavier
Laurence Belcher ... Charles Xavier (12 Years)
Michael Fassbender ... Erik Lehnsherr / Magneto
Bill Milner ... Young Erik
Kevin Bacon ... Sebastian Shaw
Rose Byrne ... Moira MacTaggert
Jennifer Lawrence ... Raven / Mystique

domingo, 11 de setembro de 2011

United States of Leland (O Mundo de Leland)

As vezes a sinopse bem escrita aguça a curiosidade. Meio que por acaso me deparei com dois parágrafos sobre este United States of Leland e quando vi na ficha técnica os nomes dos atores Ryan Gosling e Don Cheadle me animei pra conferir o longa. Gosling foi um ator que despontou num filme de 2001 chamado The Believer aonde ele interpretava um judeu anti-semita, depois disso ele também teve algum destaque em filmes como A Passagem (contracenando com Ewan MacGregor), recebeu indicações a melhor ator por Blue Valentine e Lars and the Real Girl, e ainda foi indicado ao Oscar pelo papel do professor em Half Nelson, enfim é um ator pra ficar de olho. Já Don Cheadle fez inúmeros filmes, não necessariamente bons, mas desde Hotel Ruanda fiquei fã dele.

A história de Leland não é muito feliz. Ele é um adolescente condenado a prisão juvenil por matar Ryan, uma criança deficiente mental.   O assassinato foi calculado e Leland parece sempre estar envolto numa letargia eterna. Ainda que não seja psicologicamente desequilibrado, não demonstra um traço de arrependimento ou remorso por ter tirado a vida de Ryan. Pearl Madison (Don Cheadle) trabalha na prisão onde Leland é encaminhado. Pearl dá aulas para os detentos e almeja escrever um livro há anos, embora nunca tenha evoluído muito nesta idéia. A história de Leland aliada ao fato dele ser filho de Albert T Fitzgerald (Kevin Spacey) um dos maiores romancistas dos EUA desperta em Pearl a vontade de se aproximar do jovem para escrever a sua história.

Ok, talvez a minha sinopse não tenha sido tão boa quanto a que li e que me motivou a ver o filme, mas é basicamente esta a história de Leland que apesar de ter um elenco bem interessante, não decola muito. É um filme triste e com um final um tanto quanto sombrio e que só contribui para aumentar o sentimento de tristeza. O roteiro (ou a edição) também não ajuda muito, tem passagens nitidamente fracas e outros pontos mais forte do ponto de vista dramático que ficam subexplorados. Dá uma incômoda sensação de que poderia ser bem melhor do que resultado final.

Ficha Técnica:
Título Original: United States of Leland
Título no Brasil: O Mundo de Leland
Direção: Matthew Ryan Hoge
Roteiro: Matthew Ryan Hoge
Gênero: Drama
Origem: EUA
Duração: 108min

Elenco:
Don Cheadle ... Pearl Madison
Ryan Gosling ... Leland P. Fitzgerald
Chris Klein ...Allen Harris
Jena Malone ... Becky Pollard
Lena Olin ... Marybeth Fitzgerald
Kevin Spacey ...Albert T. Fitzgerald
Michelle Williams ...Julie Pollard

sábado, 27 de agosto de 2011

Super 8


Atenção: você que curtiu Goonies, Curtindo a Vida Adoidado, Conta  Comigo, ET e demais filmes da sessão da tarde, vá correndo assistir Super 8. É incrível como alguns filmes tem este poder de te jogar de volta no tempo. Lembrei muito da minha infância nos anos 80 vendo estes filmes a tarde depois da escola.

Super 8 tem um clima totalmente oitentista (com certeza inspirado nestes filmes que mencionei acima) e conta a história de um grupo de garotos que está rodando um curta em formato super 8 numa minúscula cidadezinha quando um acidente envolvendo um trem e a chegada das forças armadas muda completamente a vida da cidade. Alheios a confusão causada aos adultos, os garotos continuam levando a frente o plano de tentar terminar o curta-metragem.

O legal acima de tudo é o ponto de vista da estória que é sempre ao lado dos moleques naquela aventura ingênua ao mesmo tempo que se desenrola um pano de fundo mega-problemático na visão dos adultos. O filme é uma delícia de se assistir e o fato de não ter um elenco superconhecido também ajuda a estória a fluir melhor sem que nenhum ator/atriz se sobressaia apenas pela fama pregressa. Dá pra ficar realmente encantado com a aventura destes neogoonies. Se passar na sessão da tarde agora eu paro tudo para rever.



Ficha Técnica:
Título Original: Super 8
Título no Brasil: Super 8
Direção: J J Abrams
Roteiro: J J Abrams
Gênero: Aventura, Sci-fi
Origem: EUA
Duração: 112 min


Elenco:

Joel Courtney ... Joe Lamb
Riley Griffiths ... Charles
Ryan Lee ... Cary
Gabriel Basso ... Martin
Zach Mills ... Preston
Kyle Chandler ... Jackson Lamb
Jessica Tuck ... Mrs. Kaznyk

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Biutiful (Biutiful)

Sou fanzaço do Iñarritu desde Amores Brutos. De lá para cá, cada vez que ele lança um filme dá uma excitação para ver logo seu novo trabalho. Sua obra mais recente é Biutiful que narra a estória de Uxbal (Javier Bardem). É difícil até sintetizar a história e talvez nem valha a pena, porque uma breve sinopse não vai dar conta de toda a carga pesada que é a vida de Uxbal. 

É um filme sobre paternidade, hombridade e sofrimento e embora seja boa parte bem triste ainda assim tem um final certa maneira feliz, ou melhor reconciliador. É um pouco de ciclo da vida sobre o filho que vira pai, embora não tenha sido possível aproveitar sua condição de filho e carregue uma cruz toda vida por isso. O filho se torna pai e ao mesmo tempo que ainda deseja ser filho, quer também ser o melhor pai para os seus filhos, tentando de alguma forma se redimir como filho/pai.

Mais uma vez Iñarritu não (me) decepciona e faz um filmaço com uma atuação incrível do Bardem. Adorei e recomendo.

Ficha Técnica:
Título Original: Biutiful
Título no Brasil: Biutiful
Direção: Alejandro González Iñarritu
Roteiro: Alejandro González Iñarritu
Gênero: Drama
Origem: Mexico/Espanha
Duração: 130min


Elenco:

Javier Bardem ... Uxbal
Maricel Álvarez ... Marambra
Hanaa Bouchaib ... Ana
Guillermo Estrella ... Mateo
Eduard Fernández ... Tito
Cheikh Ndiaye ... Ekweme

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cidade de Deus

Cidade de Deus é um daqueles marcos do cinema nacional e acho que até mundial, sabe... No imdb está marcado como 18º na lista dos melhores filmes de todos os tempos. De qualquer forma, certamente será lembrado ainda por muito tempo. Quando Cidade estreiou no cinema fui assistir logo no finde de estréia na sala de cinema mais próxima da CDD na época. Uma sala bem mequetrefezinha ali na Freguesia, a menos de cinco minutos da favela que ficaria internacionalmente famosa a partir do filme. Não achei o filme espetacular como muitos disseram a época. Lembro que gostei e tal, porém de certa forma me pareceu muito copiado daquela linguagem que o Tarantino havia apontado e o Guy Richtie estava aperfeiçoando. Enfim achava o filme bom, mas não aquela coca-cola toda. Isso até rever filme semana passada no Domingão Maior. Realmente é um filmaço. Daqueles para rever de tempos em tempos e sempre redescobrindo elementos novos naquele mesmo filme. É incrível que alguns filmes tenham esta capacidade de ficar melhor ao longo do tempo. Porque analisando friamente não consigo ver defeitos na obra. E isso é tão raro num filme. A direção é ótima, o elenco é ótimo, o roteiro é excelente, a fotografia, direção de arte, enfim tá tudo harmonizado no filme. Não tem uma ponta solta. Filmaço para ver e rever e depois ainda ficar com as frases de efeito na cabeça.


Ficha Técnica:
Título Original: Cidade de Deus
Direção: Fernando Meirelles
Roteiro: Braulio Mantovani
Gênero: crime, drama
Origem: Brasil / França
Duração: 130min


Elenco:

Alexandre Rodrigues ... Buscapé
Leandro Firmino ... Zé Pequeno
Phellipe Haagensen ... Bené
Douglas Silva ... Dadinho
Jonathan Haagensen ... Cabeleira
Matheus Nachtergaele ... Sandro Cenoura
Seu Jorge ... Mané Galinha
Jefechander Suplino ... Alicate
Alice Braga ... Angélica
Emerson Gomes ... Barbantinho
Edson Oliveira ... Barbantinho Adulto
Michel de Souza ... Bené Criança
Roberta Rodrigues ... Berenice

terça-feira, 16 de agosto de 2011

The Wolfman (O Lobisomem)

Lembro que quando Lobisomem foi lançado fiquei curioso para ver o Benicio Del Toro no papel título. Além de ser um bom ator ele tem um phisic de role muito apropriado para o personagem. Porém o filme saiu de cartaz e esqueci dele até que, zapeando a tevê, ele apareceu na tv a cabo. Resolvi então conferir.

No elenco ainda está Anthony Hopkins no papel de patriarca da família Talbot. Uma família que carrega um estigma amaldiçoado e com diversas boatos mal contados pela região dos arredores de Londres na virada do século 20. Lawrence Talbot (Del Toro), o filho mais novo, é um ator de teatro e estava em Londres depois de uma longa temporada nos EUA e com a notícia do falecimento do irmão mais velho é obrigado a retornar ao casarão dos Talbot e encarar seu pai mais uma vez. A relação entre os dois não é exatamente amistosa, mas a promessa feita a sua cunhada viúva faz com que Lawrence estique sua estadia para decifrar a misteriosa morte de seu irmão. A direção de arte e a fotografia cumprem muito bem a missão de dar ao filme uma cara soturna, exatamente no tom necessário para o clima de suspense/terror do aparecimento do Lobisomem, mas não há filme que resista a uma estória fraca. E o roteiro é muito ruinzinho. Toda a mitologia criada para o surgimento da fera, a relação familiar dos Talbot nada convence e o final é ridículo. Daqueles que você para e pensa: "Sério, foi para isso que perdi quase duas horas?" Totalmente dispensável.


Ficha Técnica:
Título Original: The Wolfman
Título no Brasil: O Lobisomen
Direção: Joe Johnston
Roteiro: Andrew Kevin Walker
Gênero: ação, fantasia,
Origem: EUA
Duração: 103min


Elenco:

Emily Blunt ... Gwen Conliffe
Benicio Del Toro ... Lawrence Talbot
Mario Marin-Borquez ... Young Lawrence
Asa Butterfield ... Young Ben
Cristina Contes ... Solana Talbot
Anthony Hopkins ... Sir John Talbot

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Your Highness

Já escrevi aqui anteriormente, eu não consigo evitar o besteirol. Acho que herdei isso do meu pai que adora ver filmes de comédia, não necessariamente se importando muito com a qualidade. Enfim cresci vendo filmes aqui e acabei me acostumando a ver umas bobeiras dessas de vez em quando.

Your Highness me chamou a atenção pelo elenco que tinha Natalie Portman e James Franco, ainda que o protagonista e roteirista do filme seja o ator Danny McBride (que embora já tivesse visto atuando em outros filmes, nunca saberia seu nome). Já advoguei aqui antes também que ver filmes por conta dos atores muitas vezes é uma aposta bem arriscada como este caso acabou se provando. A estória é uma espécie de faz-de-contas tipo Shrek porém batido no liquidificador com Porky´s. Ou seja um típico filme de príncipe&princesa cheio de diálogos envolvendo sacanagem e muito palavrão, com direito a doses de atuações propositadamente canastras. Os risos vem com parcimônia, portanto se quiser assistira saiba que é por sua conta e risco.

Ficha Técnica:
Título Original: Your Highness
Título no Brasil: ???
Direção: David Gordon Green
Roteiro: Danny McBride, Ben Best
Gênero: comédia
Origem: EUA
Duração: 102min


Elenco:
Danny McBride ... Thadeous
James Franco ... Fabious
Rasmus Hardiker ... Courtney
Natalie Portman ... Isabel
Toby Jones ... Julie
Justin Theroux ... Leezar
Zooey Deschanel ... Belladonna

domingo, 14 de agosto de 2011

Wasteland (Lixo Extraordinário)

Payback. Não no sentindo vingativo, mas sim como retribuição. Essa era a intenção do Vil Muniz ao iniciar o seu projeto junto aos catadores de lixo do Jardim Gramacho, o maior aterro sanitário do mundo e destino de mais de 70% do lixo produzido no Grande Rio. Já firmado e reconhecido internacionalmente no meio das artes plásticas, Vik decidiu em meados de 2007 que seu próximo projeto nasceria do lixo, mais especificamente do Jardim Gramacho.


O documentário, que chegou a ser indicado ao Oscar na categoria, acompanha justamente este período de cerca de dois anos, desde o start da idéia até a exposição do trabalho final no MAM do Rio de Janeiro que bateu recordes de público e ficou em cartaz por quase três meses. Apesar de ter umas cenas nitidamente feitas para a câmera (os debates entre Vik, sua esposa e o seu sócio na empreitada, todos brasileiros, são em inglês muito provavelmente por conta da direção/edição do filme que foi feito com aportes do Reino Unido), o filme tem passagens interessantíssimas e uma história fantástica de transformação na vida daqueles catadores de lixo que veem suas vidas mudarem pelo simples contato com uma forma de arte. Aliás as melhores cenas do filme vem justamente das apresentações dos catadores de lixo e seus backgrounds de como foram parar ali em Gramacho e a luta pela sobrevivência que perseveram dia-a-dia. Filmaço.

Ficha Técnica:
Título Original: Wasteland
Título no Brasil: Lixo Extraordinário
Direção: Lucy Walker, Karen Hardley e João Jardim
Gênero: documentário
Origem: Brasil / Reino Unido
Duração: 99min


Elenco:
Vik Muniz ... Himself




terça-feira, 2 de agosto de 2011

Vips

O fato real que deu origem a Vips é, por si só, merecedor de atenção: Marcelo se fez passar por dono da cia aérea Gol e se acabou no carnaval de Recife, entrando em camarotes, ficando hospedado em resorts e se divertindo com celebridades da área vip. Até entrevista pro Amaury Jr rolou. 

A estória do filme mistura fatos reais da vida de Marcelo Nascimento da Rocha a outros totalmente ficcionais para dar enredo a trama do vigarista que desde cedo mostra uma forte tendência a faltar com a verdade. Interpretado por Wagner Moura, somos apresentados a trajetória do menino que desde criança sonhava em ser aviador. Sem grandes perspectivas de futuro na sua cidade natal, ele emigra para Campo Grande onde rapidamente encontra seu passaporte para a aviação através do tráfico de drogas e mercadorias da fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai. Sempre tentando se passar por alguém que não é, Marcelo não consegue por muitas vezes lidar com a própria persona, e recusa sua própria identidade. Parece doença, e é mesmo.


Porém embora o filme tenha um argumento bem interessante, é difícil se ligar ao personagem principal , já que nem ele mesmo gosta desta conexão. Ainda que Wagner Moura esteja bem no papel, o filme não engrena muito. É o típico caso da propaganda que promete mais do que entrega.



Ficha Técnica:
Título Original: Vips
Direção: Toniko Mello
Roteiro: Braulio Mantovani
Gênero: drama
Origem: Brasil
Duração: 95min


Elenco:
Wagner Moura ... Marcelo
Juliano Cazarré ... Baña
Arieta Correia ... Sandra
Jorge D'Elía ... Patrão
Emiliano Ruschel ... Fausto






















quarta-feira, 27 de julho de 2011

You Don't Know Jack

Durante meus anos no colégio, lembro de algumas vezes haver lido ou visto no noticiário matérias sobre Jack Kevorkian, o Dr. Morte como foi apelidado pela imprensa norte-americana. Jack era um patologista que defendia abertamente o suicídio assistido em casos de doenças terminais e/ou potencialmente desabilitadoras. Era um prato cheio pra mídia fazer oba-oba em cima de uma questão muito séria, a eutanásia.

A questão me lembrou bastante um filmaço chamado Mar Adentro, com o Javier Bardem, cujo protagonista o tetraplégico Ramon Sampedro também luta pelo direito de morrer. Em You Don´t Know Jack a polêmica continua lá: o ser humano pode ou não ter o direito de tirar sua própria vida? Dr Kevorkian levanta alguns pontos bem relevantes na sua cruzada pelo direito individual. Não deixe se levar pelo sensacionalismo, Kevorkian advogava pelo suicídio assistido apenas de pacientes sem chance de recuperação e descartou vários possíveis pacientes/suicídios assistidos por não julgar que o indivíduo estivesse num ponto sem volta.
Al Pacino, pra variar, dá um show na encarnação do taciturno Dr Kevorkian e o filme é bem dirigido pelo competente Barry Levinson (Rain Man, Mera Coincidência). Só achei que o roteiro abre pouco espaço para a discussão com a platéia acerca do tema da eutanásia, por ficar mais focado em contar a vida do Dr Kevorkian - o que não é ruim, mas apenas uma escolha. Quando termina o filme, não fica muito claro as argumentações da defesa contra este tipo de suicídio, exceto o medo do desconhecido e do medo de meter o dedo nessa ferida que é debater um assunto delicado como este, porque ainda que a gente não seja a favor da morte de ninguém, não vejo como ser contra o direito de um indivíduo tocar sua vida da maneira que quiser, incluindo aí o direito de não levar adiante a própria vida, mas enfim é um tema polêmico e ainda vão ser necessários muito Jacks Kevorkian para avançar este tipo de debate.

Ficha Técnica:
Título Original: You Don't Know Jack
Título no Brasil: ???
Direção: Barry Levinson
Roteiro: Adam Mazer
Gênero: Drama
Origem: EUA
Duração: 134min


Elenco:
Al Pacino ... Jack Kevorkian
Brenda Vaccaro ... Margo Janus
John Goodman ... Neal Nicol
Deirdre O'Connell ... Linda
Todd Susman ... Stan Levy
Adam Lubarsky ... Brian Russell

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Lock, Stock and Two Smoking Barrels (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes)

Em um passado que está ficando cada vez mais longe, lembro de comprar um exemplar de revista SET que falava sobre o lançamento de Jogos, Trapaças...aqui no Brasil. Isso foi em 98 ou 99, por aí. Guy Richtie, o diretor era um ilustre desconhecido, mas isso estava para mudar justamente por este filme que o jogou no mapa. Na sequência ele dirigia Sherlock Holmes, Snatch - Porcos e Diamantes e casaria (e divorciaria) a Madonna, não necessariamente nesta ordem.

Já devo ter visto Jogos, Trapaças... pelo menos umas cinco vezes. Acho divertidíssimo a trama cheia de vigaristas querendo dar trambique para cima de outros vigaristas. Tem umas cenas ótimas e os diálogos bem afiados. Tudo que se espera de um bom enredo de trapaceiros. Mas confesso vendo desta última vez, senti que o filme deu uma leve envelhecida. Talvez pela familiaridade com a história, achei um pouco esquemático demais. Embora seja legal perceber que não há fio solto, todos os personagens - e são vários -, vem e voltam e tem alguma relação com que vem a seguir. Ainda vou ver e rever  mais algumas vezes. Pra quem não viu ainda, corra.

Ficha Técnica:
Título Original: Lock, Stock and Two Smoking Barrels
Título no Brasil: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Guy Ritchie
Gênero: ação, crime
Origem: UK
Duração: 107min


Elenco:
Jason Flemyng ... Tom
Dexter Fletcher ... Soap
Nick Moran ... Eddy
Jason Statham ... Bacon
Steven Mackintosh ... Winston
Nicholas Rowe ... J
Nick Marcq ... Charles
Charles Forbes ... Willie (as Charlie Forbes)
Vinnie Jones ... Big Chris